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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

23/08/2013 07:00

Em 114 anos de história, o dia em que o mundo acabou e o trem assassino

O Campo Grande News volta no tempo para contar as tragédias que marcaram a cidade

Aline dos Santos
Há 22 anos: explosão arrastou Fusca e destruiu casas. (Foto: Reprodução)Há 22 anos: explosão arrastou Fusca e destruiu casas. (Foto: Reprodução)
Em 114 anos de história, o dia em que o mundo acabou e o trem assassino

Um estrondo rompeu o silêncio da madrugada na Vila Jacy. Era 25 de outubro de 1990 e para quem despertou sobressaltado não restava dúvidas: o fim do mundo havia chegado a Campo Grande.

Foi preciso muitas horas, histeria, susto e pânico para constatar que a explosão que sacudiu o bairro e foi sentida em outras regiões da cidade não se tratava de ataque terrorista de Saddam Hussein nem de queda de avião ou do apocalipse.

O epicentro foi o depósito clandestino Caderfogos, que conforme divulgado à época, escondia uma tonelada de pólvora utilizada para fabricação de morteiros e fogos de artifícios. Passados 22 anos, Ione Fuji recorda o terror vivido nas primeiras horas daquela quinta-feira.

“Estava em casa com meus dois filhos, quando ouvi um barulho. Achei que era a fiação elétrica. Mas, depois, caiu o lustre do quarto, depois, da sala. A casa começou a tremer”, relata Ione, 66 anos. Ela mora há 38 anos na Rua Brigadeiro Tobias, a uma quadra do local da explosão.

Enérgica, recolheu os filhos e pensou em sair. Contudo, ao abrir as portas viu pedaços das casas caindo com a força da explosão. O único recurso foi se esconder debaixo  de uma mesa. “Pensei até que era o Saddam Hussein. Só depois que lembrei do depósito de fogos”, conta. Na época, o mundo acompanhava a tensão entre Iraque e Kuwait, no Oriente Médio.

Cenário de destruição levou a boatos de queda de avião ao fim do mundo. (Foto: Reprodução)Cenário de destruição levou a boatos de queda de avião ao fim do mundo. (Foto: Reprodução)

O desespero levou uma multidão sem rumo para a rua. “Era mulher passando de camisola, homem de cueca, criança correndo”, relata Ione. Com as lembranças ainda frescas na memória, ela conta que nem teria como esquecer. Na época, enfrentava uma turbulência pessoal, agravada pela explosão. “Tinha acabado de me separar. Estava desempregada, sem dinheiro e sem-teto”, rememora. Com o impacto, o telhado da casa caiu.

“Os vidros do vitrô caíram para o lado de fora da casa. Um engenheiro explicou que foi efeito da pólvora”, relata. Duas décadas depois, as casas das imediações sofrem com afundamentos do solo e rachaduras. “Faço reforma todo ano. Quem sabe, não compra casa aqui. Geralmente, vendem para paulista”, diz.

Um Fusca despedaçado – A explosão, por milagre, não deixou feridos. A única vítima fatal foi um cachorro, mas a lembrança mais marcante é a de um Fusca vermelho que atravessou dois muros e foi parar dentro de uma igreja. O inusitado da cena é recordada por Maria Barbosa da Costa, 79 anos, mãe do proprietário do carro. O fusquinha acabou no ferro-velho. Já as fotos e o jornal ficaram para a posteridade.

“Foi uma noite quente, difícil de dormir. De repente, escutei um barulho, pipoco, pipoco e não sabia o que era. Na hora, a gente pensou que o mundo acabou”, relata Maria, cuja casa era bem próxima ao depósito. Parte do imóvel ficou destruída e móveis foram queimados. “Queimou o enxoval das meninas, tudo dentro do guarda-roupa”. Na hora do susto, ela e mais cinco pessoas buscaram proteção no banheiro, de onde foram retirados pelos bombeiros.

 

Ione conta que rachaduras constantes são heranças de explosão ocorrida há duas décadas. (Foto: Marcos Ermínio)Ione conta que rachaduras constantes são heranças de explosão ocorrida há duas décadas. (Foto: Marcos Ermínio)
Família guardou jornal para a posteridade. (Foto: Reprodução)Família guardou jornal para a posteridade. (Foto: Reprodução)

No mais, foi agradecer a Deus pela sorte de estarem vivos e contabilizar prejuízos. Roseni Barbosa da Costa, 45 anos, lembra que foi por pouco. “O guarda da escola salvou minha sobrinha quando o fogo já tinha chegado no colchão onde ela dormia”, diz. Os moradores contam que não receberam indenização. “Já ficou sem nada. Não tinha dinheiro para pagar advogado”, afirma Roseni. Foram 154 pessoas afetadas. Hoje, o depósito virou uma residência.

Tenebroso – Pedaços de parede no meio da rua, pessoas chegando em busca de parentes, a descrença de que tamanho estrago não tivesse feito vítimas e um clima histérico no ar. O quadro compõe as memórias do capitão Lenirdo Pedroso Almeida, do Corpo de Bombeiros.

“Foi uma noite quente, difícil de dormir. De repente, escutei um barulho, pipoco, pipoco e não sabia o que era. Na hora, a gente pensou que o mundo acabou”, conta Maria. (Foto: Marcos Ermínio)“Foi uma noite quente, difícil de dormir. De repente, escutei um barulho, pipoco, pipoco e não sabia o que era. Na hora, a gente pensou que o mundo acabou”, conta Maria. (Foto: Marcos Ermínio)

De folga e em casa, no bairro Aero Rancho, ele ouviu e sentiu o impacto da explosão. Depois de obter as primeiras informações com a central, rumou para o local com outro colega de profissão. “Chegamos junto com a primeira viatura. Era muita destruição. As pessoas em pânico, o risco de desabamento”, relata.

Foram horas de apreensão. “Era tenebroso. As pessoas corriam desesperadas. Graças a Deus não houve vítimas. Mas, no começo, as pessoas não acreditavam”, conta. Naquela época, o procedimento de socorro era outro. Sem macas, as pessoas eram retiradas no colo. “Isolamento, como? Não tinha como impedir uma mãe à procura do filho de entrar em casa”, rememora.

Seis anos depois, já lotado no centro de operações, o capitão Pedroso foi testemunha, desta vez à distância, da maior tragédia recente da história de Campo Grande. Entrava em cena o trem assassino.

Sete mortes nos trilhos – Onze vagões desgovernados bateram em ônibus, caminhão-guincho e carro em 29 de março de 1996, uma fatídica sexta-feira nos 114 anos de história da cidade. Soltos e carregados com soja, os vagões percorreram oito quilômetros entre a estação Manoel Brandão até a avenida Afonso Pena. No caminho, sete mortes e 31 feridos.

“Eles passaram pela passagem de nível da avenida Costa e Silva onde atropelaram e arrastaram um ônibus da linha Roselândia, matando cinco passageiros, em seguida, já com velocidade de 100km/h, passaram sobre um caminhão-guincho, esmagando o motorista Ageu Nascimento”, informa a edição de 30/31 de março de 1996 do jornal Correio do Estado. A sétima vítima morreu depois.

A tragédia estampada na capa de jornal A tragédia estampada na capa de jornal

Do ônibus, seis mulheres morreram: Vilma da Silva, 30 anos; Maria Alice Raimundo, 46 anos, Cláudia Regina Dias Vianna, 19 anos; Elisabete Oliveira, 39 anos; Sandra Maria Espíndola, 35 anos; e Zenaide Pereira Dias, 41 anos.

Próximo ao Parque Laucídio Coelho, testemunha relatou que o mecânico Ageu Nascimento atravessava os trilhos com cuidado. Porém não conseguiu evitar o acidente, morrendo na hora. O caminhão F-400 rebocava uma Saveiro, que levantou voo e foi parar a mais de cem metros.

No trajeto, a composição ainda colidiu com um Monza, na rua 15 de Novembro. O terror só cessou quando três vagões descarrilaram perto da Afonso Pena.

“Na época, chegou a notícia dede que um trem tinha pegado um ônibus na Costa e Silva, perto do Atacadão”, conta o fotógrafo Izaías Medeiros, que registrou as imagens que no dia seguinte iria desconcertar os campo-grandenses. “Foram 14 anos de jornalismo diário e foi a maior tragédia, em número de mortos, que já fotografei dentro da cidade”.

De imediato, a quantidade de feridos acabou com o estoque de sangue do HU (Hospital Universitário). Na região do Centro, o congestionamento durou cinco horas. Nos dias seguintes, novos desdobramentos.

Sobre o motivo do acidente, foi apontado de sabotagem à negligência. A tragédia reacendeu o pedido, que já perdurava desde a década de 1960 para a retirada dos trilhos do perímetro urbano, medida que só foi concretizada em 2004.



Se acidentes justificassem sepultar vias públicas, como usou-se para tirar a Estrada De Ferro em Campo Grande, teríamos que acabar com tôdas ruas, avenidas onde morrem DIUTURNAMENTE milhares de pessoas. Re-construiriamos as matas e os rios e andaríamos a pé ou em cima de animais! seriao lado bom; o ruím é que voltaríamos a carregar muito peso nos nossos lombos....
 
OswaldoRodrigues em 23/08/2013 14:45:40
PARA QUEM ESCREVEU "MEUS SENTIMENTOS DAS PERDAS DAS VIDAS NESSA TRAGEDIA" SO PARA LEMBRAR NINGUEM MORREU NESSA ESPLOSAO, SOMENTE O PASTOR ALEMAO QUE CUIDAVA O PREDEIO....
 
VICENTE GONÇALVES em 23/08/2013 14:09:32
Eu pensei que fera um avião que havia caído.
Eu Morava na Coophavila II e senti em meu quarto a explosão e o tremor, saí para fora e a vizinhança estavam todas fora de suas casas....quando olhamos em direção ao centro da cidade vimos a fumaceira. Um vizinho me convidou para irmos de carro ver o que havia ocorrido (era madrugada) e chegamos lá e já estava cheio de bombeiros e interditado. Foi aí que descobrimos que se tratava de uma explosão.Eu rinha 19 anos na época.
 
Fabio Nogueira em 23/08/2013 13:13:07
A explosão da Caderfogos foi e é até hoje um belo exemplo de desrespeito do poder público com o cidadão, vivemos momentos de terror naquele dia onde apenas 2 quadras separava minha casa daquele maldito depósito de polvora que acabou com nossa casa, e até hoje nada foi feito e nunca será feito pelo poder público que fez vistas grossas e deixou todos na mão sem que nenhuma casa fosse arrumada. Uma verdadeira vergonha!.
 
Hueber Bueno em 23/08/2013 12:14:26
Deixo aqui os meus sentimentos a todos que perderam pessoas importantes em suas vidas, nessas tragédias que ocorreram em nossa bela cidade. Eu perdi uma prima (Cláudia Regina Dias Vianna) e uma tia (Zenaide Pereira Dias), e até hoje minha família ainda sente a falta dessas pessoas queridas. Deixo aqui um grande abraço a meus primos Cláudio, Cleonice e Silvana, e também ao meu tio e padrinho Edivaldo. Que Deus continue vos abençoando e consolando sempre, e que a dor da perda se transforme em doces lembranças com o passar do tempo.
 
Arisvaldo Dias Rodrigues em 23/08/2013 11:23:32
Me lembro que passei pelo ônibus com a parte traseira destruída, as pessoas ainda forçavam a porta traseira pra saírem, ambulâncias levavam várias vítimas ao mesmo tempo, e também corpos eram retirados no momento, foi um dia de terror, aquela imagem ficou na memória até hoje, foi muito forte, eu tinha 15 anos estava voltando de um treino de bike na saída para São Paulo.
 
Junior Ferreira em 23/08/2013 10:45:53
Este "acidente" dos vagões ninguém explica até hoje. Os vagões andaram um longo percurso sozinhos provocaram um terrível acidente e o culpado não foi encontrado. Mas incrível coincidência, era tudo o que o prefeito na época precisava para por em prática seu plano de arrancar os trilhos e com eles grande parte da nossa história,e assim o fez, para tristeza de muitos e prejuízo da nossa cidade se utilizou desta tragédia e numa madrugada põe em prática seu capricho.
Que isso sirva de alerta e que não permitamos mais que administradores míopes manipule informações e se utilize de expedientes questionáveis para fazer da nossa cidade o que bem entendem.
 
Marcos Carmago em 23/08/2013 10:44:07
Bela matéria, o Campo Grande News tem acesso a muita informação sobre a nossa cidade, vocês podiam fazer um especial de um mês colocando as melhores passagens que Campo Grande vivenciou nestes 114 anos, cada dia coloca uma matéria, exatamente como vocês já estão fazendo mas alongando para um mês. Parabéns!!
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 23/08/2013 10:03:03
E no caso do trem próximo à UFMS, uma colega também estava dentro.. escapou e hoje, formada em pedagogia, segue a vida.. como dizem: o show tem que continuar..
 
Eugênio da Silva Pavão em 23/08/2013 10:02:24
Uma colega da UFMS era moradora próxima da casa que explodiu, pude ver os estragos causados, vidros, ladrilhos, paredes rachadas, enfim.. um verdadeiro cenário de guerra.
 
Eugênio da Silva Pavão em 23/08/2013 09:59:34
Parabéns para o repórter que fez essa reportagem muito bem elaborada e pra gente que era criança e cresceu ouvindo essa historia que aconteceu próximo aonde eu sempre morei e muito bom, saber um pouco mais porque com o tempo tudo e esquecido.
 
suzana matoa em 23/08/2013 09:37:48
infelizmente, no dia da tragédia do trem da morte, eu estava de serviço, tinha pouco tempo de bombeiro, pouco mais de 2 anos, mais foi uma das maiores tragédia que eu já vi durante os quase 20 anos de bombeiro. até hoje eu ainda tenho na memoria todas aquelas pessoas feridas dentro do ônibus, outras gritando desesperadas, graças ao meu bom Deus que eu tinha e ainda tenho forças para continuando dedicando ao meu trabalho, outro que eu participei foi aquele do ônibus da andorinha que vinha de corumbá perto do posto corrente em que o onibus bateu na traseira de uma carreta perto do posto correntes o motorista morreu e 24 pessoas ficaram feridas acho que foi em 1997 não consigo esquecer
.
 
altemar carvalho nogueira em 23/08/2013 09:35:58
Respeito as opiniões, sendo assim, eis a minha opinião a respeito dessa reportagem: Aniversário da cidade, momento de festejar, se alegrar, almejar melhorias, ou seja, pensamentos bons, não é momento de lembrar de tragédias, pode até lembrar de tragédias, mas em outra data. Precisamos ouvir, ver, ler, sentir, coisas boas. Só tragédia, corrupção, bandidagem, mortes, não é legal.
 
silva souza em 23/08/2013 09:30:08
Tinha 10 anos quando aconteceu a explosão da Caderfogos, morava no Guanandy e foi uma loucura, pessoas na rua só de cueca, camisola, pijama, crianças chorando, minha mãe desesperada, preocupada com meu pai que estava em outra cidade e com meus avós que moravam há apenas duas quadras de casa mas ela estava com medo de ir lá e morrer no meio do tiroteio, kkkkkkkkk.
Até hoje quando nos reunimos a gente fica relembrando esse fato e dando boas risadas, porque apesar de ter sido algo sério, as reações foram diversas e engraçadas.
Parabéns pela reportagem.
 
Cristiane Sampaio em 23/08/2013 09:29:09
Parabéns pela reportagem! Tinha apenas 9 anos, quando aconteceu a explosão da Caderfogos, morava há 5 quadras dali. Via na televisão o que estava acontecendo no Iraque e Kuwait, e temia por ser uma região perto dos quartéis, sempre perguntava a minha mãe se um dia a guerra chegasse aqui, se aquela região seria primeiramente atingida, coisas de crianças, mas que podiam ser realidade. E naquele dia cheguei a acreditar que aquilo estivesse mesmo acontecendo. Nossa casa era de forro de madeira e quando acordamos com o barulho da explosão, os lençóis, cama, chão eram cobertos por cinzas como se um incêndio tivesse ocorrido ali ao lado. Foi um dia que jamais irei esquecer, e desejo que tragédias como esta nunca mais aconteçam!
 
Jacqueline Hildebrand Romero em 23/08/2013 08:39:26
Seria importante uma reportagem para saber como ficaram as famílias atingidas, se foram indenizadas, etc. Como estão hoje. E os responsáveis, foram punidos?
 
Douglas Silva de Deus em 23/08/2013 08:33:18
Parabéns ao repórter, matéria muito bem elaborada, excelente trabalho de pesquisa.
Muito Bom!
 
Kalina Ojeda em 23/08/2013 08:14:52
A tragédia não foi culpa do traçado da linha férrea e sim de maus governantes. Nossa aniversariante cresceu e se desenvolveu devido a esse traçado e em seus arredores. Na época da construção da linha só havia mato, córregos limpinhos e fazendas. Foi a cidade que deveria se adequar a isso na construção de viadutos e melhores sinalização. A RFFSA, construir o "pontilhão" da Antônio Maria Coelho já prevendo isso e um outro prefeito ligou a Maracaju a Geisel sob os trilhos, mas preferiram apagar nossa historia. Não vai demorar muito e logo virá um doido pra construir um estacionamento...onde hoje está o hotel Americano ou o hotel Gaspar
 
samuel gomes-campo grande em 23/08/2013 08:10:56
Eu e minha família morávamos na Cohaphama e de lá alem de ter dado para sentir a explosão dava pra ver o brilho no céu dos fogos. Uma coisa terrível com brilho de festa.
 
Marcelo Flores em 23/08/2013 07:49:55
Parabéns pela reportagem mesmo morando longe nao deixo de acompanhar as noticias do campograndenews, sem dúvida alguma o MELHOR SITE DE NOTICIAS DO BRASIL
GRATO
 
narbal marchezan cunico em 23/08/2013 07:48:59
Me lembro ocorrido na casa de fogos. morava na rua iporã na época, próximo ao laticínio, foi um susto muito grande, muita gente correndo nas ruas para saber o que havia acontecido!!.
 
EDER MOREIRA em 23/08/2013 07:45:29
Como esquecerei a explosão da caderfogos, morava no bairro guanandi e ouvimos a explosão o barulho, foi horrível todos saíram para fora de casa,sem nem imaginar no que realmente havia ocorrido....
 
Valkiria Costa em 23/08/2013 07:44:17
LEMBRO BEM DESTE FATO,ERA GAROTO E MORAVA EM UMA VILA PRÓXIMO DA JACY,PEGUEI MINHA BICICLETA E SAI PRA LA NA MADRUGADA,ERA MUITA GENTE ASSUSTADA.TINHA GENTE SAQUEANDO UM MERCADO QUE TINHA NA ESQUINA,ERA MERCADO REIS,ERA GRANDE A MULTIDÃO DE PESSOAS DE VÁRIOS LUGARES
 
DANIEL SOARES em 23/08/2013 07:28:03
Embora mórbida, não deixa de ser uma bela reportagem, afinal tragédias também compõem a nossa realidade. Parabéns ao Jornal.
 
Antonio Carlos em 23/08/2013 07:24:56
Nós que somos mais novos, não conhecemos a história de campo grande, bela matéria, pena que pessoas morreram.
 
joao.neto em 23/08/2013 07:22:19
Ótima matéria lembro dessa do trem onde toda a cidade ficou assustada em passar pelos trilhos.
 
Diego Souza em 23/08/2013 07:10:17
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