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Capital

Coragem de mulher para denunciar companheiro veio depois de estupro e agressões

Vítima está internada, teve fratura na mandíbula e consegue se alimentar apenas de líquidos

Por Aletheya Alves e Geisy Garnes | 13/07/2020 19:21
Caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher, na Casa da Mulher Brasileira. (Foto: Arquivo/Kisie Ainoã)
Caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher, na Casa da Mulher Brasileira. (Foto: Arquivo/Kisie Ainoã)

Depois de ser brutalmente agredida e estuprada, durante discussão banal, uma mulher de 46 anos criou coragem para denunciar as “pequenas” violências diárias cometidas pelo companheiro. Para a família da vítima, internada com fratura na mandíbula, a notícia desperta sentimento de raiva e busca por justiça.

A última sexta-feira (10) ficou marcada para a servidora pública, de 44 anos, ao descobrir sobre as agressões sofridas pela irmã. “Encontrei ela na delegacia. Ela nunca falou nada para mim, a gente não sabia. Infelizmente, a mulher que é agredida nunca pensa que um dia pode ser pior do que o outro”, disse.

Devido às agressões, a vítima está internada em unidade de pronto atendimento há três dias. ”Ela não consegue comer nada, tudo precisa ser líquido. Os médicos disseram que precisa desinchar, então só na semana que vem conseguem ver se podem operar”, contou a irmã.

As últimas agressões aconteceram depois que a vítima cozinhou para o marido. Ela fez um caldo e sugeriu que ele dividisse a refeição com o patrão, na quinta-feira (9), algo rotineiro. O relacionamento entre os dois já passava de um ano e, conforme relatado à polícia, o homem se irritou e passou a bater na mulher com socos e puxões de cabelo.

Depois de todas as violências e de ser rejeitado pela vítima, o pedreiro a ameaçou de morte e a estuprou. A denúncia foi realizada no dia seguinte, quando ela aproveitou a saída do homem e chamou pela Polícia Militar.

Já na delegacia, preso em flagrante, o homem negou todas as agressões e disse que a mulher havia tentado suicídio. O caso foi registrado na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), na Casa da Mulher Brasileira.