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Capital

Com “chuva de cinzas”, igreja abre quaresma, espera 10 mil e convida à reflexão

“Nós temos a oportunidade da vacina, esse arauto de esperança para as pessoas”, afirma padre

Por Aline dos Santos e Mariana Rodrigues | 17/02/2021 07:54
No novo normal, cinzas são depositadas sobre a cabeça. Antes, o sinal da cruz era traçado na fronte de cada fiel. (Foto: Marcos Maluf)
No novo normal, cinzas são depositadas sobre a cabeça. Antes, o sinal da cruz era traçado na fronte de cada fiel. (Foto: Marcos Maluf)

Nesta Quarta-feira de Cinzas que abre o período de quaresma, o Santuário Estadual Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande, espera receber dez mil pessoas. O número é 71% menor do que no ano passado, quando ainda não havia pandemia.

Hoje, outra mudança imposta pelo coronavírus foi no ritual das cinzas. Em vez de formar uma cruz na testa, elas foram jogadas sobre a cabeça dos católicos.

“É uma data muito especial, que inicia o itinerário quaresmal, que são 40 dias de um tempo de transformação. Para perceber que precisamos melhorar. Antes, pegava a cinza e fazia o sinal da cruz na fronte. Nesse ano, a orientação é jogar as cinzas na cabeça com o mínimo de contato possível. É uma maneira de se adaptar à nova realidade dentro da pandemia”, afirma o padre Reginaldo Padilha.

Segundo o padre, os tempos difíceis fortaleceram a fé. “Esse momento em que se percebe tanto sofrimento e angústia, pessoas que perderam familiares , empregos, fortaleceu a fé. Nós temos a oportunidade da vacina, esse arauto de esperança para as pessoas. Rezemos pela paz, pelos mais de 240 mil mortos acometidos pela covid-19”, diz o sacerdote, numa declaração em que fé e ciência se alinham.

Corrente isola acesso ao templo quando lotação de 40% é alcançada. (Foto: Marcos Maluf)
Corrente isola acesso ao templo quando lotação de 40% é alcançada. (Foto: Marcos Maluf)

 De acordo com o sacristão Balbino Galeano, 46 anos, a expectativa é receber 10 mil pessoas ao longo do dia, enquanto que no velho normal o total era de 35 mil fieis.

Moradora nas Moreninhas, Anice Silva Neto Benites, 69 anos,  conta que toma cuidados de biossegurança e não deixa de ir à igreja. “Só a fé para proteger a gente da pandemia. Muita gente não acredita no vírus, mas com a graça de Deus vamos vencer a epidemia”, diz.

Casados há 42 anos, Francisco Carlos e Clélia Pereira participaram da Missa de Cinzas nesta quarta-feira. “A gente não pode perder a fé, principalmente com tudo que estamos passando”, diz Francisco, 62 anos. O casal leva a água que vai consumir na semana para ser abençoada.

Localizada na Avenida Afonso Pena, a igreja comporta 300 pessoas sentadas, mas reduziu o público para 40% da capacidade. Quando se alcança o limite da lotação, as pessoas assistem à celebração em telão montado no Centro de Apoio aos Devotos.

Se a capacidade de 30% for alcançada, as pessoas ficam para fora da igreja e aguardam para a nova celebração.  As novenas também são transmitidas pela internet e TV.

"Muita gente não acredita no vírus, mas com a graça de Deus vamos vencer a epidemia",diz Anice. (Foto: Marcos Maluf)
"Muita gente não acredita no vírus, mas com a graça de Deus vamos vencer a epidemia",diz Anice. (Foto: Marcos Maluf)


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