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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

10/08/2018 09:56

Dona de prostíbulo paga fiança de R$ 9 mil e vai usar tornozeleira

Casa de prostituição foi fechada no bairro Itanhangá Park na terça-feira, dia 7. O caso é investigado pela Deops

Geisy Garnes
Casa de prostituição de luxo funcionava no Itanhangá Park (Foto: Redes sociais)Casa de prostituição de luxo funcionava no Itanhangá Park (Foto: Redes sociais)

A proprietária da casa de prostituição fechada pela polícia na noite de terça-feira (7) no bairro Itanhangá Park - ganhou a liberdade após pagar fiança de R$ 9.540. Meridiana Fátima Inácio Menezes, conhecida como Dani Gaúcha, de 29 anos, ainda precisou colocar tornozeleira eletrônica e foi proibida de sair da cidade sem ordem judicial.

Conforme apurada pela reportagem, o advogado da mulher entrou com o pedido de liberdade antes mesmo que a cliente passasse por audiência de custódia. Na quarta-feira, dia 8, o juiz de plantão, Carlos Alberto Garcete de Almeida, concedeu a liberdade e decretou o pagamento de 10 salários mínimos, mais o uso de tornozeleira por seis meses.

O juiz também proibiu Dani Gaúcha de sair da cidade sem autorização judicial. O valor de R$ 9.540 foi pago e a suspeito compareceu ao Patronato Penitenciário de Campo Grande nesta quinta-feira (9) para colocar a tornozeleira.

Mesmo em liberdade, Dani Gaúcha foi intimada a comparecer em audiência de custódia desta sexta-feira (10), no Fórum de Campo Grande. A medida também foi determinada pelo juiz, para esclarecer as condições da prisão.

Dani Gaúcha vai responder pelo artigo 229 do código penal - manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual.

Entenda - Foi através de denúncias feitas por moradores da região que equipes da Depos (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) chegaram a mansão localizada em um dos bairros mais nobres de Campo Grande. No local, foram apreendidos vasto material que comprova o controle da proprietária sobre as finanças da casa.

O estabelecimento de luxo funcionava com alvará para “atividades estéticas e outros serviços e cuidados com a beleza”. Segundo o delegado Paulo Henrique Sá, responsável pelo caso, Dani Gaúcha cobrava aluguel pelos quartos e trabalhava com garotas de programa freelancer, que cobravam R$ 200 a hora.

Em um caderno, Dani marcava em que quarto cada garota de programa estava e com quem, registrava o consumo dos clientes e ainda usava cronômetros para controlar o tempo dos programas.



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