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Capital

Cinco dias após matar colega, motoentregador se apresenta e fala em ameaça

Bruno César de Carvalho está sendo ouvido nesta manhã na 1ª DP

Por Marta Ferreira, Clayton Neves e Geisy Garnes | 18/08/2020 08:50
Bruno César estava foragido desde quinta-feira passada. (Foto: Direto da Ruas)
Bruno César estava foragido desde quinta-feira passada. (Foto: Direto da Ruas)

Acabou a caça da polícia por Bruno César de Carvalho, de 24 anos, que matou a tiros o colega de trabalho Emerson Salles Silva, de 33 anos, na quinta-feira (13) passada, em frente à lanchonete em que os dois trabalhavam, na Avenida Mato Grosso, no Centro de Campo Grande.

Bruno se apresentou à Polícia Civil. Slega, segundo apurado, que cometeu o crime por sentir-se ameaçado por Emerson, em razão de uma discussão que começou por WhatsApp. O motivo não foi esclarecido.

Todo o crime foi registrado por câmeras de segurança.  O motoentregador se entregou na delegacia nesta manhã, acompanhado da advogada, Adriana Melo.

Ela disse ao Campo Grande News que Bruno pediu ajuda no sábado e que não sabia onde ele estava foragido. Ele não apresentou a arma do crime. Afirmou ter jogado em algum lugar próximo da casa dele, nas Moreninhas.

Segundo a defensora, Bruno contou que depois do crime, foi pra casa, deixou a motocicleta, e pediu para amigo levá-lo até a rotatória do Indubrasil.

O que Bruno diz- De acordo com ela, o cliente definiu a vítima como “agressiva e violenta”. Disse ainda ter recebido ameaças “algumas vezes”.  O motoentregador morto, conforme a advogada, tinha passagens por lesão corporal.

A advogada Juliana Melo, que acompanha o depoimento de Bruno César na delegacia. (Foto: Clayton Neves)
A advogada Juliana Melo, que acompanha o depoimento de Bruno César na delegacia. (Foto: Clayton Neves)

Briga anterior - Conforme o relato dela, a partir do que disse o cliente, foi de que o clima ficou tenso entre eles no dia 12, quando Bruno pediu para Emerson trabalhar no lugar dele na lanchonete, por estar com a motocicleta estragada.

A versão contada é que o rapaz morto fez o favor, mas em dado momento passou a se mostrar agressivo. Os funcionários do estabelecimento teriam percebido isso e avisado Bruno. A atitude dele, conforme a defensora, foi chamar o colega para uma conversa no WhattsApp.

Nesse diálogo, teriam havido ameças e ofensas. Bruno, então, foi até o lugar, já armado. Ele, segundo a advogada, disse que avisou o desafeto, e ainda assim, ouviu novas ofensas.

Em resumo, a defesa dele é de que a vítima começou a confusão primeiro. Prints mostrando isso serão entregues, segundo informado.

Bruno não tem passagens policiais. Ele está sendo ouvido neste momento pelo delegado Mikail Farias, responsável pelo caso.

(Matéria editada às 9h30 para acréscimo de informação)

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