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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

27/06/2019 11:53

Disputa “predatória” e perda de R$ 76 milhões pressionam contrato de ônibus

Consórcio Guaicurus, que gera mais de 1.500 empregos diretos, informa atuar no limite das forças econômicas

Aline dos Santos
Em 2018, foram 14 milhões de viagens gratuitas de ônibus na Capital.  (Foto: Henrique Kawaminami)Em 2018, foram 14 milhões de viagens gratuitas de ônibus na Capital. (Foto: Henrique Kawaminami)

O Consórcio Guaicurus aponta que o contrato 330/12, firmado com a prefeitura de Campo Grande e que regula o transporte coletivo, é pressionado por perdas de R$ 76 milhões em seis anos, concorrência “predatória” e a ausência de novos terminais e corredores para ônibus.

“O poder público não investiu em novos terminais, não criou corredor exclusivo, não tem fiscalizado aplicativos e tem aumentado o número de gratuidades. Neste cenário, o consórcio está requerendo ao poder público e à Justiça um aditivo ao contrato para corrigir esse desequilíbrio, que tem causado muitas dificuldades”, afirma o advogado André Borges, assessor jurídico do Consórcio Guaicurus.

Os problemas foram apresentados à Justiça num pedido de perícia e documentos também foram encaminhados pela empresa ao MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). 

No quesito obras, a implantação de quatro terminais – Cafezal, Tiradentes, Parati e São Francisco – resultaria, mesmo com a projeção de aumento de passageiros, numa redução de 12 ônibus, correspondendo a menos 55.079 quilômetros rodados por mês.

Já os 58 quilômetros de corredor exclusivo para ônibus, dotados com semáforos inteligentes e pontos de paradas a cada 400 metros, significariam ganho de 25% no tempo médio da viagem. A infraestrutura ainda não foi implantada.

Perdas – O contrato previa aumento anual do IPK (Índice de Passageiros por Quilômetro). A projeção era índice de 1,5, mas o IPK atual é de 1,3. Em seis anos, de 2012 a 2018, a redução de passageiro foi de 9,7 milhões. No mesmo período, a perda financeira chegou a R$ 76,5 milhões, conforme dados de estudo de viabilidade econômica realizado em março pela Maxvalor Consultoria e Treinamento. 

No momento, oficialmente, o consórcio pede aditivo no contrato , afirma André Borges. (Foto: Liniker Ribeiro)"No momento, oficialmente, o consórcio pede aditivo no contrato ", afirma André Borges. (Foto: Liniker Ribeiro)

O estudo traça hipóteses para a redução no número de passageiros: queda na velocidade média dos veículos, com aumento do tempo de viagem e reflexo na pontualidade; meios individuais de transporte (motos e aplicativos); e insegurança dos passageiros nos pontos e terminais.

Conforme Borges, o estudo técnico é preliminar e terá conferência da Agereg (Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos). “No momento, oficialmente, o consórcio pede aditivo no contrato de concessão, genericamente. Porque eventual desequilíbrio e até mesmo prejuízo serão apontados apenas no final”.

Predatória - O Consórcio Guaicurus, que gera mais de 1.500 empregos diretos, informa atuar no limite das forças econômicas. É citada concorrência predatória com transporte por aplicativos, que não oferecem gratuidade. Enquanto os ônibus contabilizaram 14 milhões de viagens gratuitas em 2018. Por dia, o total de passageiros é de 200 mil.



Porque insistir nestes terminais? Deveriam fechar TODOS e permitir mudar de linha em qualquer cruzamento. Desta forma o usuario chega bem mais rapido, e o numero de km-passageiro rodado para realizar o transporte cai drasticamente. Com passe eletronico isso funciona facilmente, e ainda dá para introduzir tarifas diferenciadas, por exemplo para 15 min., 30 min., 45 min ou uma hora de viagem. Pode mudar de linha enquanto passe ainda é valido. Ai, monte linhas radiais (centro-bairro v.v.) e circulares e todo funciona bem melhor. Da mesma forma que funciona nas grandes cidades europeus. Sistema com terminais só faz que passageiro precisa andar mais (km, diesel, motorista = $$) e gasta mais tempo, o que o faz procurar alternativas como o Uber. Adequa o sistema já!
 
marc em 27/06/2019 19:19:28
Tadinho dos empresários.
To morrendo de dó.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Isso é que podemos chamar de "conversa pra boi dormir".
 
Critico em 27/06/2019 13:33:12
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