A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

24/01/2011 10:08

Dona do prédio da conveniência diz que problema é entre moradores e Polícia

Ricardo Campos Jr.

Mulher diz ouvir reclamações de moradores quando vai ao local

Apesar da presença da Polícia em certas ocasiões e a promessa de intensificar a fiscalização no local, frequentadores parecem não se intimidar. Apesar da presença da Polícia em certas ocasiões e a promessa de intensificar a fiscalização no local, frequentadores parecem não se intimidar.
Após a batida da PM, movimento na conveniência dispersou mas foi retomado horas depois. Pelam manhã uma pessoa morreu a tiros no local (Foto: João Garrigó)Após a "batida" da PM, movimento na conveniência dispersou mas foi retomado horas depois. Pelam manhã uma pessoa morreu a tiros no local (Foto: João Garrigó)

A dona do prédio onde funciona a conveniência Jarrão, no cruzamento da rua Guararapes com a avenida Marechal Deodoro, no bairro Coophamat, disse não morar na região e vai ao local somente receber o aluguel. A mulher não quis ser identificada e falou que o problema da bagunça, som alto e violência é entre moradores, proprietário do estabelecimento e Polícia.

“Eu não tenho culpa. Eu não posso tirar ele na marra. Ele paga o aluguel direito. O que eu posso fazer? A gente aluga pensando que é uma coisa e é outra.”, disse a dona do prédio.

Conhecida por algumas pessoas que moram ao redor do problema, a mulher conta que escuta reclamações sempre que vai ao bairro receber o aluguel do responsável pela conveniência, identificado apenas como Wilian. Ela garante que conversa com ele sobre as reivindicações, apesar de não cobrar dele solução para a baderna.

A resposta, segundo ela, é sempre a mesma. “Eu já falei com ele esses dias que a vizinha me parou. Ele fala que a turma que chega lá que faz bagunça. É o som dos carros na rua”, conta a dona do prédio.

Cansada dos moradores revoltados que a procuram, a proprietária do local onde funciona a conveniência disse que vai tentar dialogar com Wilian novamente. “Eu vou lá falar com ele hoje”, comprometeu-se.

A dona do prédio disse ainda que a solução do problema, para ela, é uma questão de tranquilidade. “Eu acho que tem que parar porque pelo menos me deixam em paz”.

Aglomeração - O Campo Grande News esteve na conveniência do Jarrão na madrugada de ontem (22). Havia cerca de 200 pessoas e quase 30 carros estacionados nas proximidades que tocavam música alta.

Alguns faziam fila no estabelecimento para comprar cerveja e outros transitavam com garrafas de vodka e uísque. Motociclistas circulavam sem capacete, alguns, aparentando serem adolescentes.

O Campo Grande News tentou contato com Wilian, o dono da conveniência Jarrão, para esclarecimentos. No entanto, o número que aparece na fachada do prédio não existe.

Moradores também reclamam do lixo que amanhece no local após a rave em frente à conveniência. (Foto: João Garrigó)Moradores também reclamam do lixo que amanhece no local após a "rave" em frente à conveniência. (Foto: João Garrigó)

Moradores relatam que é comum ver mulheres dançando em cima de carros insinuando-se para os demais por vezes às 6h30 da manhã. Carros parados nos dois lados da Guararapes impedem a passagem de veículos, pessoas atravessam a rua sem notar o tráfego e condutores precisam de perspicácia para não provocar atropelamentos.

A Polícia faz ações no local em certas ocasiões e promete intensificar a presença na conveniência. No entanto, os frequentadores parecem não se intimidar. Um rapaz confessou ao Campo Grande News: “A Polícia veio aqui na quinta-feira, com bomba (de efeito moral) e tudo e o pessoal nem ligou. Na sexta voltou tudo de novo. Aqui ferve mesmo”, disse, entusiasmado com o movimento.

Por volta das 2h30 uma equipe da PM (Polícia Militar) foi ao local. O movimento dispersou. Alguns foram revistados. Os policiais disseram que há pelo menos 3 finais de semana moradores fazer reclamações sobre a baderna pelo 190.

Entretanto, após a saída da PM, o movimento foi retomado e Leonardo da Silva de Oliveira, de 24 anos, foi baleado já na manhã daquele dia.

Festa em via pública - Uma moradora do bairro Coophamat, que não quis ser identificada, contou que passava pela Marechal Deodoro instantes depois da presença da PM na conveniência Jarrão. Aparentemente, segundo ela, os jovens apenas mudaram a festa de lugar.

Pouco antes da conveniência, em um posto de combustível que fica no trevo Imbirussú, a cena se repetia. Aglomeração de pessoas, som alto, e carros estacionados no meio da avenida. “Só tinha uma pista para passar. Fiquei com medo. Tinha gente no canteiro, tinha gente no trevo, no posto e do outro lado da rua. Eram muitas pessoas.”, disse a moradora.

Quando a rotina do bairro começa, pela manhã, os moradores se deparam com a conveniência fechada e lixo espalhado pelo chão. Copos de cerveja, papéis e até mesmo camisinhas são vistas no lugar.

Moradores denunciam, inclusive, que é comum ver cenas de sexo entre os frequentadores da conveniência e pessoas usando drogas.

Brinquedos feitos por detentos são doados para crianças em escola
Parceria feita entre a a Semed (Secretaria Municipal de Educação) e a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) garantiu ne...
Falta de pagamento faz prefeitura suspender hemogramas na rede pública
A falta de pagamento para um fornecedor de insumos fez com que a prefeitura de Campo Grande suspendesse a partir desta quarta-feira (13) a realização...


Se a policia acha uma coisa ruim ficar na rua ate de madrugada a prefeitura deveria arrumar um jeito de arrumar algum lugar apropriado para jovens se divertirem sem ter que fikar correndo da policia e tomando tiro de pimenta para dispersar os jovens po deveria termais respeito pois muitos desses jovens trabalha e tem o direito de se divertir. desde ja obrigado abraços
 
wagner em 02/04/2011 04:12:04
MUITAS PESSOAS QUE CRITICARAM A POLICIA INCLUSIVEL AQUELE QUE FEZ A RECLAÇAO NA CORREGEDORIA AGORA DEVE TER PERCEBIDO QUE A POLICIA ESTAVA CERTO
 
CARLOS MARQUES em 29/01/2011 10:08:27
Este tipo de problema existe em praticamente todos os bairros de campo grande,eu creio que a população deveria estar cobrando da DEOPS ,que é a delegacia responsável de dar alvará para que estes tipos de comércios funcionem.Uma vez conprovada a perturbação do sossego este alvará deveria ser cassado.talvez não seja culpa do comerciante,mas os moradores da região estão sendo prejudicados com a baderna,sendo assim ,as autoridades competentes deveriam tomar providencias sob pena de responderem por prevaricação.Ou estão esperando que um pai de familia mate ou morra,para só depois tomar as providencias que o fato requer.
 
NILSON FRANCO DE OLIVEIRA em 24/01/2011 12:35:26
Esta questão é grave, necessita de constante atuação da Policia Militar que tem a obrigação constitucional de zelar pelo policiamento preventivo, como estes casos de aglomeração de pessoas, sobretudo, ingerindo bebida alcoolica e perturbando o sossego público, ADEMAIS, dever-se-ia cumprir as letras da denominada e encantada lei SECA de autoria municipal, que fez tanto aue na sua implantação e agora é letra morta, de nada servindo pois encontramos butequins aberto a noite toda em todos lugares da capital, somente alguns pagaram caro por esta lei no momento da sua publicação, mas a violência efetivamente não diminuiu, como previram seus autores, criando mais um embaraço para quem gostaria de trabalhar e favorecendo a corrupção .........
 
Valter de Oliveira em 24/01/2011 11:56:40
Como se fosse só lá na Coophamat, quem mora no Guanandy além de suportar a bagunça do Jarrão , tem a conveniencia do Guanandy na Marechal Deodoro e Posto Fic que também fica na Marechal Deodoro. Não vejo a Hora de mudar desse inferno, passa na Manoel da Costa Lima depois das 23:00 hs nas proximidades do posto de saúde 24 hs do Guannady, aí sim você vai ver o que é feio, adlosecentes se esfregando em homens mais velhos, fora ou dentro de carros é um absurdo cadê o conselho tutelar? tem meninas mais ou menos de 12 anos lá e é todos os finais de semana, teve diversas reclamações e continua a mesma coisa.
 
EDNALVA ANDRADE em 24/01/2011 11:00:42
Gente não podemos agir assim, vamos deixar nossos jovens se divertirem, afinal não há outros "ponts" de diversão para a galera dos Bairros e Periferias de Campo Grande, sobram as conveniências....Infelizmente muitos pensam assim!!!
É um absurdo tudo isto!!!!!
Fico pensando onde estão os pais dessas meninas que se submetem a este tipo de comportamento, é o fim dos tempos mesmo, a policia tem que pegar pesado e enquadrar todo mundo independente de idade, afinal são todos marginais que ficam perturbando a vida dos moradores nestas localidades.
Na minha opinião vejo que não é culpa do dono do estabelecimento, uma vez que ele está trabalhando para poder se sustentar, também não tem como agir no meio desse multidão de baderneiros, como mencionado na propria reportagem há mais de 200 pessoas no local o que torna-se inviável ao dono do local "pedir" para que esse povo já para outro lugar, do jeito que são ainda é capaz de bater no pobre do dono do Bar.
Infelizmente caberá a policia trabalhar arduamente nestas localidades a fim de evitar essa baixaria, por mais que a bagunça volte como mencionado pelo proprio morador do bairro, as pessoas acabam ficando com medo de voltarem ao local, por isto penso que a policia tem que "chegar- chegando"!!!
Ow baixaria viuuuu, é triste tudo isto!!!
 
Sandiely Alameirão Silva em 24/01/2011 03:42:22
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions