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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

29/06/2018 15:37

Diagnósticos de diabetes em homens aumentam em 115% na Capital

Dados da Vigitel revelam que a cidade possui um dos maiores índices da doença no País.

Anahi Gurgel
Teste para medição e diagnóstico de diabetes é realizado nesta tarde (29), em Campo Grande, onde o indice da doença é um dos mais altos do País. (Foto: Fernando Antunes)Teste para medição e diagnóstico de diabetes é realizado nesta tarde (29), em Campo Grande, onde o indice da doença é um dos mais altos do País. (Foto: Fernando Antunes)

Em onze anos, o percentual dos homens com diabetes em Campo Grande aumentou em preocupantes 115,7%, segundo dados da Pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), divulgados nesta quinta-feira (28). Entre 2016 e 2017, o número de diabéticos na Capital saltou de 3,8% para 8,2%, uma das maiores taxas de diagnósticos positivos da doença em todo o País.

O levantamento inédito foi realizado em alusão ao Dia Nacional de Controle do Diabetes, celebrado em 27 de junho.

O percentual da doença entres os homens mais que dobrou mas, entre as mulheres, os resultados também são alarmantes. O aumento em onze anos foi de 62,2%. Contemplando ambos os sexos, os números projetam Campo Grande a um elevado patamar da enfermidade em nível nacional: 7,7%.

O Vigitel é uma pesquisa telefônica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados à saúde. Entre fevereiro e dezembro de 2017, foram entrevistadas mais de 53 mil pessoas por telefone.

Coxinha é opção de campo-grandense, na tarde de hoje (29). Escolha, digamos, nada saudável. (Foto: Fernando Antunes)Coxinha é opção de campo-grandense, na tarde de hoje (29). Escolha, digamos, nada saudável. (Foto: Fernando Antunes)

A capital sul-matogrossense, considerando o diagnóstico de homens com diabetes em 2017 nas outras regiões do País, só fica atrás de Boa Vista (8,1%), Belo Horizonte (8,2%) e Porto Alegre (8%).

Já entre as mulheres, a capital sul-mato-grossense foi a 13º com o menor percentual da doença.

Os dados da pesquisa têm o objetivo de monitorar fatores de risco para doenças crônicas e qualidade de vida do brasileiro, bem como alertar a população para cuidados essenciais com a saúde, até porque diabetes, hipertensão e o colesterol alto podem ser evitados com alimentação adequada e a prática de exercícios físicos.

Em Mato Grosso do Sul, mais de 4,7 mil pessoas morreram vítimas de diabetes entre 2010 e 2016, segundo o SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), um aumento de 36,7% no período. A estatística revela que passou de 591 falecimentos para 806, em 2016. Também aumentou a quantidade de internações, de 3.935 para 3.991, entre 2010 e 2016.

O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece tratamento gratuito às pessoas com diagnóstico positivo para diabetes. Os pacientes têm acesso à serviços que vão desde prevenção e detecção, até controle e fornecimento de medicamentos, como insulina, cloridrato de metformina, glibenclamida, reagentes e seringas.



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