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Capital

Confusão em igreja só acaba com chegada da PM

"Barraco" teve denúncias de agressões, aglomeração gigante em plena pandemia e pastor socorrido após AVC

Por Adriano Fernandes | 04/03/2021 21:54


Denúncias de agressões, aglomeração com a mesma proporção de festas clandestinas e a presença da Polícia Militar para por fim ao tumulto marcaram mais uma noite polêmica em frente à sede da ADM-CG (Assembleia de Deus Missões de Campo Grande) na Rua Brilhante, no Bairro Amambaí, na noite desta quinta-feira (4). Tudo isso em plena pandemia.

No início da tarde, um pastor precisou de atendimento médico, depois de passar mal. Miguel Quevedo teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a Santa Casa de Campo Grande.

Pelo Facebook e através do Direto das Ruas, dezenas de fiéis se queixaram de serem proibidos de entrar, mesmo estando com as pulseirinhas que permitiam o acesso para acompanharem a assembleia da eleição de uma nova diretoria.

Dentro da igreja, Antônio Dionizio, o pastor "do tapinha" e líder da ADM na Capital, conseguiu eleger a nova mesa de dirigentes, mesmo com uma multidão gritando do lado de fora pedindo para entrar. Entre os novos integrantes da diretoria estão os pastores Sérgio Canhete (1º vice-presidente), Joas Miranda (2º vice-presidente) e Gerson Amaral (3º vice-presidente).

Aglomeração de fieis em frente à igreja. (Foto: Reprodução/Facebook)
Aglomeração de fieis em frente à igreja. (Foto: Reprodução/Facebook)

Seguranças particulares impediram a entradas das pessoas. “O segurança me chutou e me deu um empurrão”, disse um dos fiéis em live que mostra a aglomeração em frente a igreja. “Ameaçaram minha filha e mesmo eu estando com pulseira não me deixaram entrar”, diz outra mulher na transmissão feita por Rudi Carlos, principal opositor e que também foi proibido de entrar. A reportagem entrou em contato com Rudi diversas vezes, mas não obteve resposta.

A confusão também gerou revolta em uma moradora da vizinhança, por conta da grande aglomeração que se formou em frente ao prédio da igreja. “Toda vez que tem algum evento aqui fica essa aglomeração, essa confusão eu já até liguei para a polícia. Fui buscar minha irmã no ponto de ônibus e ela também achou um absurdo tantas pessoas no local. Ela trabalha na linha de frente de combate a covid-19”, desabafou  uma bacharel em direito, de 46 anos, que pediu para não ter a identidade divulgada.

De acordo com a moradora, a confusão só terminou com a chegada da Polícia Militar no local, por volta das 21h.

Viatura da Polícia Militar em frente da ADM, (Foto: Direto das Ruas)
Viatura da Polícia Militar em frente da ADM, (Foto: Direto das Ruas)


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