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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

14/05/2011 12:26

Caso de espancamento nas lojas Americanas tem terceiro protesto

Paula Maciulevicius

Durante manifesto, sindicato dos vigilantes diz que vai entrar com pedido na PF para que segurança que agrediu não exerça mais a profissão

Terceira manifestação de repúdio à violência contra rapaz agredido nas lojas Americanas reúne sindicatos, OAB e movimentos sociais. (Foto: João Garrigó).Terceira manifestação de repúdio à violência contra rapaz agredido nas lojas Americanas reúne sindicatos, OAB e movimentos sociais. (Foto: João Garrigó).

Protesto contra violência cometida com Márcio Antônio de Souza reuniu hoje sindicatos, representantes de DCE, CUT e movimentos sociais, em frente às lojas Americanas, na Rua Dom Aquino, em Campo Grande. No terceiro manifesto sobre o caso, o sindicado dos Vigilantes em Campo Grande, disse que vai entrar com pedido junto à Polícia Federal, para que o segurança Décio Garcia de Souza, que agrediu a vítima, não exerça mais a profissão.

Esta é a terceira movimentação de repúdio a violência sofrida por Márcio. O primeiro aconteceu na Praça da Sé, em São Paulo, no dia 1° de maio, onde manifestantes da ONG Educafro protestaram contra a agressão cometida dentro das lojas Americanas.

A segunda ação, organizada por estudantes colegas de Márcio, foi realizada no sábado passado (7), pelo DCE (Diretório Acadêmico Estudantil) da FCG (Faculdade Campo Grande e Faculdade Mato Grosso do Sul).

No manifesto de hoje, o presidente do sindicato dos Vigilantes, Celso Gomes da Rocha, disse que é preciso colocar para a sociedade que o profissional vigilante é preparado para exercer a atividade, mas no caso da agressão cometida por Décio, a atitude foi emocional e criminosa.

“Nós não aceitamos uma ação dessas como profissional e vamos entrar com pedido na Polícia Federal, após o final do inquérito, para que ele não exerça mais a profissão”, explica.

Com entrega de panfletos e carta aberta à população, os participantes demonstraram a indignação que o ato de violência resultou. Para o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) em Mato Grosso do Sul, Jefferson Borges Silveira, o ato é uma forma de solidarizar sobre o ocorrido.

Com panfletos e uma carta aberta à população, participantes demonstram indignação. Sindicato diz que vai pedir para que segurança não exerça mais a profissão. (Foto: João Garrigó)Com panfletos e uma carta aberta à população, participantes demonstram indignação. Sindicato diz que vai pedir para que segurança não exerça mais a profissão. (Foto: João Garrigó)

“Nós repudiamos a prática da empresa. Essa é uma política da própria loja, de que todo cliente que entra é tratado como suspeito. Este não é o primeiro caso e agora quem será a próxima vítima? Nosso repúdio é contra a prática da empresa”, ressalta.

Durante a manifestação, os participantes também questionaram o “abandono” e a situação em que Márcio está. “O trabalhador que fez isso tem que ser punido, demitido. Porque o Márcio está em casa, sem poder trabalhar, traumatizado, abandonado e dependendo do SUS para atendimento”, completa o representante da CUT.

Além de sindicatos, esteve presente também o deputado estadual Pedro Kemp (PT) e representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB.

Caso - A violência sofrida por Márcio ocorreu na manhã do dia 23 de abril. Segundo o segurança das lojas Americanas, Décio Garcia de Souza que espancou Márcio, a atitude dele era suspeita.

Márcio foi abordado pelo segurança e levado para uma sala reservado. No local, Décio disse à vítima que ele havia roubado o ovo de páscoa e começou a agredi-lo.

Márcio tinha comprado três ovos no Makro Atacadista e marcou para entregar um deles para a filha de 11 anos, na frente das lojas Americanas, na Rua Cândido Mariano.



MEU DEUS ONDE VAMOS PARA????ESSE RAPAZ DEVE PROCURA TODOSSS
OS DIREITOS QUE ELE TEM E QUE A JUSTIÇA DÊ GANHO DE CAUSA PRA ELE.SÓ QUE TEM UMA COISA QUE SINTO MUITO POR ELE OS DANOS PSICOLÓGICOS QUEM VAI PAGA POR ELES????DEUS TE AJUDE E SUA RECUPERAÇÃO SEJA LOGO.
 
MILKA LEMES em 17/05/2011 12:58:37
Deixo aqui uma sincera reflexão a sociedade, que por muitas das vezes fazem seus comentários em respeito a nós vigilantes, sem ao menos procurar o conhecimento da profissão, somos homens e mulheres que só em MS passamos dos 8 mil profissionais, formados em aulas teóricas e praticas de Direito Civil, Penal e Criminal, Tiros de calibre 38, pistola 380 e espingarda 12 e para que possamos sair deste curso preparados são intensos 16 dias e com os melhores professores entre as três escolas de formação, portanto eu Celso Rocha presidente dos vigilantes repudio qualquer forma ou ato de violência e peço a sociedade sul mato grossense que não generalize esse vigilante com os valorosos profissionais que se encontram espalhados neste estado, e prontos para doar suas vidas em seus postos de trabalho, para defender as vidas dos cidadãos sul mato grossense e o patrimônio.
A todos os profissionais de vigilância fica aqui um eterno conforto, o seesvig e esse presidente estaremos sempre de seus lados, para o que for certo e correto, executar somente o que aprendemos e nunca executar ordens abusivas.
 
celso adriano gomes da rocha em 15/05/2011 11:57:24
É muito importante que a sociedade campograndense reflita sobre qual tipo de treinamento é fornecido por determinadas empresas aos seus funcionários.

O funcionário que praticou o delito não pode ser responsabilizado sozinho.

É importante que o poder público e a população atentem para o fato de que este funcionário cumpre ordens!!!!!!!!!

É culpado? SIM

No entanto, existem os MANDANTES, ESTES, AO MEU VER, MAIS CULPADOS AINDA!!!!!!!!!!!
 
ANA CARL A FERRAZ em 14/05/2011 01:42:11
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