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Capital

Comparsa de Nando é absolvido de assassinato pela terceira vez

Claudinei é réu em quatro processos dos 16 homicídios atribuídos a Nando e seu “grupo de extermínio”

Por Geisy Garnes | 05/11/2019 15:40
Claudinei durante julgamento nesta manhã (Foto: Clayton Neves)
Claudinei durante julgamento nesta manhã (Foto: Clayton Neves)

Apontado como um dos comparsas de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, em uma série de assassinatos na região do Bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, Claudinei Augusto Ornelas Fernandes foi absolvido nesta terça-feira (5) do assassinato de Bruno Santos da Silva, estrangulado com uma correia de máquina em abril de 2013.

Claudinei é réu em quatro processos dos 16 homicídios atribuídos a Nando e seu “grupo de extermínio”. O primeiro julgamento aconteceu em abril deste ano, quando os dois foram inocentados do assassinato de Ariel Fernando Garcia Lima Teixeira.

Em maio, o comparsa do serial killer foi inocentado do assassinato de Daniel Gomes de Souza Carvalho, de 17 anos, e condenado a 1 ano e quatro meses em regime aberto por ajudar a ocultar o cadáver dele em um terreno no Jardim Veraneio, local que foi usado por anos como cemitério clandestino dos suspeitos.

Nesta manhã foi levado ao plenário do tribunal do júri para o terceiro julgamento. Em depoimento aos jurados e ao juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, substituto responsável pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, negou qualquer participação no assassinato de Bruno.

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Claudinei amarrou a vítima para que Nando conseguisse cometer o crime. Motivado por vingança, já que atribuía o assassinato de um parente a Bruno, o serial killer usou uma carreira de máquina de lavar para estrangular o rapaz, que logo em seguida foi enterrado pelos dois comparsas.

Ao contrário do início do processo, quando defendeu a condenação de Claudinei por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, nesta terça-feira a promotora do caso, Aline Mendes Franco Lopes, assim como a defesa, pediu a absolvição do réu pelos dois crimes.

O Conselho de Sentença acatou e Claudinei foi inocentado do assassinato e da ocultação de cadáver. Como estava preso preventivamente pelo crime, o juiz expediu alvará de soltura. Agora ele aguarda pelo quarto julgamento, dessa vez pela morte de um homem até hoje identificado apenas como Alemão. O júri acontece no dia 22 de novembro.

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