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Capital

Dono de açougue no Caiobá é preso com carne vencida e de caça

Local opera de forma irregular e foi interditado pela Decon

Izabela Cavalcanti e Bruna Marques | 11/05/2023 11:37


Açougue do mercado Molina e a marmitaria Sabor D'hora, localizados no Portal Caiobá, foram interditados após a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) encontrar carne bovina vencida e possível carne de paca e pato.

O proprietário dos dois locais, de 50 anos, foi preso em flagrante por cometer o crime de vender produto de desacordo com a legislação legal e por crime contra o meio ambiente.

Conforme explica o delegado Reginaldo Salomão, titular da Decon, a denúncia foi recebida por meio do Instagram. Foi descoberto também que ele fracionava carne e produzia linguiça sem autorização legal. Além disso, ele não tem o registro no SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e nem responsável técnico pelo açougue. Todos os alvarás estavam vencidos, segundo o delegado.

“Nas buscas, encontramos carne de caça proibida por lei, a princípio se trata de paca e pato. Vai ser encaminhado para perícia, vamos pedir o DNA. A paca só dá um filhote a cada dez meses e a caça dela é proibida. É um crime ambiental e não tem fiança”, explicou Salomão.

Em relação ao estabelecimento que vende marmitas, o sistema de gás é ilegal, não indicado pelo Corpo de Bombeiros e pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o que pode ocasionar risco de incêndio.

“Encontramos bastante linguiça que ele produzia, carne bovina sem aparência organoléptica, ou seja, ela estava vencida e escura, além da carne de caça. Tinha carne de carneiro temperada, fracionada, e não pode. Os alvarás estão todos vencidos. Quando chegou a denúncia, fizemos buscas no cardápio e por isso eu tenho certeza que o carneiro era fornecido na marmitaria”, pontuou.

A ação da Decon é em conjunto com a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e o Procon Estadual. A perícia também estava no local. Neste mês, já foram identificados, pelo menos, outros dois açougues com carne estragada.

A equipe de reportagem entrou em contato com um número disponível na internet, mas as ligações não completaram. Os funcionários do mercado não quiseram falar.

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