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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

07/06/2011 16:59

Destino de rodoviária volta à estaca zero e comerciantes ficam frustrados

Aline dos Santos
Portas fechadas e ninguém nos corredores da antiga rodoviária. (Foto: João Garrigó)Portas fechadas e ninguém nos corredores da antiga rodoviária. (Foto: João Garrigó)

Se o futuro é incerto, o presente da rodoviária antiga é marcado por decepção, reclamações, e abandono. Há mais de um ano o terminal rodoviário de passageiros foi transferido da precária estrutura, no Centro de Campo Grande, para um novo imóvel na avenida Gury Marques, saída para São Paulo. Desde então, os lojistas do Centro Comercial Terminal do Oeste esperam que a parte desativada no piso superior ganhe finalidade capaz de oxigenar o comércio local.

O “eldorado” seria a implantação da Uningá, com ao menos 600 alunos por turno. Mas o plano naufragou por problemas contratuais. A prefeitura informou que avalia outras três propostas para local. Aos comerciantes, resta a frustração.

“É tudo só promessa. Vamos pedir reunião com o prefeito para que ele explique isso. Estava tudo acertado que seria a faculdade. A parte de cima é da prefeitura. A rodoviária tinha que ser respeitada como história de Campo Grande”, reclama Rosane de Lima, responsável pelo condomínio comercial.

No térreo, as plataformas,com suas e as idas e vindas de ônibus e pessoas, deram lugar à sede administrativa da Guarda Municipal e da Defesa Civil. Com pintura nova, salas iluminadas e ar condicionado garantindo agradável temperatura de 24°C na fria manhã de terça-feira, a estrutura do poder público municipal é um oásis em meio ao abandono.

Mas, à medida de pouco passos, se depara com o Centro Comercial. Escuro, sujo e com infiltrações. O cenário amedronta Arilza de Oliveira, cujo marido herdou do pai a lanchonete Paramond. “Não gosto, tenho medo de ficar aqui”, revela.

Na lanchonete, bancos vazios, a televisão ligada fala para ninguém. Na falta de clientes, Arilza lê um livro para matar o tempo. “Acho que essa lanchonete começou junto com a rodoviária. Funcionava 24 horas. Hoje, meu marido abre às 8h e fecha às 17h30. Os funcionários foram demitidos. Vai acabar fechando”, prevê.

Ela conta que o movimento é fraco e resulta, no máximo, em faturamento de R$ 40 por dia. Durante a manhã, foram vendidos alguns sorvetes, um refrigerante e dois salgados. “É bom que a imprensa venha aqui, para que se lembrem da gente”, comenta. Das 239 salas, poucas ainda são ocupadas com comércios como bares, lojas de roupa e salão de cabelereiro.

Arilza conta que lanchonete funcionava 24 horas antes, agora abre às 8h e fecha às 17h30. Os funcionários foram demitidos.Arilza conta que lanchonete funcionava 24 horas antes, agora abre às 8h e fecha às 17h30. Os funcionários foram demitidos.

No segundo andar, o auxiliar administrativo Emerson Dias conta nos dedos os locais que ainda funcionam próximo ao Sindicato dos Metalúrgicos, onde trabalha. “Tem aqui o sindicato, o posto da Agetran e a loja de móveis”. Em meio à sucessão de portas fechadas, um dos pontos ainda com circulação de pessoas é o cinema, que exibe filmes com conteúdo erótico. A prostituição, outra conhecida atividade econômica do lugar, também persiste.

“Aqui em cima é tranquilidade. Duro é quando tem que descer para comprar cigarro. Ando com a mão no bolso, segurando o dinheiro”, relata Emerson. O sindicato funciona na rodoviária desde 1998 e desde sempre pede que as empresas paguem os trabalhadores com depósito em conta. “A orientação é que não venham com dinheiro aqui”, explica.

Com a porta do comércio voltada para a rua, Paulo Pereira, dono da ótica e relojoaria Santa Cruz, avalia que a situação difícil no comércio não é exclusividade do local, mas realidade para todo o setor. Segundo ele, a loja tem público para se manter. “A rodoviária já fechou e estamos de portas abertas”, reforça.

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a prefeiturta deveria trabalhar em conjunto com o estado e ate mesmo a união para desenvolver ali um trabalho social, ´poderiam dar cursos gratuitos as pessoas de baixa renda lá, opoderiam sim também colocar no local alguns orgãos públicos e ate o que seria melhor ainda a uems li na reportagem que ia colocar uma faculdade particular e o contrato não deu cert é claro tudo se pensa em dinheiro e nunca no bem star social.
 
josé roberto em 08/06/2011 10:55:59
A realidade é simples, nua e crua. Se as autoridades quisessem realmente investir no prédio já o teriam feito. Alí daria um excelente central de serviços da prefeitura, do Estado, e ainda poderiam colocar alí cursos profissionalizantes. Costura industrial, Fotografia, culinária, cursos para essa gurizada que estão nas ruas, fazendo nada. Uma central de identificação.... sabem são inúmeras idéias,... basta querer, já que pagamos impostos e o dinheiro vai pro ralo, porque não investir?... vai se tanto à Brasília pedir dinheiro pra isso e pra aquilo,... por que não para uma questão "social"???
 
Ed B Dourado em 07/06/2011 07:03:40
o problema poderia ser resolvido voltando ao passado, colocando o camelodromo naquele local, claro reformando e deixando o local com um aspecto melhor, resolveria a questao do camelodromo no centro e faria aquele local voltar a se movimentar, é de facil acesso e abrigaria com eficiencia as lojas. fica a sugestao..
 
marco antonio em 07/06/2011 07:01:00
menos nos exageros.
o predio esta limpo e nao existe mais assalto , isto tudo ficou no passado.
Prostitutas ainda tentam se manter no local, mas é uma minoria, e eu vejo prostitutas em varios locais da cidade, menos hipocrisia e mais atitude.,
O Cine Center ja será desativado, as negociações estao sendo feita, a fundação de cultura tem interesse em transforma-lo num teatro ou cinema.
Tenho imoveis por lá ha 25 anos, ando com joias, bem vestida e nunca fui abordada nestes anos todos.
A prefeitura deveria sim, como inquilina por mais de 30 anos, nos devolver o predio com minimo de estrutura, como ela o pegou.
Se um inquilino devolve o imovel que alugou sem pinta-lo e detonado, ja estaria com problemas na justiça, mas os orgãos publicos abusam de poder e fica o dito pelo nao dito.

a Guarda Municipal ate hoje nao foi terminada a sua instalação, esta sem asfalto, sem pintura, um lixo, apenas foi feito algo para mascarar e abafar a opiniao publica.
Vejam o terminal urbano que la se encontra, UM VERDADEIRO LIXO, que desprestigia cada vez nosso predio.
A população deveria se unir e nos ajudar a resgatar um imovel que foi um incone na nossa cidade. precisamos de ajuda e de pessoas com olhar cidadao.
Tenho dito
 
HELOISA CURY em 07/06/2011 06:14:06
Trabalhei a um tempo atraz no predio quando ainda tinha algum movimento, até consegui emprego la pelo Sine que na epoca ainda funcionava la, hoje quando passo por la vejo a isolação, é necessario fazer algo para atrair o publico porque o predio tem estrutura e preciso revitaliza-lo, gostaria de ve-lo em extrama atividade novemente.
 
Jose Carlos em 07/06/2011 05:41:05
Pois então caros leitores!
Tanto se falou sobre o destino desse prédio e eis que nada se resolveu ainda, talvez seja a hora do senhor prefeito em conjunto com o governo do estado darem um endereço digno à uma universidade que vem crescendo em campo grande (UEMS).
Já que a instituição está ocupando um discreto espaço no bairro Arnaldo Estevão Figueiredo, e que logo será pequeno mediante o crescimento significativo da unidade.
A Uems ( universidade estadual de Mato grosso do Sul), está com os cursos em andamento em Campo Grande, sendo os de Geografia, letras, pedagogia, artes cenicas dentre outros e ainda os mestrados em andamento, com previsões para aumento da oferta de cursos, os quais já são ministrados pela instituição nas cidades do interior.
Pois então senhores parlamentares!! O eleitorado acadêmico está aumentando, e já fazem diferença nas urnas.
 
carlos alberto em 07/06/2011 05:33:01
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