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Campo Grande, Domingo, 21 de Janeiro de 2018

22/06/2014 15:12

Classe alta vai para periferia e cria “ilhas de segurança” na Capital

Zana Zaidan
Afastados do Centro, loteamentos formam polos dentro da cidade (Foto: Marcelo Victor)Afastados do Centro, loteamentos formam polos dentro da cidade (Foto: Marcelo Victor)

Há pelo menos dez anos, a paisagem da periferia de Campo Grande passa por mudanças. Entre as casas de famílias da classe média, surgem imóveis de alto padrão, da população das classes A e B que trocaram as avenidas agitadas dos bairros nobres da Capital por uma vida mais tranquila em condomínios fechados.

Desde 2004, quando a mudança na Lei do Uso de Solo permitiu a construção de loteamentos residenciais privados, 26 novos empreendimentos deste tipo surgiram na cidade, e hoje somam 5 mil unidades que abrigam, em média, 20 mil moradores, conforme levantamento da paulista Amaral d'Avila Engenharia de Avaliações, que faz pesquisas no ramo imobiliário.

Casas de alto padrão ficam mais seguras dentro dos loteamentos (Foto: Marcelo Victor)Casas de alto padrão ficam mais seguras dentro dos loteamentos (Foto: Marcelo Victor)

Ilhas de segurança - A mudança de comportamento reflete a prioridade das famílias ao escolher onde vão morar: a segurança, explica o corretor de imóveis, Romeu Paulo Vidal Castilho, que há 30 anos atua no mercado da Capital.

“Condomínios como estes fazem todo um planejamento antes de se instalar em uma cidade: pesquisam os índices de criminalidade e, com base nisso, focam na prevenção. Não existem guardas armados, por exemplo, mas câmeras estrategicamente posicionadas que inibem a ação de bandidos, e formam verdadeiras fortalezas”, analisa Castilho.

Para construção de um bairro planejado, os "polos" tiveram que se adequar. "No Alphaville, separaram uma área, de dez lotes, onde obrigatoriamente devem ser construídos pequenos comércios. No contrato de venda, já consta o tipo de estabelecimento que o comprador deve oferecer lá, se é uma escola, uma farmácia, um minimercado", exemplifica o especialista sobre o loteamento na saída para Cuiabá.

 

Classe alta vai para periferia e cria “ilhas de segurança” na Capital

$$$ - Mesmo direcionado para os mais "abastados", morar em um loteamento exige colocar os gastos na ponta do lápis, antes de partir para o investimento. Um terreno custa entre R$ 200 e R$ 300 mil. Para contrução da casa - que deve seguir determinadas exigências padronizadas - são outros R$ 600 mil, além do acabamento, mobiliário, e pormenores. "O capital mínimo é R$ 1 milhão", assegura Castilho.

Por outro lado, a valorização é expressiva - mais de 10% ao ano. Sete anos depois do lançamento dos primeiros lotes do Alphaville, o metro quadrado é comercializado na casa dos R$ 700, afirma o corretor. "Em não mais que quatro, ou cinco anos, o valor estará equiparado ou acima do Chácara Cachoeira", o bairro mais valorizado da Capital, na região do Shopping Grande, onde, hoje, o metro quadrado sai por R$ 900.

Entenda a diferença:

Condomínio
- Área particular: o valor do IPTU é dividido entre os moradores
- A instalação de portarias é permitida
- Todos os moradores têm de contribuir com a taxa mensal de condomínio

Loteamento
- O morador só é dono do próprio lote; as áreas comuns são da prefeitura, isentas de imposto
- Ruas e praças são lugares públicos
- Não existe síndico, moradores se juntam em uma espécie de "clube", e cuidam da manutenção (nem todos os moradores são obrigados a fazer parte e podem, inclusive, se recusar a contribuir com taxas)

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O ponto forte desses condomínios de alto padrão é a segurança, mas eles pecam pela falta de privacidade aos moradores e a segurança é apenas interna, e por ser afastados da cidade fica complicado sair de madrugada devido a violência das periferias.
Compraria para investimento devido a valorização, mas não para morar.
 
Marcos Wild em 23/06/2014 00:02:27
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