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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

30/09/2016 07:16

Compra de 1 mil quilos de feijão reabastece merendas de Ceinfs

Adriano Fernandes e Amanda Bogo
Conforme o feijão chega ao Nuali (Núcleo de Abastecimento Alimentar) ele está sendo distribuídos entre os Ceinfs da cidade. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo) Conforme o feijão chega ao Nuali (Núcleo de Abastecimento Alimentar) ele está sendo distribuídos entre os Ceinfs da cidade. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

O feijão, item básico da mesa do brasileiro, voltou a ser distribuído nos Ceinfs (Centros de Recreação Infantil) de Campo Grande, nesta quinta-feira (29). De acordo com a prefeitura do município, já foram entregues 1.020 quilos do feijão carioquinha que estava em falta em todas as unidades da Capital.

O grão teria chegado ainda ontem (29) ao Nuali (Núcleo de Abastecimento Alimentar). A previsão é de que hoje (30), o núcleo receba mais 2 mil quilos de feijão e na próxima quarta-feira, dia 5, cerca de 18 mil quilos do feijão carioquinha.

Segundo município o feijão está chegando de forma fracionada, pois o fornecedor está produzindo as embalagens com rótulos e outros itens exigidos. “Mas conforme os estoques da Nuali vão sendo reabastecidos o produto está sendo distribuídos entre os Ceinfs da cidade”, informou a assessoria de imprensa.

Reajuste – O feijão carioquinha sumiu das merendas dos Ceinfs da Capital, há cerca de um mês, depois que a empresa que iria fornecer o produto solicitou a revisão do preço. Conforme resultado da licitação 004/2016, publicada no Diogrande o produto foi registrado por R$ 2,76.

Com a revisão do valor o quilo do feijão voltou a ser readquirido por R$ 9,45. A previsão é de que o novo estoque de feijão abasteça por quatros meses 193 unidades entre escolas e Ceinfs de Campo Grande. A estimativa é de que 105 mil crianças da Rede Municipal de Ensino sejam atendidas.

Nos supermercados a variação no valor do produto entre os meses de agosto e setembro chegou a 8,63 % em Campo Grande de acordo com o Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp).

Entre os pais – Desde que o feijão carioca parou de ser fornecido ele foi substituído nos cardápios, por legumes como couve e beterraba, por exemplo. Decisão que desagradou alguns pais.

“As merendeiras tentam se virar como podem desde que foi cortado o feijão do estoque. Fazem molho com carne, caldos com legumes, batata, mas acontece que nem todas as crianças gostam e acabam comendo só arroz”, comentou a farmacêutica Alessandra Câmara, de 29 anos.

Seu filho Danilo, de 2 anos é aluno do Ceinf Paulo Siufi, na Vila Marabá. ““O feijão é um alimento essencial na alimentação de qualquer criança. Uma merenda sem ele pode não suprir essa fonte nutricional que os alunos precisam”, se queixa.

A falta de variedade nos cardápios também incomoda o servidor público de 30 anos, que preferiu não ter a identidade divulgada. “A ausência do feijão nas refeições é um problema principal, mas os cardápios nunca foram balanceados, com variedade de alimentos e pratos”, comenta.



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