Dupla presa por furtar casa de desembargador confessa ao menos seis crimes
Suspeitos disseram à polícia que tocavam a campainha e invadiam casas de alto padrão quando ninguém atendia
Dois homens, de 20 e 23 anos, foram presos pela Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos), acusados de participarem do furto à casa do desembargador João Batista da Costa Marques, de 80 anos, ocorrido em 3 de maio, no Jardim Autonomista. A dupla também é acusada de envolvimento em diversos furtos registrados nas últimas semanas nas regiões do Giocondo Orsi, Vila Rica e Vila Célia.
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Dois homens de 20 e 23 anos foram presos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos por furtos na zona norte de Campo Grande, incluindo à casa de um desembargador. A dupla confessou ao menos seis crimes e usava ferramentas para romper dispositivos de segurança em imóveis vazios, levando joias, dinheiro e armas. Os suspeitos têm extensa ficha criminal e os itens furtados eram repassados a receptadores ainda identificados.
De acordo com o delegado da especializada, Edgard Punsky, foi identificado um padrão de atuação dos autores dos crimes na região norte da Capital. "Eles escolhiam imóveis vazios e subtraíam objetos de valor, como joias, dinheiro, armas, relógios e, em alguns casos, eletrônicos", detalhou. Segundo as investigações, os itens furtados eram repassados a receptadores, que ainda estão sendo identificados.
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A partir da identificação desse padrão, a delegacia intensificou as investigações e conseguiu chegar aos suspeitos. "Depois de descobrir o paradeiro deles, deflagramos uma operação nas primeiras horas desta sexta-feira e efetuamos as prisões", afirmou o delegado.
Durante os interrogatórios, a dupla confessou participação em pelo menos seis furtos. Entre os crimes admitidos está o praticado na residência do desembargador do Tribunal Regional Eleitoral. No local, os suspeitos levaram um telefone celular e um par de abotoaduras. À polícia, informaram que as peças foram descartadas por acreditarem que não possuíam valor significativo.
Conforme os depoimentos, os suspeitos escolhiam as residências de forma aleatória, priorizando imóveis de padrão mais elevado. "Eles costumavam tocar a campainha para verificar se havia moradores no local e, quando não obtinham resposta, invadiam os imóveis utilizando ferramentas para romper cercas elétricas, portões e outros dispositivos de segurança", explicou Edgard.
Os dois possuem extensa ficha criminal por crimes patrimoniais e já haviam sido presos pela Derf em outras ocasiões. Ainda segundo o delegado, as investigações apontam a participação deles em outros furtos registrados neste ano. "Dois envolvidos já estavam presos e o terceiro investigado pendente de captura foi justamente um dos detidos nesta operação", concluiu.re
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