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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

15/10/2013 18:10

Combate a dengue será intensificado a partir de quarta em Campo Grande

Zana Zaidan

Os caminhões da prefeitura que vão atuar no combate a dengue entram em ação a partir de amanhã (16), nos bairros de Campo Grande que apresentam maior índice de infestação pelo mosquito, segundo o Centro de Controle de Zoonoses.

No final da tarde, dois caminhões borrifadores vão fazer o trabalho nos locais de alerta, mapeados pela prefeitura. O resultado desse mapeamento também sairá amanhã e, com relatório em mãos, os veículos serão direcionados para os bairros.
“Conseguimos esses dados de acordo com os casos notificados, enviados diariamente pelos postos de saúdeAs notificações estão bastante espalhadas, então, pedimos esse mapeamento para atuar direto no foco da doença. Amanhã, teremos acesso ao relatório final e mandaremos os caminhões para o borrifamento”, explica o chefe do controle de vetores do Centro de Zoonoses, Alcides Ferreira. O boletim epidemiológico mais recente aponta 44 casos de dengue notificados nos bairros da Capital, somente no mês de outubro.

 

A questão do lixo jogado nas ruas é motivo de apelo do proprietário do terreno na Vila Planalto (Foto: Cléber Gellio)A questão do lixo jogado nas ruas é motivo de apelo do proprietário do terreno na Vila Planalto (Foto: Cléber Gellio)

Regiões de alerta – No entanto, mesmo sem a conclusão do mapeamento, o último Lira (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) da Capital mostra que o alerta fica para os bairros vizinhos São Francisco e Vila Planalto, além do distrito de Ananhanduí, a cerca de 50 quilômetros do perímetro urbano.

O Lira é feito a cada dois meses, sempre na primeira semana do mês, e o período do último levantamento – primeira semana de setembro – influenciou na elaboração do mapa. “As chuvas ainda não tinham começado, então os focos ainda não são generalizados”, justifica Ferreira.

O que foi verificado no Lira de setembro foi índice de infestação de 1,5% em Anhanduí e 1,1% no São Francisco e Vila Planalto, índices considerados altos em relação ao ideal (1%), recomendado pelo Ministério da Saúde.

“Serve de parâmetro para darmos início às ações de prevenção. Com o próximo Lira, da semana de 4 a 8 de novembro, vamos intensificar as ações, porque aí já teremos entrado no período chuvoso”, acrescenta Ferreira.

A experiência dos anos anteriores, quando Campo Grande passou por epidemia de dengue, mostra que os bairros Aero Rancho, Moreninhas, Guanandi e Nova Lima também apresentaram altos índices de infestação.

Acúmulo de lixo – O motivo apontado para os focos do mosquito se concentrarem no São Francisco e Vila Planalto, antes mesmo do período das chuvas, é grande quantidade de lixo jogada nas ruas.

Moradora do São Francisco há sete meses, a dona de casa Juliana Freitas de Carvalho, 36 anos, diz temer pela saúde da família. “Ninguém nunca teve dengue em casa, mas, agora que me mudei para cá, estou assustada. Qualquer volta no bairro e você montes de lixo espalhados nos terrenos”, conta.

Já Cristina da Rocha, 38 anos, está na região há mais tempo, cinco anos, e familiares já tiveram a doença. “Só meu cunhado já teve duas vezes. É uma falta de responsabilidade, porque a gente faz nossa parte dentro de casa, mas não adianta nada, se do outro lado da rua tem uma montanha de lixo”, acredita.

Conforme o Centro de Zoonoses, o trabalho de limpeza dos bairros foi intensificado há 15 dias, principalmente no São Francisco, Vila Planalto e Anhanduí. São 504 agentes de saúde, espalhados por 360 microregiões da Capital, onde, dez agentes fazem o mutirão de limpeza.

Entulho espalhados pelas ruas do São Francisco - acúmulo de água parada e risco de proliferação do mosquito (Foto: Cléber Gellio)Entulho espalhados pelas ruas do São Francisco - acúmulo de água parada e risco de proliferação do mosquito (Foto: Cléber Gellio)
Com a chegadas da chuva, qualquer recipiente jogado na rua pode acumular água parada (Foto: Cléber Gellio)Com a chegadas da chuva, qualquer recipiente jogado na rua pode acumular água parada (Foto: Cléber Gellio)


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