Lama invade calçadas e provoca transtornos durante e após as chuvas
Em 4 dias, o acumulado chegou a 88,6 milímetros, mais que o dobro da média esperada
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Chuvas dos últimos dias causaram transtornos em bairros de Campo Grande. No Jardim Morenão e Jardim Campo Nobre, moradores relatam ruas barreadas, alagamentos e buracos. Entre os dias 11 e 14 de junho, a cidade registrou 88,6 milímetros de chuva, mais que o dobro da média mensal esperada de 37,7 milímetros. A Prefeitura foi contactada para informar se as ruas estão no cronograma de manutenção, mas não respondeu.
As chuvas registradas nos últimos dias em Campo Grande têm causado transtornos em diferentes bairros da cidade. No Jardim Morenão, na via próxima à Rua dos Resendes, que faz ligação com a Avenida Guaicurus, moradores relatam ruas barreadas e risco de veículos atolarem.
O professor de dança Jackson Fernandes, de 38 anos, afirma que a situação é recorrente. Morador da região há uma década, ele diz que as vias frequentemente se transformam em atoleiros. “Aqui é sempre assim, já ficou pior ainda. Agora choveu pouco”, relatou.
Segundo ele, o deslocamento se torna difícil principalmente para crianças. “Pra sair de casa tem de encarar o barro, não tem outra opção. As crianças, na hora de ir pra escola, também passam por um sacrifício. Tem que botar a sacolinha no pé e ir”, disse.
No Jardim Campo Nobre, na Rua Salvador Henrique Monteiro, o cenário também é de transtornos. O morador Clarindo Alves, de 71 anos, afirma que a situação se repete a cada chuva. “Está triste de se ver, toda vez que chove fica assim para pior. Em outra rua ali atrás é a campeã. Eles arrumam só para enrolar a gente. A enxurrada é muito forte. Tem algumas crateras se formando”, disse.
Na Rua Cláudio Coutinho, na mesma região, o mecânico Fábio Pereira, de 43 anos, relata problemas antigos com alagamentos e buracos. Segundo ele, a rua concentra água que escoa de vias mais altas, como a Avenida Cafezais. “Aqui passa pouca água, mas lá de cima vem toda a enxurrada da avenida Cafezais. Formam poças e buracos. Uma vizinha teve que fazer uma barricada para não entrar água dentro de casa”, afirmou.
Moradora da mesma via há 30 anos, Almira Alves relata que a situação se repete a cada período de chuva. Ela conta que precisou construir uma mureta para tentar conter a água, mas ainda assim enfrenta alagamentos. “Na minha casa chega até a varanda. Nos vizinhos da frente, entra dentro de casa. O nível da rua foi subindo com o cascalho e as enxurradas. A água sempre entra. É um sentimento que desanima, porque pagamos impostos e fazem um reparo aqui e ali, mas depois a chuva leva tudo e vira essa piscina”, disse.
No vídeo acima, imagens registradas por Almira mostram o genro e outro parente retirando água de dentro das casas na Rua Cláudio Coutinho. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para saber se essas ruas estão no cronograma de manutenção e aguarda retorno.
Segundo dados do meteorologista Natálio Abrão, entre os dias 11 e 14 de junho Campo Grande registrou 88,6 milímetros de chuva, volume que representa mais que o dobro da média esperada para todo o mês, estimada em 37,7 milímetros.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.





