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Capital

Defesa de Jamilzinho convoca psiquiatras e quer suspender ação por homicídio

O processo sobre execução de universitário tem audiência marcada para 2 e 3 de março

Por Aline dos Santos | 04/02/2020 12:30
Jamil Name Filho durante depoimento por videoconferência. Ele está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (Rio Grande do Norte).
Jamil Name Filho durante depoimento por videoconferência. Ele está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (Rio Grande do Norte).

A defesa do empresário Jamil Name Filho, conhecido como Jamilzinho, chamou psiquiatras como testemunhas e quer suspender o andamento do processo em que o preso é réu pela execução do universitário Matheus Coutinho Xavier, morto por engano em abril do ano passado. A ação é desdobramento da operação Omertá.

Os documentos foram anexados ontem (dia 3) ao processo por homicídio qualificado, que tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O advogado Fábio Gregório, que tem escritório em São Paulo, anexou uma lista com nove testemunhas, sendo dois médicos psiquiatras: Marcos Estevão e Leonardo Fabrício Gomes Soares.

Nesta quarta-feira (dia 4), a reportagem questionou a defesa se pretende apresentar recurso de insanidade mental (quando o réu não é responsável por suas ações). “Entendo o trabalho da imprensa, mas, por questão de estratégia processual, não posso antecipar o que vamos alegar em processo”, afirma o advogado.

A ação sobre o homicídio tem audiências marcadas para 2 e 3 de março, quando serão ouvidas as testemunhas de acusação contra sete réus. No entanto, a defesa de Name Filho entrou ontem com exceção de litispendência e pede que o processo da execução tenha andamento suspenso até a decisão sobre o recurso.

“Litispendência é quando o mesmo fato está sendo processado em dois autos distintos. A defesa entende que a denúncia de armas na ação da morte do Matheus Xavier faz litispendência com a ação principal de armas. A mesma circunstância e o mesmo contexto fático. Ele pode ser condenado duas vezes pelo mesmo fato”, afirma o advogado, lembrando que Name Filho também foi denunciado, em outro processo, pelo arsenal apreendido em imóvel de Campo Grande.

Médicos – O psiquiatra Marcos Estevão atendeu Jamil Name Filho quando ele foi preso na operação Xeque-Mate, realizada em 2007 pela PF (Polícia Federal).

“Já fui médico dele. Mas acho até um absurdo colocar o médico como testemunha. O médico não pode falar nada por causa do sigilo profissional. Quando precisa dar parecer, a Justiça solicita e a perícia não pode ser feita por médico que já atendeu o paciente”, diz.

O psiquiatra Leonardo Fabrício Gomes Soares agradeceu o contato da reportagem, mas não quis se manifestar.

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