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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

18/07/2015 10:48

Ciclistas e as armadilhas na ciclovia: de buracos a falta de visibilidade

Adriano Fernandes
Ladrilhos soltos são obstáculos ciclovia da Avenida Afonso Pena.(Foto:Vanessa Tamires)Ladrilhos soltos são obstáculos ciclovia da Avenida Afonso Pena.(Foto:Vanessa Tamires)
O jardineiro Mario Pereira de Souza utiliza hà cinco anos a ciclovia da Avenida Cônsul Assaf Trad. (Foto:Vanessa Tamires)O jardineiro Mario Pereira de Souza utiliza hà cinco anos a ciclovia da Avenida Cônsul Assaf Trad. (Foto:Vanessa Tamires)

Em alguns trechos dos quase 90 quilômetros de ciclovia, distribuídos por Campo Grande, desníveis na pista, a falta de sinalização ou até de proteções laterias comprometem a segurança na via. Os problemas são dos mais diversos e foram relatados, por quem diariamente utiliza a bicicleta com principal meio de transporte.

Na ciclovia que permeia quase toda a extensão da Avenida Cônsul Assaf Trad, que passa por bairros como Coronel Antonino, Mata do Jacinto e região do Nova Lima, na saída para Cuiabá, a falta de recapeamento compromete a sinalização horizontal.

Em alguns pontos, como entre as ruas Alcebíades Barbosa e dos Pracinhas, no Nova Lima, a sinalização não existe e a falta de “guard rails”, faz com que os ciclistas tenham que dividir espaço com veículos, aumentando ainda mais o risco de acidentes. Em dias de chuva, a situação se agrava, porque a via é tomada pela enxurrada. “Quando chove, a água toma conta de toda a ciclovia e a única opção é desviar pela avenida”, comentou o jardineiro Mario Pereira de Souza, 59 anos.

Em cinco anos percorrendo sempre o mesmo trajeto, da residência no Bairro Coronel Antonino até o trabalho no Jardim Colúmbia, o ciclista afirma que a falta de sinalização nos cruzamentos entre a pista e a avenida também causa insegurança. “A gente tem que ficar atento porque nas conversões, além de não ter sinalização os motoristas nunca prestam atenção. Esquecem que por ali também cruza quem esta de bicicleta”, queixou-se o jardineiro.

A ciclovia da avenida Cônsul Assaf Trad também é utilizada diariamente pelo ciclista Hudson Marques.(Foto:Vanessa Tamires)A ciclovia da avenida Cônsul Assaf Trad também é utilizada diariamente pelo ciclista Hudson Marques.(Foto:Vanessa Tamires)
Ainda na Cônsul Assaf Trad, ciclistas dividem espaço com veículos, em ciclovia sem proteção lateral.(Foto: Vanessa Tamires)Ainda na Cônsul Assaf Trad, ciclistas dividem espaço com veículos, em ciclovia sem proteção lateral.(Foto: Vanessa Tamires)

Na mesma ciclovia, o trecho mais delicado, segundo o ciclista Hudson Marques, 25, é a partir da Rua Jacinto Máximo Gomes. “Do inicio da avenida até aqui, a ciclovia está em melhor estado, só que do Atacadão em diante ela passa a ter buracos, a sinalização está apagada, o asfalto antigo deu lugar as pedras”, comentou o rapaz, que há dois anos passa pelo local.

Já na região central, a principal queixa na ciclovia da Avenida Afonso Pena é outra. Ciclistas reclamam da falta de visibilidade em decorrência de galhos de árvores e arbustos ao longo do canteiro central. “Têm trechos em que há galhos, até coqueiros que atrapalham um pouco a visão. Outra questão são as lombadas nos cruzamentos da ciclovia com a rua, que em alguns pontos são muito altas”, comentou o estudante Diego de Paula, 20. “ Tem alguns ladrilhos da pista que estão soltos. Isto também compromete a passagem”, completou a também estudante Sariane Pimentel, de 19.

Parte do guard rail da Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo foi arrancado.(Foto:Vanessa Tamires)Parte do guard rail da Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo foi arrancado.(Foto:Vanessa Tamires)

Na Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, prolongamento da Ernesto Geisel, a contenção que limita a ciclovia chegou a ser arrancada. Também há uma área utilizada para depósito de areia e entulhos de construção.

A manutenção de ciclovias na Capital é feita pela Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação). Em contato com a assessoria do município, a informação é que um contrato para manutenção e reparos das vias de tráfego de ciclistas está sendo providenciado.

A prefeitura estuda a elaboração de um plano cicloviário que atenda as modificações e que prevê inclusive, a interligação de toda as ciclovias da capital, mas ainda não há previsão para as readequações.

Denúncias e queixas em relação a árvores que estejam atrapalhando a visibilidade, ladrilhos soltos ou soltando, pontos de proteção quebradas dentre outros defeitos, podem ser feitas por meio do GESOL (Sistema de Gerenciamento de Solicitações da prefeitura), via internet, pelo link a seguir http://migre.me/qL0pp ou teleatendimento, pelo número (67) 3314-4639.

Em trecho da ciclovia da avenida Afonso Pena, galhos de coqueiros atrapalham a passagem dos ciclistas.(Foto: Vanessa Tamires)Em trecho da ciclovia da avenida Afonso Pena, galhos de coqueiros atrapalham a passagem dos ciclistas.(Foto: Vanessa Tamires)


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