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Meio Ambiente

Capital registra em 4 dias mais que o dobro da chuva prevista para todo o mês

Volume acumulado chegou a 88,6 mm entre os dias 11 e 14; temporais causaram alagamentos e estragos

Por Viviane Oliveira | 15/06/2026 08:58
 Capital registra em 4 dias mais que o dobro da chuva prevista para todo o mês
Temporal derruba muro da 7ª Delegacia de Polícia Civil (Foto: Gabi Cenciarelli) (Foto: Gabi Cenciarelli)

Em apenas quatro dias, entre os dias 11 e 14 de junho, Campo Grande registrou 88,6 milímetros de chuva, volume que supera mais que o dobro da média esperada para todo o mês, estimada em 37,7 milímetros, segundo dados do meteorologista Natálio Abrão.

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Campo Grande registrou 88,6 mm de chuva entre os dias 11 e 14 de junho, volume mais que o dobro da média mensal de 37,7 mm. As chuvas causaram alagamentos, derrubaram o muro da 7ª Delegacia de Polícia Civil e abriram uma cratera na Avenida Manoel da Costa Lima. Outros municípios também superaram médias mensais, como Três Lagoas, com 122,2 mm, e Bonito, com 103,8 mm. O El Niño pode agravar o cenário climático no estado.

O período foi marcado por chuvas consecutivas e intensas, que provocaram transtornos em diferentes regiões da Capital. Só no dia 13, o acumulado chegou a 32,2 mm, enquanto no dia seguinte, até o período da manhã, já eram registrados cerca de 13 mm, de acordo com uma das estações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Os quatro dias de instabilidade climática deixaram um rastro de danos pela cidade. A enxurrada alagou ruas, derrubou parte do muro da Delegacia de Polícia Civil da 7ª Região, na Avenida Júlio de Castilho, e transformou vias da região sul da cidade, como o Parque Residencial Iracy Coelho Netto, em verdadeiros corredores de água.

Na noite de sexta-feira (12), a forte tempestade abriu um grande buraco no canteiro central da Avenida Manoel da Costa Lima e provocou a queda de uma palmeira, que chegou a ocupar parte da pista no Bairro Guanandi. No sábado (13), o trecho precisou ser parcialmente interditado.

Ainda na região da Chácara dos Poderes, a estrada EW-2 voltou a sofrer com alagamentos após as chuvas intensas, ficando intransitável em alguns pontos e impedindo a passagem de veículos e pedestres.

Em Mato Grosso do Sul, o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) já havia alertado que o El Niño pode provocar chuvas irregulares e temperaturas acima da média, favorecendo ondas de calor mais frequentes e intensas, especialmente entre a primavera e o início do verão.

Segundo o meteorologista Natálio Abrão, embora o fenômeno influencie o volume de chuva e o aquecimento global, seus efeitos não são imediatos. “Os impactos só aparecem após um a dois meses”, explicou.

 Capital registra em 4 dias mais que o dobro da chuva prevista para todo o mês
Rua do Parque Residencial Iracy Coelho Netto alagada após chuva intensa em Campo Grande (Foto: Inêz Nazira)

O cenário de precipitações acima da média não se restringiu à Capital. Em outros municípios do Estado, os acumulados em poucos dias também superaram as médias mensais. Em Três Lagoas, foram registrados 122,2 mm, frente à média de 35,5 mm. Em Aquidauana, 101,4 mm contra 48,5 mm. Já em Bonito, o volume chegou a 103,8 mm, acima da média de 56,9 mm. Em Bataguassu, foram 91,4 mm, enquanto a média é de 43,2 mm. Em Mundo Novo, o acumulado foi de 82,4 mm, próximo da média prevista de 85,8 mm.

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