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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

30/06/2016 18:35

Conselho nega que seja contra injetar verba pública no Hospital de Câncer

É 'quase certo' que convênio será autorizado, afirma presidente

Anahi Zurutuza

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Sebastião Junior Arinos, negou que o órgão esteja colocando empecilhos para que o Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, unidade em Campo Grande do Hospital de Câncer de Barretos, seja credenciado para receber recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) por meio do Fundo Municipal de Saúde. Ele afirma que “é quase certo” que o conselho autorizará que a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) firme convênio para o repasse de verbas à instituição.

Sebastião rebateu as declarações dadas pela gestora da unidade Flavia Carvalho, em reunião convocada pela presidente da Comissão Permanente de Saúde da Assembleia Legislativa, deputada Mara Caseiro (PSDB), na sede do Legislativo estadual na tarde desta quinta-feira (30). Ela reclamou que a concretização dos convênios dependia do conselho, que questionava o fato da instituição oferecer serviços já disponíveis na rede pública.

A instituição filantrópica atende cerca de 400 mulheres por dia. Os exames oferecidos são para diagnostica cânceres de mama e do colo de útero.

O presidente explica que realmente o uso de recursos para custear alguns atendimentos foram colocados “em xeque”. “O que a gente vai comprar do instituto são serviços complementares, mamografia, biópsias e outros exames. Isso será regulado pela Sesau e os repasses serão feitos por produtividade, por procedimentos feitos”.

O conselho pediu para que sejam feita alterações na minuta do contrato para deixar claro, dentre outros detalhes, que pacientes serão encaminhados pela unidade pela regulação da secretaria municipal. “Acreditamos que estará tudo certo até amanhã de manhã”.

Nesta sexta-feira (1º), Sebastião concederá entrevista coletiva onde divulgará o parecer final dos conselheiros.

Fechamento – O instituto corre risco de fechar em dois ou três meses, segundo a gestora Flavia Carvalho, por conta de dificuldades financeiras.

Até o ano passado, a instituição contava com recursos doados pela família de Antônio Morais, que também destinou R$ 18 milhões para a construção da unidade, inaugurada em 2014. Hoje, o centro de diagnóstico de câncer, que funciona no bairro Aero Rancho, opera com deficit mensal.



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