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Capital

Campo Grande vive 100 dias com obras paradas e abandonadas

Por Edivaldo Bitencourt e Mariana Lopes | 10/04/2013 13:34
Obra no Bálsamo, só teve a troca de placa desde o início da gestão de Bernal (Foto: Marcos Ermínio)
Obra no Bálsamo, só teve a troca de placa desde o início da gestão de Bernal (Foto: Marcos Ermínio)
No Parati, nem placa de nova unidade de saúde ficou para contar história (Foto: Marcos Ermínio)
No Parati, nem placa de nova unidade de saúde ficou para contar história (Foto: Marcos Ermínio)

Enquanto o prefeito Alcides Bernal (PP) completa 100 dias nesta quarta-feira sem retomar obras nas áreas social, de infraestrutura, de educação e saúde em Campo Grande. Moradores reclamam do abandono de obras quase concluídas, como a Orla Morena 2, e de outras que poderiam ajudar a desafogar o trânsito de veículos, como a revitalização de fundos de Vale do Córrego Bálsamo.

O Centro de Belas Artes, que pode por fim a obra inacabada da Estação Rodoviária no Jardim Cabreúva após 20 anos, volta a viver a maldição de não ser concluída. Desde a posse do atual prefeito, o empreendimento voltou a ficar parado.

“Há 20 anos, a obra está daquele jeito”, lamenta a professora Deise Maria de Almeida Afonso, que reside há 30 anos no Jardim Cabreúva. Ela lamenta a perda de material e recursos públicos com a obra, que, mais uma vez, é abandonada pelo poder público. Ela acha um descaso.

Três operários estão no Centro de Belas Artes. No entanto, um dos três até admitiu ao Campo Grande News que estão no local para disfarçar que a obra não está parada. No entanto, não realizam nenhum serviço com a finalidade de concluir o Centro de Belas Artes.

O mesmo acontece com a Orla Morena 2, que também está praticamente concluída, mas também foi abandonada pela atual administração. “O prefeito fica na cidade combatente a dengue e abandona o resto das coisas”, lamentou a professora.

Saúde – As unidades básicas de saúde também estão abandonadas. O caso mais clássico é a obra do posto de saúde no Conjunto Parati. No mês passado, operários da Prefeitura retiraram os tapumes, as estacas e até a casa para os operários foram arrancados do local.

“Alguém ganhou muito dinheiro com isso”, acredita o auxiliar de técnico em ar-condicionado, Elivelton Nunes Marengo, de 21 anos. Ele contou que operários trabalharam na obra até as eleições de outubro do ano passado.
No Bairro Oliveira, a obra da unidade básica de saúde também está parada.

As obras dos centros de educação infantil também estão paradas. O secretário municipal de Infraestrutura, Semy Ferraz, só garantiu que duas creches serão concluídas ainda neste semestre.

Obra do Centro de Belas Artes tem três operários para  "fazer de conta" (Foto: Marcos Ermínio)
Obra do Centro de Belas Artes tem três operários para "fazer de conta" (Foto: Marcos Ermínio)

Bálsamo – Obras estruturais também estão abandonadas, como é o caso da revitalização de fundos de vale do Córrego Bálsamo, na saída para São Paulo. Incluída no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), a proposta é pavimentar as duas marginais do córrego entre o macro anel rodoviário e o Jardim Roselândia.

“Só vejo o abandono da obra”,contou a dona de casa Hélia Ramona Barbieres, de 58 anos, que usa o traçado da nova avenida marginal para levar e buscar o neto da escola. Ela conta que a única novidade no local, desde posse do atual prefeito, foi a troca da placa para trocar as logomarcas de Nelson Trad Filho (PMDB) pela de Alcides Bernal.

Outra obra estrutural parada é a revitalização da avenida Ernesto Geisel, entre a rua Santa Adélia e o avenida Campestre. Enquanto a obra não sai do papel, a via teve três novos desmoronamentos neste ano.

Bernal, desde a posse, não anunciou as obras que serão retomadas ou paralisadas. Somente a revitalização da avenida Júlio de Castilho, que está na fase final, foi retomada.

O prefeito ainda cancelou as licitações para recapear a região central e a avenida das Bandeiras. Nesta última, a prefeitura pôs equipe própria para recapear a via.

Orla Morena também foi abandonada (Foto: Marcos Ermínio
Orla Morena também foi abandonada (Foto: Marcos Ermínio
Thyrson de Almeida (prolongamento da Ernesto Geisel) desmorona a cada chuva e revitalização não sai do papel (Foto: Vanderlei Aparecido)
Thyrson de Almeida (prolongamento da Ernesto Geisel) desmorona a cada chuva e revitalização não sai do papel (Foto: Vanderlei Aparecido)
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