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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

27/07/2018 19:39

Eclipse dura pouco, grupo não vê lua vermelha, mas experiência empolga

O eclipse de hoje, que durou aproximadamente uma hora e 43 minutos, é considerado o maior do século.

Liniker Ribeiro
Uma das fases da lua durante eclipse desta sexta-feira (Foto: Paulo Francis) Uma das fases da lua durante eclipse desta sexta-feira (Foto: Paulo Francis)
Pequeno Rafael Gomes Brites, de 5 anos (Foto: Paulo Francis) Pequeno Rafael Gomes Brites, de 5 anos (Foto: Paulo Francis)

O eclipse lunar não durou muito tempo no céu de Campo Grande e, mesmo assim, conseguiu reunir diversos curiosos que estavam na expectativa de acompanhar o fenômeno. A cor avermelhada, provocada pela chamada "lua de sangue" - que pôde ser vista em algumas regiões do país - também não contemplou os sul-mato-grossenses, ao menos não aqueles esperavam ver a olho nu.

"Queria ver ela bem avermelhada, uma pena que não deu. Mas também, ela ficou muito tempo escondida no horizonte", avaliou dona Neusa, aposentada que foi acompanhada do marido ate o espaço Sesc Cultura, na Avenida Afonso Pena. No local, pelo menos 50 pessoas acompanhavam o fenômeno.

Mas o fato da cor não ter ficado avermelhada, não tirou o brilho da ocasião. Para a analista judiciária Érika Britez, o momento foi a oportunidade perfeita para agradar o filho, Rafael Gomes Brites, de 5 anos. "Ele [o filho] é fissurado por tudo isso, então achei a ocasião ideal para trazer ele", revelou.

Mãe e filha abraçadas acompanhando eclipse da lua; atrás, homem acompanhado de criança observa fenômeno (Foto: Paulo Francis) Mãe e filha abraçadas acompanhando eclipse da lua; atrás, homem acompanhado de criança observa fenômeno (Foto: Paulo Francis)

E animação foi o que não faltou para o pequeno. "Eu gosto muito dos planetas e das estrelas e queria ver a lua vermelha", afirmou Rafael, tendo que se contentar em ver apenas o eclipse.

A psicóloga Meire da Fonseca Bifon, de 48 anos, também aproveitou para levar a filha para acompanhar o fenômeno. "É um aprendizado e uma oportunidade de acompanhar e apresentar para as crianças. Fora que conhecimento é essencial para todos", avalia. A filha, Hilushka Bifon, também gostou. "Eu até fiz amigos aqui e está sendo bem legal", comemorou.

Na opinião de quem está acostumado com o mundo da física, o dia entrará para a história. "Isso é sensacional, como físico então é magnífico. Fora que ver que essa ocasião desperta o interesse de todos, principalmente das crianças, torna tudo ainda mais satisfatório", revela o professor Paulo Souza da Silva, de 51 anos. Junto de uma professora e três alunos, eles vieram de Dourados para Campo Grande e apresentam um observatório para visitantes, na cidade.

O eclipse de hoje, que durou aproximadamente uma hora e 43 minutos, é considerado o maior do século. A medida do fenômeno costuma ser entre 60 e 80 minutos de duração.



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