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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

01/09/2016 14:18

Cinco horas após reportagem, prefeitura repassa verba a maternidade

Ricardo Campos Jr.
Maternidade dependia de verbas para pagar os salários dos funcionários (Foto: Fernando Antunes)Maternidade dependia de verbas para pagar os salários dos funcionários (Foto: Fernando Antunes)

Cinco horas após a publicação de uma reportagem do Campo Grande News denunciando o atraso no repasse de R$ 1.162.000,00 para a Maternidade Cândido Mariano, a Prefeitura de Campo Grande efetuou o pagamento e regularizou a situação. Sem o dinheiro, oriundo do SUS, a unidade de saúde por pouco não teve que fechar uma UTI neonatal.

Fontes da Seplanfic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle) informaram, na condição de anonimato, que o recurso estava na conta do município desde o início de agosto. Pela regra, o montante deveria ter sido entregue em cinco dias úteis após o depósito do Governo Federal.

Com o repasse, o hospital conseguiu pagar os médicos. A entidade havia informado que tem cerca de 500 colaboradores que dependiam do dinheiro para terem seus salários.

Alfeu Duarte de Souza, médico e presidente da maternidade, afirmou ao Campo Grande News que 70% dos atendimentos feitos na unidade são pela rede pública.

Segundo ele, o atraso foi tratado como prioridade, mas não é o único problema com o poder público a ser resolvido pela maternidade. O local atende a população há 78 anos e a verba não é reajustada há cinco anos. "Temos prejuízo todo mês porque temos que tirar de outros lugares para cobrir a diferença entre o que gastamos e o que recebemos, cerca de R$500 mil", desabafa Duarte.

O hospital chegou a cogitar acionar o MPE (Ministério Público Estadual) para tentar receber o dinheiro, pois nas outras ocasiões que o pagamento atrasou, somente essa medida foi capaz de fazer com que o município fizesse a transferência.

Tradição -A Cândido Mariano, localizada na região central da capital, é uma das principais maternidades não só de Campo Grande, mas do estado. Isso porque, além dos campo-grandenses, ela atende também pacientes vindos de municípios vizinhos, onde não há maternidades.

No total, são cerca de 700 atendimentos do SUS e o maior volume de partos da cidade, até 20 partos do dia, ou 600 nascimentos ao mês. Recentemente, a capacidade de partos ao mês estabelecida pelo SUS foi aumentada para 460 e subirá para 555, sem subir, contudo, a verba.

Para dar conta da demanda sem entrar no vermelho, o hospital precisa de ajuda do poder público. "Temos que mobilizar nossos senadores e deputados para melhorar esse repasse no Governo Federal", pede Duarte.



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