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Capital

Defesa nega que sargento tenha ameaçado testemunhas de tiroteio no Nova Lima

Por Adriano Fernandes | 06/07/2017 16:01
César Diniz durante depoimento no 2° DP, dois dias após o crime. (Foto: André Bittar)
César Diniz durante depoimento no 2° DP, dois dias após o crime. (Foto: André Bittar)

A defesa do sargento da PM César Diniz da Silva, 43, nega que o cliente estaria ameaçando testemunhas do tiroteio que resultou na morte do tenente aposentado da PM João Miguel Além Rocha, 50, no último sábado (1), no bairro Nova Lima.

A informação foi repassada em nota à imprensa, esta manhã (06), pelos advogados, assistentes da acusação contra o sargento, Fábio Ricardo Trad Filho e Luciana Abou Ghattas.

“Não é verdade. Ele está à disposição da justiça, prestou todas as informações e não entra em contato com ninguém sobre o caso. Então ninguém precisa ficar com medo dele. Querem desmerecer a imagem de Diniz”, comentou o advogado do sargento, Sebastião Francisco dos Santos Júnior.

Ainda segundo o advogado, Diniz não só não representa risco às investigações como também tem colaborado quanto a conclusão do inquérito sobre o crime.

“Ele já foi ouvido pela corregedoria, está disponível para as autoridades mas nem sai de casa por conta do problema de saúde dele. Ele mesmo sugeriu um rol de testemunhas que presenciaram o tiroteio”, contou, sem prestar mais detalhes de quem seriam estas testemunhas.

Sebastião no último dia 03, dia da apresentação do cliente no 2° DP. (Foto: André Bittar)
Sebastião no último dia 03, dia da apresentação do cliente no 2° DP. (Foto: André Bittar)

Sebastião também informou que enviou oficiou ao CPM (Comando da Polícia Militar) solicitando o envio de uma nota interna à PM, esclarecendo que o cliente tem contribuído com as investigações.

O Campo Grande News não conseguiu contato com o delegado Weber Luciano de Medeiros, titular da 2° Delegacia de Polícia Militar e que é responsável pela investigação, para comentar sobre o caso.

Tiroteio - O tenente aposentado da PM João Miguel Além Rocha, 50 anos, morreu ao ser atingido por três tiros na frente de uma mecânica pelo sargento, ainda César Diniz da Silva, 43, na tarde do último sábado (1).

Eles começaram a discutir e trocaram agressões por uma desavença na venda de um veículo Nissan Tida preto que Diniz alega ser seu. Houve tiroteio e além de João Miguel, um que estava em uma bicicletaria na frente do local também acabou atingido.

Diniz, atualmente afastado do trabalho nas ruas por conta de problemas nos ligamentos do tornozelo, se apresentou à Polícia Civil e confessou o assassinato.

Foi indiciado e responderá o crime de homicídio em liberdade pela falta de antecedentes. O jovem se recupera bem e segundo seus familiares está consciente, mas ainda sentindo fortes dores no local onde foi atingido.

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