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Capital

Em 1h, 14 motos em alta velocidade provam que perigo é rotina na Lúdio Coelho

Com cerca de 1km sem quebra-molas ou semáforo, condutores, principalmente motociclistas, andam correndo em difentes horas do dia

Por Liniker Ribeiro e Aletheya Alves | 09/08/2020 16:29
Motociclista passando por trecho da Avenida Lúdio Martins Coelho em alta velocidade (Foto: Reprodução/Vídeo)
Motociclista passando por trecho da Avenida Lúdio Martins Coelho em alta velocidade (Foto: Reprodução/Vídeo)

“Eu nem ligo mais para isso, a gente já se acostumou”. A triste explicação faz parte da realidade enfrentada por moradores do Bairro Taveirópolís, em Campo Grande, perante o excesso de velocidade adotado, principalmente, por motociclistas, em trecho da Avenida Lúdio Martins Coelho. Foi no cruzamento com a Rua Rodolfo Andrade Pinho que um jovem casal perdeu a vida, na última sexta-feira (7), após colisão entre moto e caminhonete.

Testemunhas afirmam que o condutor da moto, Eduardo Bruck, de 21 anos, pilotava o veículo, modelo Suzuki GSX-S750, em alta velocidade, quando foi atingido por caminhonete Toyota Hilux, conduzida por idoso, de 86 anos. Ele e a namorada, Hellen Oliveira Diniz, de 17 anos, passageira da moto, não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

“Só este ano, mesmo morando na rua lateral, já vi três acidentes nesta parte. Inclusive, um funcionário meu passou pela mesma situação, recentemente. O motociclista vinha rápido e bateu na lateral do veículo. Ele [o motorista] até ficou assustado, é idoso e chegou tremendo”, conta Carlos Alberto Martins, 63 anos, morador da região.

E a insegurança destacada por ele não é difícil de comprovar. Equipe do Campo Grande News esteve no local, no fim da manhã deste domingo (9), e durante uma hora, flagrou aproximadamente 14 motociclistas andando em alta velocidade, na região.


Vídeo gravado no trecho próximo ao local do acidente comprava que o perigo existe em ambas as pistas da Avenida Lúdio Martins Coelho.

A imprudência parece ser incentivada pela falta de quebra-molas em um percurso de aproximadamente 1 quilômetro, entre a Rua Franklin Espíndola e a Avenida Duque de Caxias. Na via, a velocidade permitida para veículos é de apenas 50 km/h. Porém, os motociclistas parecem duplicar esta quantidade, no dia a dia.

“É muito espaço sem nenhum obstáculo. Precisava colocar alguma coisa para diminuir a velocidade dos veículos neste trecho”, complementa Carlos Alberto.

Partes de veículos envolvidos em batida que acabou na morte de casal ainda estão no local (Foto: Marcos Maluf)
Partes de veículos envolvidos em batida que acabou na morte de casal ainda estão no local (Foto: Marcos Maluf)

Outro morador da região, de 55 anos, que pediu para não ser identificado, confirma a situação preocupante em que a alta velocidade tem incentivado acidentes. “A gente só escuta os barulhos sempre. Se não é carro batendo por descuido, é moto porque está indo muito rápida”, argumenta.

Morte casal - Segundo apurado pela reportagem, a colisão ocorreu quando o motorista da caminhonete, que seguia no sentido contrário, tentava fazer uma conversão para entrar na Rua Rodolfo Andrade Pinho.

Com a batida, o casal foi arremessado por cima da caminhonete e pararam a metros de distância do local da batida. Socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) tentaram reanimar as vítimas, mas elas não resistiram e morreram no local.

Corpo de motociclista na avenida, após acidente na última sexta-feira.
Corpo de motociclista na avenida, após acidente na última sexta-feira.


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