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Capital

Cardiologista continuará preso enquanto polícia investiga morte da esposa

Médico segue detido por armas e fraude processual; feminicídio ainda é apurado pela Deam

Por Gabi Cenciarelli | 20/05/2026 11:09
Cardiologista continuará preso enquanto polícia investiga morte da esposa
João Jazbik Neto (de roupa clara) após o trabalho da perícia no local onde esposa morreu (Foto: Maya Severino)

O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, passou por audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (20) e continuará preso pelos crimes de posse irregular de armas de fogo e fraude processual após a morte da esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro da chácara onde o casal morava, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

RESUMO

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Cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, permanece preso após audiência de custódia em Campo Grande pelos crimes de posse irregular de armas e fraude processual, relacionados à morte de sua esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, encontrada com tiro na cabeça na chácara do casal. A polícia investiga possível feminicídio após identificar inconsistências na versão do médico e incompatibilidade entre o ferimento e o relato apresentado.

Enquanto o médico permanecia sob custódia da Justiça, familiares e amigos se despediam de Fabiola em um velório marcado por forte comoção e clima reservado entre parentes próximos. A fisioterapeuta era conhecida em Campo Grande e a morte repercutiu entre profissionais da saúde e nas redes sociais.

Apesar de a Polícia Civil investigar a possibilidade de feminicídio, João Jazbik Neto ainda não foi autuado por esse crime. Neste momento, a prisão está relacionada apenas às armas apreendidas na propriedade e à suposta tentativa de alterar a cena após a morte da fisioterapeuta.

Cardiologista continuará preso enquanto polícia investiga morte da esposa
Viaturas da Deam no local (Foto: Maya Severino)

Na terça-feira (19), a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) afirmou que encontrou inconsistências nas versões apresentadas pelo cardiologista e por testemunhas ouvidas no local da ocorrência. O delegado Leandro Santiago também declarou que a perícia preliminar identificou incompatibilidade entre o ferimento na cabeça da vítima e a versão apresentada pelo suspeito.

“Constatou-se também, através de perícia preliminar, que a lesão que a vítima tinha na região da cabeça não condizia com a versão apresentada pelo suspeito”, afirmou.

Segundo a investigação, depois da morte de Fabiola, um armário com armas e munições teria sido retirado da casa principal e levado para outro imóvel dentro da chácara. A polícia afirma que a mudança ocorreu por determinação do médico, com ajuda do caseiro e de um ex-funcionário.

Os três foram autuados em flagrante por fraude processual.

Cardiologista continuará preso enquanto polícia investiga morte da esposa
Coroa de flores deixada para homenagear fisioterapeuta (Foto: Juliano Almeida)

Durante as buscas, policiais apreenderam armas longas, munições e armamentos de uso permitido e restrito. Por isso, João Jazbik Neto também foi autuado por posse irregular de arma de fogo.

Mesmo sem autuação por feminicídio até o momento, a Polícia Civil reforçou que o caso seguirá sendo investigado sob perspectiva de gênero para esclarecer se a morte foi suicídio ou homicídio.

A defesa do cardiologista nega qualquer participação dele na morte da esposa. Na noite de segunda-feira (18), o advogado José Belga Trad afirmou que João colaborou espontaneamente com as investigações e realizou exame residuográfico.

“O que eu peço para todos é que a gente dê o benefício da dúvida, que deve ser garantido a toda pessoa investigada ou acusada”, disse o defensor.

Cardiologista continuará preso enquanto polícia investiga morte da esposa
Policial com uma das armas apreendidas dentro da casa do médico (Foto: Maya Severino)

Ainda segundo a defesa, o médico possui registro ativo como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e responderia apenas pelos crimes relacionados às armas e à fraude processual.

Conforme o boletim de ocorrência, o cardiologista relatou que a esposa realizou normalmente a rotina da manhã antes de subir ao quarto do casal, localizado no andar superior da residência. Segundo ele, após estranhar a demora, tentou contato com Fabiola e depois a encontrou caída no chão.

O caso segue sendo investigado pela Deam.

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