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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

26/09/2013 10:48

Sem voos noturnos, rendimentos de taxistas caem 40% no aeroporto

Aliny Mary Dias
Após dois horários de pico, taxistas ficam sem trabalho no horário mais lucrativo (Foto: Cleber Gellio)Após dois horários de pico, taxistas ficam sem trabalho no horário mais lucrativo (Foto: Cleber Gellio)

Há 25 dias sem pousos e decolagens durante a noite, o Aeroporto Internacional de Campo Grande vive os transtornos de muitos voos em pouco espaço de tempo e já causa a queda de 40% no rendimento dos taxistas que trabalham no local.

A interdição para reforma da pista tinha previsão de terminar no dia 20 de outubro deste ano. No entanto, as obras não começaram até hoje. De acordo com a estimativa da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), a obra custaria R$ 12 milhões, mas o valor saltou para R$ 13,1 milhões e ficará por conta da Anfer Construções e Comércios Ltda.

Diante da demora no início das obras e o cancelamento dos voos noturnos, os taxistas do terminal só têm reclamações e preocupações sobre o assunto.

Cassemiro da Silva tem 57 anos e diz que os profissionais vivem um momento de apreensão. “A cidade parou, o aeroporto parou. Nosso maior ganho era no período da noite porque fazíamos bandeira dois, agora perdemos mais de 40% do nosso salário”, explica o taxista.

Antes da interdição, três horários eram considerados de pico, mas o noturno sempre foi o mais esperado pelos taxistas. Entre às 8h10 e 9h, quatro voos chegam no aeroporto. Durante a tarde, entre às 13h40 e 14h30, passageiros de outros seis voos desembarcam na Capital.

Profissionais já viram salários caírem 40% (Foto: Cleber Gellio)Profissionais já viram salários caírem 40% (Foto: Cleber Gellio)

O maior movimento de turistas e campo-grandenses, no entanto, era entre às 20h30 e 23 horas, quando oito voos pousavam no aeroporto da cidade. Agora o que resta são lamentações e idas para casa mais cedo.

“Depois que terminamos as corridas da tarde, acaba nosso movimento. Não temos o que fazer, ficamos em fila e parados aqui, fica tudo deserto e temos que ir para casa”, conta Jorge Cândido, 54 anos.

Testemunha da falta de movimento noturna e reclamações constantes de taxistas, o fiscal da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Enrico Kapobianco, conta que o descontentamento é de todos.

“Em comparação de como era antes, está muito complicado para quem vive do aeroporto. Muitos falam da indignação da pista estar interditada sem o início das obras”.

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esse aeroporto está mesmo um caos, nem bancos os passageiros que estão esperando embarque tem para sentar,ficam em pé, ou saõ obrigados a ir pro restaurante sentar e lógico consumir alguma coisa.
 
norma solano em 26/09/2013 15:33:29
Podem ter alguns desses ai que não merecem esses 40% a menos, mas vou te falar pelo tanto de barbaridades que esses taxistas do aeroporto fazem no trânsito, correndo, abusando e faltando totalmente com respeito com as demais pessoas que por ali trafegam, 40% é pouco.
 
Eduardo Silva em 26/09/2013 14:57:24
Pensa pelo lado positivo: A Duque de Caxias está muito mais segura agora sem os taxista do aeroporto "voando" por mais clientes...
 
Luis Pontes em 26/09/2013 14:45:54
O que não chega a ser um prolema real para eles, uma vez que praticam uma bandeirada acima dos R$10,00, quando todos os outros taxistas da cidade cobram o preço de tabela R$4,50. Ainda tem o agravante de que ali há uma formação de quadrilha, na qual os membros agridem fisicamente e também depredam os carros dos colegas que se aventurarem na área em que eles se julgam donos.
A frota do ponto não supre a demanda dos horários de pico e os monstrinhos ainda impedem os colegas de trabalharem, quero ver se alum taxista do centro impede os do aeroporto de pegar passageiros no centro. Esse povo tem de ser punido, este monopólio mantido pela força bruta e pela violência tem que acabar.
É uma vergonha.
 
João Henrique de Miranda Sá em 26/09/2013 14:42:54
Caiu o rendimento, coitados????
Será que a reportagem está falando daqueles "coitadinhos" ou "espertinhos" do aeroporto que monopolizam os serviços há décadas.
Que além de cobrarem preços exorbitantes, ainda desrespeitam todas as regras de trânsito, cruzando a Duque de Caxias e Afonso Pena há mais de 100 km por hora e pondo em risco seus passageiros e demais motoristas.
Correm para voltarem logo ao Aeroporto e pegaram os passageiros que ficam esperando nas filas.
Está na hora da AGETRAN e Prefeitura abrirem os olhos e melhorem o serviço de táxi no aeroporto.

 
Rogerio Luz em 26/09/2013 13:45:11
Os taxistas do aeroporto poderiam aproveitar esse tempo ocioso para fazer um curso para aprender a dirigir e respeitar a sinalização e o limite de velocidade, principalmente na Duque de Caxias onde eles pensam que aquela pista exclusiva para ônibus é Autobahn.
 
João Paulo Romero em 26/09/2013 12:47:22
Fora o empobrecimento dos taxistas, esta situação está a cada dia que passa deixando nossa cidade com mais cara de cidade de interior e não de uma capital de estado, as autoridades tem que pensar nisto também, querendo ou não somos uma capital e capital sem voo noturno chega a ser ridiculo, é quase a mesma coisa que capital sem aeroporto, o povo de fora já acha que aqui só tem indio, estamos dando motivos para eles acreditarem que é verdade.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 26/09/2013 12:41:53
Viajo quinzenalmente e a situação no aeroporto é um absurdo e já foi retratada por toda a imprensa deste Estado; chegam os voos e as pessoas ficam 30, 40 minutos aguardando a chegada do taxi, pois lá no aeroporto tem meia dúzia fixos apenas.
Caiu o rendimento porque os moradores de Campo Grande estão cansados dessa situação vexatória e optaram por deixar seus veículos no estacionamento ou pedir para um parente vir buscá-los no voo de retorno, essa é a verdade.
O dia que Campo Grande tiver um aeroporto do porte de uma CAPITAL, com uns 50 taxis fixos no horário de pico e lugar apropriado, ai essa realidade pode mudar, mas enquanto tivermos aeroporto e mentalidade de interior (também, quem tem BERNAL de prefeito merece o quê?), todos vão sofrer, inclusive os taxistas.
 
marcelo ribeiro motta em 26/09/2013 12:11:53
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