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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

21/11/2012 13:07

Credenciados, catadores continuam no lixão e esperam cooperativa

Paula Vitorino
Credenciados, catadores dizem que trabalho continua normalmente. (Foto: Rodrigo Pazinato)Credenciados, catadores dizem que trabalho continua normalmente. (Foto: Rodrigo Pazinato)

No primeiro dia de funcionamento da nova empresa responsável pelo lixo em Campo Grande, os catadores continuam trabalhando no lixão, mas agora credenciados, e com a esperança de trabalhar na cooperativa - uma possibilidade de ganhar o sustento com mais dignidade.

“Todo mundo tá com a credencial. Só entra agora quem tem. Nosso trabalho hoje continua normalmente, vamos poder coletar o que dá para aproveitar antes de despejarem no novo aterro”, diz Edna Chaves, de 44 anos.

O novo aterro, chamado de Dom Antônio Barbosa II, fica ao lado do atual lixão e será o novo destino dos resíduos coletados a partir de hoje.

Os catadores não podem entrar no novo aterro e nem a imprensa foi autorizada a fazer imagens. Mas os catadores disseram que a coleta continuará sendo feita graças a um esquema especial: os caminhões irão descarregar os resíduos no lixão e os catadores terão um tempo para recolher o que acham que pode ser aproveitado, só depois o “resto” será levado para o novo aterro.

O esquema deve acontecer até o fechamento do lixão, previsto para a segunda quinzena de dezembro. A partir daí, a empresa combinou com os catadores que eles já poderão trabalhar na cooperativa de reciclagem – em frente ao lixão.

Foram oferecidas vagas de emprego na área de varredor e coletor para os catadores cadastrados, mas a maioria prefere esperar a cooperativa. “A gente já está acostumado com nosso trabalho aqui, temos nossa liderança, é melhor esperar para trabalhar na cooperativa”, diz.

A expectativa é de manter a renda média que, segundo os catadores, é conseguida com o trabalho no lixão: R$ 1.200 mil.

A Usina de Triagem de Reciclagem ainda não está pronta e os catadores vão precisar trabalhar em um galpão improvisado, inicialmente. A renda não é fixa e vai depender do volume de material reciclado e do número de cooperados.

“Garantiram pra gente que vai ter material para todos os trabalhadores e que a gente não vai ficar sem emprego”, diz Rodrigo Leão, de 32 anos, referindo-se a resistência inicial dos catadores em aderir ao cadastro da empresa.

Na Usina, os catadores só terão acesso ao material recolhido na coleta seletiva. Os trabalhadores ficarão protegidos do sol e de materiais perigosos.

A empresa responsável pelo serviço do lixo, Solurb, garantiu que irá oferecer aos trabalhadores capacitação para trabalhar na cooperativa de reciclagem. Os treinamentos devem começar antes do fechamento do lixão.



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