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Capital

Corpo de Jamil Name chega a Campo Grande para velório nesta tarde

Acusado de liderar milícia armada responsável por execuções em MS, Name passou seus últimos 637 dias preso

Por Anahi Zurutuza e Mariely Barros | 30/06/2021 12:14
Voo que transportou corpo desembarcou no Aeroporto Internacional de Campo Grande, onde pista está em reforma (Foto: Henrique Kawaminami)
Voo que transportou corpo desembarcou no Aeroporto Internacional de Campo Grande, onde pista está em reforma (Foto: Henrique Kawaminami)

O corpo de Jamil Name já está em Campo Grande para o velório e sepultamento que deve acontecer no Cemitério Santo Antônio. O translado começou no fim da tarde de ontem, quando voo saiu da Natal (RN) com destino a Guarulhos (SP). Nesta manhã, avião vindo de São Paulo com o caixão pousou em Campo Grande. Os preparativos estão sendo feitos para a despedida, que acontece no período da tarde.

Figura conhecida em Mato Grosso do Sul e réu da Operação Omertà, o empresário deixou o Estado em 30 de outubro de 2019, quando foi transferido de unidade prisional da Capital para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), de onde só saiu no dia 31 de maio para tratar da covid-19, doença que causou sua morte no domingo, dia 27.

O cemitério escolhido pela família ser morada de Name – que passou seus últimos 637 dias preso e depois, doente – é o mais antigo da cidade, onde só ocorrem funerais de famílias que já têm jazigos há muito tempo. No espaço dos Name, há sete familiares enterrados, entre eles os pais de Jamil, Carim e Said Name.

Não há informações sobre quantidade de pessoas e que presenças serão permitidas na despedida. O filho de Name,  Jamil Name Filho, o "Jamilzinho", também preso acusado de liderar milícia armada responsável por execuções no Estado ao lado do pai, poderá assistir ao sepultamento por videoconferência.

Em tratamento contra a covid-19, Jamil Name precisou ser intubado no dia 2 de junho porque tinha 50% dos pulmões comprometidos com a inflamação provocada pelo novo coronavírus. Ele chegou a ser extubado, mas no fim da semana passada, piorou, passando a precisar de hemodiálise. A família chegou a conseguir na Justiça autorização para transferência dele para hospital em Brasília, mas não houve condições de saúde para tal. Name morreu por volta das 17h de domingo.

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