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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

21/01/2014 09:01

Capital tem déficit de 100 táxis e só no Natal 1,8 mil corridas não foram feitas

Luciana Brazil
No Aeroporto, os táxis já causaram até briga. (Foto: Cleber Gellio) No Aeroporto, os táxis já causaram até briga. (Foto: Cleber Gellio)

Com déficit de pelo menos 100 táxis, Campo Grande tem hoje apenas 490 carros para atender a população de pouco mais de 800 mil habitantes. Só no Natal, 1.800 corridas deixaram de ser atendidas por causa fluxo de passageiros, segundo o presidente do Assotáxi (Associação dos Taxistas Auxiliares de Campo Grande), José Carlos Áquila.

Conforme Áquila, é previsto em decreto um táxi para cada mil habitantes. Porém, a cidade não comportaria os 800 táxis. “Seria inviável. Para Campo Grande seriam suficientes100 carros a mais, que evitariam o drama ocorrido no Natal”.

Além da demora no atendimento, muitos clientes ficaram sem ser atendidos. Para quem mora no bairro, a situação pode ser ainda pior. “Como o taxista paga por quilometragem, às vezes ele nem vai na corrida que é longe demais”, disse o taxista que preferiu se identificar apenas como Marcos, 42 anos.

Ele denuncia que no fim do ano os donos de taxis retiraram os carros da rua com medo dos acidentes de trânsito. “Eles têm medo do taxista bater o carro e param os veículos”.

“Meu carro quebrou e eu fiquei a pé. Teve um dia que esperei um táxi por quase 40 minutos”, disse a publicitária Lucia Sá.

Além da falta de carros que afeta diretamente a população, a categoria luta por uma série de benefícios, já previstos em lei, mas que até hoje ficaram apenas no papel, como muita coisa no país.

Monopólio: A classe denuncia que apenas meia dúzia de empresários monopoliza os alvarás de táxis na Capital.

Além da Constituição Federal já prever que toda concessão de serviço público, sendo o táxi um deles, seja precedida por licitação, o governo baixou em 1995, uma lei determinando prazo até 31 de dezembro de 2010 para que os municípios se adequassem às normas.

Até hoje, nada mudou. Sem direito para ter o alvará, e trabalhando em uma carga horária massiva, 24 horas dirigindo, os motoristas ganham pouco no fim do dia.

“Os táxis estão na mão de uma minoria. Eles ganham horrores de dinheiro e nós que trabalhamos o dia inteiro voltamos pra casa com quase nada. Além disso, tem o cansaço. Não consigo ir a uma festa de aniversário, reunião com a família, porque no dia seguinte estamos muito cansados, é sacrificante”, disse Osvaldo de Souza, 58 anos, há 23 trabalhando como motorista.

Outra luta diária, além dos alvarás, é o reconhecimento da profissão, regulamentada e sancionada em 2011.

Entre os direitos obtidos com a regulamentação, estão o piso salarial, ajustado entre sindicatos da categoria e carteira assinada. A lei também permite ao titular da autorização de taxista transferi-la a outro profissional do ramo.

Porém, por enquanto, a lei fica apenas no papel.

Audiência Pública: No último dia 17 aconteceria na Câmara Municipal de Vereadores uma audiência pública para debater questões como a regulamentação da profissão e a liberação dos alvarás.

Segundo o vereador Wanderlei Cabeludo (PMDB), um dos parlamentares à frente das reivindicações da categoria, a audiência será remarcada, mas ainda sem data prevista.

“Por causa do recesso da Câmara, muitos vereadores não poderiam comparecer. Além disso, tem a mudança na presidência da Agetran (Agência Municipal de Tranporte e Trânsito)", alegou.

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Usando da lógica e da realidade dos fatos... Considerando que um (01) táxi faz em média 15 corridas por dia, sendo assim, quatro (04) táxis fariam em média 60 corridas ao dia, então, em 30 dias os mesmos táxis suficientemente fariam em média 1.800 corridas. Então, o conteúdo jornalístico publicado carece de uma apuração pautada na realidade e na lógica dos fatos, pois, induz o leitor a erro já que sugere que no período de Natal houve um deficit de 100 veículos em razão de que 1800 corridas não foram atendidas! Absurda e desmedida a matéria, já que 100 veículos em 30 dias atenderiam por baixo 45.000 corridas, um exagero, además temos uma frota de mototáxi para agregar à este transporte, realidade diversa das demais capitais brasileiras, para se estabelecer a quantidade de táxi per capita.
 
Dejalma Goulart em 21/01/2014 20:56:27
Ha um fato muito importante nesta questão que algumas pessoas e parte da imprensa nao estão considerando: todo esse burburinho a respeito da alegada falta de taxi se baseia no fato que 80% do movimento das radios chamadas de taxi concentram-se na Coopertaxi. O que tem levado a um congestionamento de chamadas e a dificuldade da frota em atender tamanho movimento, mas temos uma justificativa para isso:poucas pessoas ligam solicitando taxi na Radio Taxi Campo Grande e os que ligam na Modelo dificilmente voltam a ligar, pois a frota é minuscula e quase sempre as chamadas sao destinadas a outras centrais de radio, dada a incapacidade em atender as corridas que sao solicitadas pelos clientes. podemos dimensionar a falta de taxi numa capital somente pelo movimento de UMA Radio Taxi em dezembro?
 
José Avelar em 21/01/2014 13:32:49
Nada se justifica a falta de EDUCAÇÃO desses que nem considero motoristas chamados de "TAXISTAS", e só andar na Duque de Caxias e notar a alta velocidade, imprudência e tantos outras infrações de transito que esses senhores cometem, não só na Duque e sim na cidade toda; Que existe monopólio existe sim, só não enxerga quem quer....
 
José Silva em 21/01/2014 13:31:00
....????....
dos 50 novos táxis de Campo Grande, já tem permissionário com dificuldades para cumprir o ônus de ser "dono de ponto", quais sejam: mensalidade do carro (geralmente financiado), despesas do próprio ponto (telefone/celular do carro), taxas e impostos da Prefeitura e Agetran, mensalidade de Cooperativa, e ainda a manutenção do veículo, que aliás também não é barato, e por último a nossa gasolina com valor superior a R$ 3,00.....

e ainda querem mais 100 táxis???

mais gente individada.....
 
Ademir Rodrigues em 21/01/2014 12:20:53
Faltam taxis mesmo, muitas vezes vc quer ir para aeroporto e fica 30, 40 minutos esperando para o taxi te buscar. E isso em Caranda Bosque, imagina em bairros mais na periferia, onde os taxistas tem receio de ir por medo de assaltos.
Mas outra coisa é o custo do taxi. Agora ja ta quase 50 reais ir para o aeroporto, enquanto a diaria para estacionar é de R$ 20. Ou seja: viajem de ate tres dias ja vou de carro, pois além de ate ser mais em conta ainda tem a facilidade de sair do aeroporto no carro proprio, sem ter que enfrentar a fila la. Ah, e para ser levado/trazido no carro proprio pela esposa? Para isso, inacreditável, falta espaço no aeroporto para deixar um passageiro só sair ou entrar no veiculo, ou seja: vaga para parar 5 minutos. Se parar ali, já tem algum fiscal multando.
 
Marcos da Silva em 21/01/2014 10:47:03
Estão tentando fazer manobra para que os peixe grande do taxi não percam os carros, vão colocar mais 100 carros na frota!!! So por causa do natal, e é época! Da uma olhada nos pontos agora em janeiro e em outra época, ta todo mundo parado estão se preocupando com um curto período e o resto do ano tira os carros dos grandes e libera pra quem merece
 
hilton rodrigues em 21/01/2014 10:33:48
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