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Capital

Casos aumentam e teste para covid-19 demora até dez dias

Leitores reclamam da dificuldade em agendar testagem rápida mesmo com sintomas

Por Tainá Jara | 21/11/2020 15:18
Testes rápidos são disponibilizados nas unidades de saúde (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Testes rápidos são disponibilizados nas unidades de saúde (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Pessoas com suspeita de covid-19 estão com dificuldade de agendar testagem para comprovar a doença, na última semana, em Campo Grande. São mais de 70 pontos indicados para realização dos exames, mesmo assim tem gente com sintomas e sem condições de fazer isolamento esperando dias para saber se está com o novo coronavírus.

Dona de casa, que preferiu não se identificar, teve contato com a sogra que ficou tratando a covid-19 por oito dias em casa, antes de ser internada há 4 dias. Depois da avó das duas filhas, foi a leitura quem começou a sentir sintomas.

Foi na UBS (Unidade Básica de Saúde) da Vila Nasser que ela procurou para fazer teste, nesta sexta-feira, e não teve sucesso. “Estive no posto com sintomas como se fosse gripe: dores no peito e costas, garganta arranhando e tosse”.

Lá, ela foi informada que a unidade realizava 12 testes rápidos por dia e o próximo só poderia ser agendado para o dia 30 de novembro. “Consegui sair de lá só com uma receita de dipirona”, queixou-se.

Além do agravamento dos sintomas, a dona de casa preocupa-se com a dinâmica para não passar a doença para os mais próximos e manter o isolamento tendo que cuidar de dois filhos pequenos. Um deles passou por procedimento cirúrgico recentemente. “Eu estou com medo, porque não sei o que realmente estou tratando”, afirmou.

Testes - No final de setembro, a prefeitura fechou o único local público que realizava teste de covid-19 por demanda espontânea: o centro de triagem, instalado no Parque Airton Sena, no Bairro Aero Rancho.

Atualmente, os testes podem ser feitos nas 71 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e UBSFs (Unidades Básicas de Saúde da Família), além dos drive-thrus no Batalhão do Corpo de Bombeiros, na Rua 15 de novembro, e na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, na Rua Bahia, ambos na região central da Capital.

Em Mato Grosso do Sul, foram registrados mais de 90,7 mil casos de covid-19, sendo que 1,7 mil morreram. Campo Grande é o município com maior incidência da doença, com 40,6 mil casos e 733 mortes.

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