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Capital

De 3 na UTI covid, Maria foi única que sobreviveu e voltou para casa com festa

Maria Luiza Flor passou mais de 40 dias internada e foi recebida pela família nesta manhã após alta

Por Ana Paula Chuva | 04/05/2021 13:48


Após 41 dias de incertezas, Célio Alfredo, 51 anos, cabeleireiro, respira aliviado após a alta hospitalar da esposa Maria Luiza Flor Alfredo, 43 anos. Das três pessoas que compartilharam a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na Santa Casa, a cabeleireira foi a única que sobreviveu à doença e foi recebida com festa pela família na manhã de hoje (4).

Maria, que mora com o marido e o filho de cinco anos na Vila Margarida, em Campo Grande,  começou com os sintomas da doença no dia 22 de março e no dia seguinte já foi levada para o hospital onde passou mais de 40 dias internada.

“Ela começou a ter febre e diarreia no dia 22, mas no dia 23 já não aguentava mais levantar da cama. Chamamos a ambulância e ela foi levada para a Santa Casa. Quatro dias depois foi intubada”, disse Célio.

Ao todo foram 15 dias de intubação e agonia, tanto da cabeleireira quanto da família que perdeu o sono à espera de Maria, mas sem perder a fé e a esperança.  Inclusive com alguns amigos, chegaram a se reunir em frente ao hospital para orações pela vida da cabeleireira.

“Foram dias difíceis tanto para nós quanto para ela. Ela contou que foram os piores momentos, tinha muito medo de não resistir. Teve muitos pesadelos, depois que saiu da intubação e do coma ficou com medo de dormir. Eu também não dormia com medo. Chegamos a ir para a frente do hospital fazer orações.”, contou o também cabeleireiro.

Família e amigos em oração na calçada da Santa Casa pela vida de Maria. (Foto: Direto das Ruas)
Família e amigos em oração na calçada da Santa Casa pela vida de Maria. (Foto: Direto das Ruas)

Depois de 15 dias, a família viu florescer uma pontinha maior de esperança. Maria foi extubada e tirada do coma, no entanto precisou ficar mais 15 dias no hospital, sendo liberada para voltar para casa na manhã desta terça-feira (4).

“Ela ficou ainda 15 dias no hospital, mas nós não perdemos a fé. Descobri o amor sacrificial, pois a cada piora eu sentia mais medo de perde-la. Agora que estamos juntos, com nosso filho, estamos ótimos, graças a Deus”, declarou Célio.

Maria ainda está fraca e precisando de ajuda para locomover, mas ter ela em casa significa muito para a família que vê todos os dias notícias de pessoas que não sobrevivem à covid-19, mas hoje foi recebida em casa com flores, balões e cartazes.

“Eu e minha família estamos gratos a Deus por esse milagre. Das três pessoas que estavam na UTI, ela foi a única que sobreviveu. Estamos felizes por tê-la conosco e se recuperando, por isso fizemos essa recepção para ela. É realmente um milagre.”, finalizou o cabeleireiro.

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