Capital registra em 4 dias mais que o dobro da chuva prevista para todo o mês
Volume acumulado chegou a 88,6 mm entre os dias 11 e 14; temporais causaram alagamentos e estragos

Em apenas quatro dias, entre os dias 11 e 14 de junho, Campo Grande registrou 88,6 milímetros de chuva, volume que supera mais que o dobro da média esperada para todo o mês, estimada em 37,7 milímetros, segundo dados do meteorologista Natálio Abrão.
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Campo Grande registrou 88,6 mm de chuva entre os dias 11 e 14 de junho, volume mais que o dobro da média mensal de 37,7 mm. As chuvas causaram alagamentos, derrubaram o muro da 7ª Delegacia de Polícia Civil e abriram uma cratera na Avenida Manoel da Costa Lima. Outros municípios também superaram médias mensais, como Três Lagoas, com 122,2 mm, e Bonito, com 103,8 mm. O El Niño pode agravar o cenário climático no estado.
O período foi marcado por chuvas consecutivas e intensas, que provocaram transtornos em diferentes regiões da Capital. Só no dia 13, o acumulado chegou a 32,2 mm, enquanto no dia seguinte, até o período da manhã, já eram registrados cerca de 13 mm, de acordo com uma das estações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
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Os quatro dias de instabilidade climática deixaram um rastro de danos pela cidade. A enxurrada alagou ruas, derrubou parte do muro da Delegacia de Polícia Civil da 7ª Região, na Avenida Júlio de Castilho, e transformou vias da região sul da cidade, como o Parque Residencial Iracy Coelho Netto, em verdadeiros corredores de água.
Na noite de sexta-feira (12), a forte tempestade abriu um grande buraco no canteiro central da Avenida Manoel da Costa Lima e provocou a queda de uma palmeira, que chegou a ocupar parte da pista no Bairro Guanandi. No sábado (13), o trecho precisou ser parcialmente interditado.
Ainda na região da Chácara dos Poderes, a estrada EW-2 voltou a sofrer com alagamentos após as chuvas intensas, ficando intransitável em alguns pontos e impedindo a passagem de veículos e pedestres.
Em Mato Grosso do Sul, o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) já havia alertado que o El Niño pode provocar chuvas irregulares e temperaturas acima da média, favorecendo ondas de calor mais frequentes e intensas, especialmente entre a primavera e o início do verão.
Segundo o meteorologista Natálio Abrão, embora o fenômeno influencie o volume de chuva e o aquecimento global, seus efeitos não são imediatos. “Os impactos só aparecem após um a dois meses”, explicou.

O cenário de precipitações acima da média não se restringiu à Capital. Em outros municípios do Estado, os acumulados em poucos dias também superaram as médias mensais. Em Três Lagoas, foram registrados 122,2 mm, frente à média de 35,5 mm. Em Aquidauana, 101,4 mm contra 48,5 mm. Já em Bonito, o volume chegou a 103,8 mm, acima da média de 56,9 mm. Em Bataguassu, foram 91,4 mm, enquanto a média é de 43,2 mm. Em Mundo Novo, o acumulado foi de 82,4 mm, próximo da média prevista de 85,8 mm.
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