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Capital

"Chamam a gente de ladrão e mafioso", diz dona de revenda após aumento do gás

Aumento do preço no gás de cozinha para distribuidoras foi anunciado na segunda-feira (1°)

Por Ana Paula Chuva e Mariana Rodrigues | 04/03/2021 13:11
Estoque de botijões de gás de cozinha em distribuidora. (Foto: Paulo Francis)
Estoque de botijões de gás de cozinha em distribuidora. (Foto: Paulo Francis)

Mesmo com o reajuste anunciado na segunda-feira (1°) pela Petrobras,  em Campo Grande o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) - gás de cozinha - ainda pode ser encontrado por até R$ 90 o botijão de 13 Kg. No entanto há quem já tenha repassado o aumento para o consumidor.

O reajuste de 5,2% no GLP foi anunciado no início desta semana pela Estatal. Com isso, a partir de terça-feira (2) o gás de cozinha passou a ser vendido para as distribuidoras por R$ 3,05 por quilo, ou seja, o botijão de 13 Kg ficou R$ 1,90 mais caro e passou a ser vendido a R$ 36,69.

Em distribuidora localizada na Avenida Presidente Vargas, o aumento foi de R$ 5, tanto para quem retira, quanto para entrega. Para a dona do local, Rosana Karina Ferreira, 45 anos, o reajuste dificulta as vendas.

“Tá muito difícil manter as vendas. Está subindo muito, mas a população não vê que nós já compramos com o reajuste, porque quem sobe o preço é a Petrobras. O cliente chama a gente de ladrão e mafioso, só que tá subindo para gente também”, desabafou Rosana.

Apesar do reajuste, Rosana consegue vender gás a R$ 85. (Foto: Paulo Francis)
Apesar do reajuste, Rosana consegue vender gás a R$ 85. (Foto: Paulo Francis)

O local conseguiu manter o preço sem reajuste até ontem, e o aumento foi repassado hoje para os botijões adquiridos depois do anúncio da Petrobras.

Outra distribuidora no Jardim Seminário, também já aplicou o reajuste no preço final do produto e o botijão de 13 Kg é comercializado por menos de R$ 80. De acordo com o gerente do local, Matheus Dercindo Nogueira, 21 anos, o aumento foi de R$ 7 na revenda. O botijão que na semana passada era vendido a R$ 71 hoje é comercializado há R$ 78.

“Temos um grupo no Whats e já avisamos os clientes sobre o aumento na segunda-feira. O pessoal reclama muito, pedem desconto, mas fica difícil porque não é só o gás, a gasolina também subiu e ainda tem a manutenção das motos para entrega”, declarou Matheus.

Apesar disso, ele garante que tem o menor preço da Capital e por isso há clientes que atravessam a cidade para comprar no local.

“Temos clientes fieis que fazem pesquisa de preço antes de comprar, e compram com a gente. Mas tem os que vem de outros bairros também. Atendemos gente do Nova Lima, Guanandi, que vem aqui porque tá mais barato”, afirmou o gerente.

No entanto, ainda há os que só pretendem aplicar o reajuste na próxima semana, e o preço do botijão é de R$ 90, o maior valor da Capital em fevereiro, conforme levantamento da ANP ( Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis).

Segundo o dono de uma distribuidora de gás na Avenida Júlio de Castilho, que preferiu não se identificar, o aumento ainda não foi repassado para o consumidor por ter botijões em estoque. No local, hoje o botijão de 13 Kg é vendido a R$ 80 para retirada no local e R$ 90 para entrega.

Em posto de gasolina, botijão é vendido a R$ 82,90 sem reajuste. (Foto: Paulo Francis)
Em posto de gasolina, botijão é vendido a R$ 82,90 sem reajuste. (Foto: Paulo Francis)

“Nós compramos por semana então como fizemos a compra na segunda-feira, ainda temos botijões no preço antigo, mas para semana que vem devemos subir, só não sabemos quanto”, destacou o empresário.

Outro lugar onde o aumento não foi aplicado ainda é em um posto de combustíveis na Avenida Marechal Deodoro, onde o botijão ainda é vendido a R$ 82,90. Mas no local não há previsão de aumento.

“Pegamos o gás por semana e deve permanecer nesse preço. Está com esse valor desde fevereiro e não há previsão de aumento”, disse José Cleber, 41 anos, chefe de pista.

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