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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/05/2011 08:55

Comunidade tenta ajudar menina de 4 anos, filha de dependentes químicos

Viviane Oliveira
A menina (bermuda cor vinho)adora ir para o projeto e passa o dia brincando com as outras crianças. (Fotos: Viviane Oliveira) A menina (bermuda cor vinho)adora ir para o projeto e passa o dia brincando com as outras crianças. (Fotos: Viviane Oliveira)

A coordenadora do projeto Sementes da Vida diz que a vontade é "adotar" a menina de quatro anos, filha da dependente química Laurilê da Silva, 26 anos. “Ela é carinhosa e meiga”, afirma Silvana Elizabethe Rocha Silva.

A menina fica na creche o dia inteiro, de segunda a sexta-feira, Silvana conta que não tinha mais vaga para ela. “Nós vimos às condições dos pais e abrimos uma exceção”. Segundo ela, a menina entrou no projeto no começo do ano.

O projeto é iniciativa da Igreja Luterana do Brasil. Segundo Silvana, a criança sente e entende tudo o que está acontecendo. “As vezes ela chega aqui triste, chora por qualquer coisa e fala: tia, minha mãe sumiu”.

Com as mãozinhas nos olhos a menina balança a cabeça e concorda, quando questionada se gosta de morar com os pais.

Dependente de pasta base de cocaína, a conhecida "zuca", Laurilê fica até uma semana fora de casa, o marido, Sandro de Campos, 33 anos, que fica com as crianças, dizem vizinhos.

Crianças vivem em situação insalubre com os pais.Crianças vivem em situação insalubre com os pais.

Conforme a professora, todos na redondeza sabem do problema da família, e tentam ajudar como podem. “A gente fica com o coração partido, mas nós queremos ajudar esses pais a saírem das drogas”, afirma.

Uma vizinha que não quis se identificar, disse que por diversas vezes Laurilê teve a chance de fazer um tratamento, mas que não consegue ficar sem a droga. Ela vende até o que tem em casa, já o marido fuma quando tem. Corta o coração ver esse bebê chorando a noite toda”, disse.

Ontem foram algumas pessoas para ajudar Laurilê, mas ela não estava. O conselho tutelar já foi duas vezes na casa da família, mas não encontrou ninguém.

Os vizinhos contam que depois que a reportagem do Campo Grande News foi até até o local, com medo do conselho recolher as crianças ela sai cedo e volta à noite. O bebê ainda não tinha registro de nascimento, que foi feito ontem (25).

Apesar de não ter condições visíveis de cuidar das meninas por causa da droga, Laurilê disse que não quer entregá-las para adoção, e tem vontade de fazer um tratamento para sair dessa vida. O filho mais velho, um garoto de 10 anos, mora com a avó paterna.

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Sinceramente nestes casos, não sei o que é pior, se é as crianças ficarem com os pais, ou se é ir para um abrigo.Acredito até que a melhor forma de ajudar seria mesmo uma campanha, conforme ja foi dito em comentário anterior, pois tem muita gente em Campo Grande que tem condição e bom coração, e fatos que envolvem crianças, mobiliza mais a sociedade.Se cada um fizer um pouquinho essa criança poderá voltar a sorrir, e é claro que para que tudo dê certo é preciso que estes pais façam um tratamento, e se a mãe disse que quer se tratar já é um bom começo, temos que acreditar que as pessoas podem mudar, ainda mais se formos considerar o amor de uma mãe pelo seu filho.
 
Ingrid Lara em 27/05/2011 12:47:27
Por que o promotor Rafouche fica esperando que a criança se arrebente toda para poder prestar-lhe assistência? Ele só quer atuar depois que o leite esta derramado. prevenção, senhor.... prevenção... O nobre promotor não tem coragem de cobrar das autoridades? É mais fácil colocar os adolescentes para limpar escolas? Faça a sua obrigação: verifique o funcionamento do CMDCA e dos Conselhos Tutelares...Onde está o diagnóstico que os referidos ógãos deveriam ter realizado?
 
Marco Antonio em 27/05/2011 11:08:57
Soluções como a que entrou em vigor no Rio, de internação compulsória, deveriam ser tentadas aqui também. É triste ver uma família como essa dilacerada pela droga.
 
João Júnior em 27/05/2011 09:57:04
Vontade é o que não falta de adotar essas lindas e ternas crianças. A comunidade campograndense deve se unir para ajudar essas pequenas vítimas (anjinhos), é nossa obrigação!
Os pais, reconhecidamente, não têm condições de proporcionar o mínimo de bem-estar e futuro a essas crianças, que precisam de um lar de verdade.
Sugiro ao Campograndenews que lance uma campanha publicitária para ajuda direta a essas crianças, seja com roupas, brinquedos, alimentos ou mesmo dinheiro a ser depositado em uma conta corrente especificamente para amparo a tais crianças e outras, caso a repercussão seja boa.
 
André Germano em 27/05/2011 09:26:08
Caros amigos MAÇONS que estão lendo essa notícia, vocês sabiam que essa jovem é a Laurilê Satiro que muito de vocês viram crescer e lhes chamarem de tios, filha do irmão de vocês de mesmo sobrenome. Por isso, em nome dessa história vocês que a conheceram poderiam usar um pouco da imensa influência que têm e ajudá-la pois é o que ela quer. Não digo para colocá-la na casa de vocês que isso é absurdo, mas poderiam mexer seus pauzinhos e conseguir um tratamento decente para ela e o marido, um lugar seguro para essas crianças enquanto os pais estão em tratamento e um emprego pós-tratamento para que eles possam ter uma vida digna. Sei que é o que eles queres, e sei que podem fazer isso por uma sobrinha que viram crescer e que cuja família a abandonou.
 
Wille Lemes Zampieri em 27/05/2011 03:16:42
Gostaria muito de ajudar, uma destas ajudas se aceita pelos pais, seria eu ficar com ela nos finais de semana e leva-la a creche depois, com quem eu falo?
 
marivane cavalcanti em 27/05/2011 03:12:36
É MUITO FACIL JULGAR ESTES PAIS, AO INVÉS DE QUERER ADOTAR OU DAR DINHEIRO - PORQUE NÃO A POPULAÇÃO QUE JULGA NÃO SE UNE E ENCONTRA MEIOS DESS PESSOA CONSEGUIR SAIR DAS DROGAS - PORQUE FICAR INTERNADA, ALGUMAS SEMANAS, PARA DESINTOXICAR, E VOLTAR AO MEIO EM QUE VIVE - NÃO FUNCIONA - TEM SIM QUE AJUDAR ESSE CASAL A SAIR DAS DROGAS E DEPOIS SAIR DO MEIO - TENHO CERTEZA DE QUE SOMENTE ASSIM ESSA FAMILIA VAI SER FELIZ. - ÑINGUEM TEM QUE TIRAR OS FILHOS DESSA MULHER E MUITO MENOS DAR DINHEIRO (ESMOLAS) .
 
JOANA DARC CORREA SOUZA em 27/05/2011 02:30:11
O que falta é vontade política, enquanto as autoridades ignorarem esse problema gravíssimo das drogas essas pobres crianças vão continuar crescendo e se transformando em futuros psicopatas, pois tiveram a infância interrompida pelos maus tratos dos pais que tbém são vítimas. Acordem senhores vereadores, façam sessões itinerantes nos bairros e levem a solução. Nesse caso a dependente química quer ajuda, se ainda não tiveram a idéia de criar clinicas de recuperação municipal e estadual com internação, que façam a internação em clinicas particulares. O que nós precisamos fazer é evitar que os nossos jovens fiquem bem longe das drogas, por isso estamos buscando parcerias para implantação de projetos sociais, em especial no jardim Noroeste, local onde iniciamos um grupo escoteiro e futuramente uma academia de Judô e escolinha de futebol para crianças carentes. Dessa forma crianças que não tiveram as mesmas oportunidades que outras serão direcionadas para o caminho do bem. Acessem http://pmacaosolidaria.blogspot.com/
 
SIDNEI GARCIA DE FREITAS em 27/05/2011 02:17:48
Parabens pela atitude dessas pessoas !! porque é atravez deles essas pobres crianças poderam ter uma vida digna !! Que Deus abenções.
 
vitor eduardo cesar rojas em 27/05/2011 01:03:56
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