Ciclovias em parque e avenida escondem obstáculos e expõem riscos
Trechos do Parque das Nações Indígenas e da Afonso Pena estão com sinais claros de falta de manutenção básica
Buracos, rachaduras e trechos esfarelando já fazem parte da rotina de quem tenta usar as ciclovias de Campo Grande. No Parque das Nações Indígenas e na Avenida Afonso Pena, por exemplo, o que deveria ser um espaço seguro para lazer e mobilidade revela sinais de falta de manutenção básica.
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Ciclovias do Parque das Nações Indígenas e da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, apresentam buracos, rachaduras e falta de sinalização, dificultando o uso por pedestres e ciclistas. Usuários relatam riscos de queda e danos às bicicletas. O Imasul informou que a Agesul tem projeto contratado para revitalização do parque, incluindo troca do pavimento e melhorias estruturais. A prefeitura ainda não se manifestou sobre a Afonso Pena.
A equipe de reportagem do Campo Grande News percorreu os 4 quilômetros de ciclovia do parque na manhã deste sábado (06). No Parque das Nações Indígenas, um dos problemas mais alarmantes é uma valeta aberta no meio da pista de bicicletas, sem qualquer tipo de sinalização.
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Aos finais de semana, o parque recebe grande fluxo de pessoas que vão ao local para caminhar, correr ou pedalar. No entanto, o estado do asfalto tem dificultado essas atividades. Há áreas com rachaduras extensas e outras já evoluindo para buracos, obrigando usuários a desviar constantemente.
A médica Débora Abuchain, de 35 anos, que frequenta o parque a cada duas semanas, relata o desconforto ao pedalar, principalmente com crianças.
"A ciclovia daqui do parque está um pouquinho mais esburacada, tem bastante tremedeira com as crianças. Às vezes pode bater a cabeça no nosso queixo, com esse bate-bate, e se a gente perde o equilíbrio num buraco maior, pode cair", destacou.
Ela afirma que, por conta dessas condições, prefere pedalar em outras regiões da cidade, como o Parque dos Poderes.
Já a advogada Vitória Mendes, de 27 anos, destaca dificuldades tanto dentro do parque quanto na conexão com a ciclovia da Avenida Afonso Pena.
“Eu sinto muita dificuldade de sair da ciclovia da Afonso Pena e vir para cá, não tem algo que liga a ciclovia da rua aqui no parque”, começou avaliando.
Durante seu trajeto de exercícios junto com a amiga, ela citou a valeta aberta, também encontrada pela reportagem.
“No meio do parque tem uma faixa extensa de buraco que fez a gente andar fora da ciclovia. Tem alguns momentos que tem bastante buraco, ondulações, a pintura está fraca. Além de que muitos pedestres não respeitam a ciclovia”, pontuou.
A engenheira civil Júlia Camargo, de 35 anos, avalia que, apesar dos problemas, ainda é possível utilizar o espaço, mas reforça a necessidade de melhorias.

"Tem alguns buracos, mas nada que impeça a gente de andar de bicicleta, tem que desviar dos buracos e das pessoas. Dava para dar uma melhorada, têm algumas partes que estão bem apagadas, os limites das ciclovias”, disse.
Na Avenida Afonso Pena, a situação não é diferente. O zelador de condomínio Aparício Freitas, de 58 anos, utiliza o mesmo trecho da ciclovia há 6 anos.

"Horrível. Nem precisa falar. Acaba com a bicicleta da gente, já precisei trocar muitas coisas. Do Carandá, na ciclovia da Nelly Martins até aqui, tem lugar que não tem como andar. Ou passa pelo buraco ou vai pela pista de rolamento e corre o risco de ser atropelado, infelizmente os motoristas não respeitam a gente", destacou.
Em nota, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) informou que a situação já foi identificada e que a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) possui projeto contratado para a realização de uma ampla revitalização do parque.
“As intervenções previstas contemplam a substituição completa do pavimento da pista de caminhada, a reforma dos banheiros, melhorias no sistema de drenagem, modernização da iluminação e outras adequações estruturais. As ações têm como objetivo proporcionar mais segurança, conforto e qualidade aos usuários, além de fortalecer a conservação e a valorização deste importante espaço público”, disse o órgão.
O Campo Grande News também entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande, que informou que a demanda já foi encaminhada para a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos).
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