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Capital

Chuva forte alaga casas no Tiradentes e moradora passa mal

Imóveis na Rua do Acordeon e na Rua da Flauta foram tomados pela água da chuva

Por Viviane Oliveira e Dayene Paz | 14/10/2021 09:27


“Logo logo meu carro vai ficar encoberto”, disse o pedreiro Silvio Juscinei, 55 anos, enquanto, sem poder fazer nada, via a água da chuva invadir a sua casa, na manhã desta quinta-feira (14), na Rua do Acordeon, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande.

Silvio ainda tentou fazer um buraco na parede do muro para escoar a água, mas não deu certo. “Foram 40 minutos de chuva, o suficiente para inundar tudo. Subiu uns 50 centímetros de água”, lamentou Silvio. A igreja localizada na esquina, na mesma via, também foi alagada.

A esposa de Silvio, a professora Flávia Silva de Souza, de 46 anos, contou que o casal e a filha moram há 6 meses na residência. Além do carro que ficou encharcado, a família perdeu geladeira, armário, fogão, guarda-roupa, colchão, cama. Uma idosa que teve o imóvel inundado passou mal e precisou ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros.

“Essa é a terceira chuva do ano que alaga nossas casas. Toda vez que chove, a gente perde tudo. Foram só 40 minutos, não precisa nem chover muita coisa. A gente paga imposto e não tem benefícios, são R$ 200 só de conta de água, metade desse valor é de esgoto”, lamentou Flávia.

Por pouco, a água da chuva não invadiu o carro. (Foto: Reprodução/Vídeo)
Por pouco, a água da chuva não invadiu o carro. (Foto: Reprodução/Vídeo)

A moradora reclama que os bueiros da rua não comportam a quantidade de água da chuva. Além de ter o imóvel inundado, o casal residente ao lado da igreja, também teve que correr para o templo e erguer tudo.

"Esses dias, fizeram limpeza na boca de lobo, mas elas não comportam a quantidade de água”, disse o eletricista Talyson Diones, 23 anos, morador da mesma rua. Ele que já perdeu móveis e em outras ocasiões já havia acionado a Prefeitura para resolver o problema, mas até agora não obteve resposta.

Perto dali, outra casa na Rua da Flauta ficou alagada. “A água da rua invadiu a minha casa e acabou com as minhas coisas. Quando os bombeiros chegaram, a água batia acima do joelho deles”, lamentou Paula Helena Pereira Massaranduba Alves, 40 anos. “Estragou sofá, armário, rack, camas, geladeira, fogão, roupas, alimentos. Só consegui salvar um pacote de arroz”, disse.

O temporal que atingiu a cidade no começo da manhã resultou em queda de 46 árvores, com rajada de vento de até 73,4 km/h (quilômetros por hora). A estação do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), localizada na saída para Aquidauana, também registrou 27,2 milímetros de chuva.

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