A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

14/01/2014 08:23

Defesa Civil falhou na 1ª chuva do ano e deixou população "a deriva"

Zana Zaidan
Jockey Clube ficou tomado pela lama após estragos e alagamentos no dia 4 de janeiro (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)Jockey Clube ficou tomado pela lama após estragos e alagamentos no dia 4 de janeiro (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)

Uma “falha de comunicação” impediu voluntários da Defesa Civil de Campo Grande saírem às ruas para prestar auxílio à população durante o temporal no dia 4 de janeiro deste ano. A falha, no dia em que a cidade teve alagamentos em 11 bairros, deixou a população da Capital sem qualquer auxílio, orientação ou apoio para enfrentar os 63,5 milímetros de chuva.

Enquanto casas e ruas alagavam, carros eram arrastados e árvores desabavam, o agente que operava o telefone de plantão da Defesa naquele dia recebeu “inúmeras ligações” de voluntários que questionavam a necessidade de colocar as ações de emergência em prática, e o operador teria respondido “está tudo normal”, relata o chefe do órgão na Capital, major Luidson Noleto. As equipes voluntárias só podem atuar nas áreas afetadas com o aval da coordenadoria, mediante telefonema, rádio amador (autorizado pela Anatel) ou SMS.

“Naquele dia houve uma falha de comunicação do operador, que não cumpriu o previsto no plano de contingência”, afirma o major. O encarregado do 199, Hélio Queiroz Dahgr, estava de férias e fora da cidade, por isso, a função de direcionar voluntários para os locais de risco estava a cargo de um substituto.

O erro veio à tona após reportagem do Campo Grande News, em que Noleto disse que voluntários não estavam disponíveis na hora da chuva por causa de viagens devido ao recesso de fim de ano. No entanto, vários membros entraram em contato com a reportagem afirmando que estavam na cidade e não foram chamados.

O despachante Fabrício Gomes dos Santos, 29 anos, que atua como socorrista da Defesa Civil, foi um dos que procurou o 199 buscando o aval para ir para a rua. “Estava com tudo pronto, minha roupa especial, carro, giroflex, equipamentos. Vi na imprensa que a chuva já causava estragos, então liguei e o rapaz que estava de plantão disse que estava tudo normal e que não precisariam de nós”, conta o voluntário, que estava na Cohab e, por isso, não tinha as verdadeiras dimensões do temporal.

“Ninguém foi acionado. Quando a chuva caiu começamos a ligar uns para os outros, como sempre fazemos, para descobrir qual seria o ponto de encontro onde definimos o local que cada equipe deve ir, e todos dizendo que não tinham sido acionados”, acrescenta o empresário Otávio Mello, 50 anos.

“Estava de prontidão, porque todo mundo viu o alerta de tempestade, saiu em toda imprensa, inclusive”, comenta o funcionário público Luciano Pereira, 39 anos, outro voluntário. “É realmente complicado porque ficamos sem entender porque não fomos chamados, enquanto chovia forte daquele jeito. Mas ficamos de mãos atadas, não podemos chegar e isolar áreas, começar limpeza, cortar árvores, porque se algo der errado, respondo como civil”, acrescenta o auxiliar administrativo Douglas Almeida, 28 anos.

Voluntários – Hoje, 33 voluntários estão devidamente cadastrados para desenvolver ações de prevenção e preparação para emergências e desastres, além dos nove efetivos da Defesa Civil da Capital.

“Precisaríamos de mais quando temos eventos atípicos, como aconteceu no sábado. Situações como essa, fogem, de fato, da capacidade da Defesa Civil. Mas, na maior parte do ano, as áreas de risco estão protegidas, na medida do possível, e nossos voluntários prontos para atendê-las, o que mostra a importância do mapeamento elaborado pela nossa equipe”, enfatiza Noleto.

Por causa da falha durante o temporal, o major afirma que vai “melhorar os processos de acionamento interno”, e elenca a compra de capas de chuva, além da outros ganhos estruturais, como medidas adotadas para otimizar as ações da Defesa Civil.

“O trabalho dos voluntários é de suma importância para nossa cidade, e procuramos sempre torná-lo melhor, porque é uma responsabilidade muito grande colocar um pai de família, que se prontifica a ir para as ruas, em áreas de risco, e salvar vidas”, finaliza o major.



Com muito orgulho faço parte deste grupo de amigos. Estamos sempre à disposição, saímos de nossas casas e deixamos nossas famílias na hora de um temporal, todo o material que usamos é por conta do voluntário; nem um boné ou uma luva de procedimento a prefeitura paga. Um macacão da Defesa Civil custa mais de trezentos reais, o corpo de voluntários tem equipamento que a prefeitura nunca pensou em comprar. O voluntário só quer uma coisa: que o poder público tenha o mesmo respeito pelo Voluntário de Defesa Civil que a população tem. Obrigado a todos os campograndenses, contém sempre com o Voluntário.
 
Luis Henrique S de Souza em 14/01/2014 14:41:02
Esse Major é um Fanfarrão mesmo.....primeiro culpa os voluntários, depois culpa o subordinado dele...Será que o problema não será ele. O Hélio não tem nada a ver nessa história. É uma pessoa dedicada e muito esforçada dentro da Defesa Civil. O problema é a gestão.
 
Antonio Silva em 14/01/2014 14:31:34
DEFESA CIVIL , fazemos por amor , largamos familia , festa , tudo , para ajudar as pessoas no velho ditado , ( vestimos a camiseta da DEFESA CIVIL ) sou despachante , estudante, e voluntario da defesa civil socorrista , resgate e ainda tendo curso para dirigir veículos de emergência especial.

VAMOS AJUDAR A DEFESA CIVIL ........................................................

DEFESA CIVIL 24 HORAS POR DIA


 
fabricio gomes dos santos em 14/01/2014 14:12:39
Defesa Civil é assim:um grupo tenta fazer aquilo que o poder público deveria estar fazendo.O poder público por sua vez finge que este grupo não existe e consequentemente os ignora e não investe dinheiro.Foi assim na gestão anterior e está sendo assim na atual.Todos sabem dos problemas desta época de chuva,dos transtornos.E todos ignoram.O alerta de chuva foi dado pelo comandante geral do bombeiro que por sua vez é o chefe da defesa civil estadual,saiu em todos os jornais.Foi ignorado solenemente por todos inclusive pelo seu subordinado.Incompetência ou Irresponsabilidade?Alô Ministério Público...tem algo errado aí.
 
Carlos Henrique em 14/01/2014 10:34:05
Situação complicada que vem desde 2006, material humano e capacitado existe, eu sou um exemplo, fiz meu curso de Defesa Civil pela UFSC, estou disposto a colaborar sim, mas desde que o poder público aparelhe devidamente os voluntarios, não é um colete, um bone e meia duzia de copos de água que vai fazer a diferença, a diferença se faz com treinamentos, equipamentos e planejamento estratégico bem elaborado, a Defesa Civil de Campo Grande ainda precisa evoluir muito. Para quem entende, um pingo por aqui não é chuva, é letra, a primeira instrução do socorrista é estar bem para cuidar bem, não podemos colocar nossa vida em risco, ai será mais um problema a ser resolvido.
 
CLAUDIO MOREIRA em 14/01/2014 09:37:46
Sempre ajudamos.Voluntariado é um sacerdócio,não é qualquer um que se interessa sair de seu lar e estender a mão para outros durante um evento adverso.As alterações climáticas são uma realidade,Campo Grande sente seus efeitos e é necessário que o poder público e a sociedade atente para isso.Depois desta "falha de comunicação" foi criado um plantão de voluntários o que facilita muito o acionamento e as ações de todos.DEFESA CIVIL:UM DEVER DE TODOS PARA TODOS.
 
Otavio Mello em 14/01/2014 09:31:06
Para constar, já que meu nome foi citado na matéria, e antes que questionem meu período de ferias, a função que exerço na Defesa Civil também e voluntária, sou professor. Alias sou voluntario na Defesa Civil desde 2006. Para melhor entendimento é bom esclarecer que com exceção dos plantonistas e do Coordenador, todas as outras funções exercidas na Defesa Civil (assistentes sociais, psicólogos, socorristas, operadores de motosserra, geógrafos, engenheiros, entre outros...) são realizadas por voluntários.
 
Helio Queiroz Daher em 14/01/2014 09:03:25
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions