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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

01/10/2014 10:06

Em 3 anos, número de idosos cresce 27% em MS e homens são maioria

Aliny Mary Dias e Kleber Clajus
Eurides tem 92 anos e até hoje se sustenta com o trabalho de costureira (Foto: Kleber Clajus)Eurides tem 92 anos e até hoje se sustenta com o trabalho de costureira (Foto: Kleber Clajus)

Comemorado nesta quarta-feira (1º), o Dia Internacional do Idoso é motivo de comemoração para quem vive a melhor idade e de reflexão para quem ainda não passou dos 60 anos. Nos últimos três anos, a população de pessoas idosas cresceu 27% em Mato Grosso do Sul e o número representa 11% da população total do Estado.

Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados este mês, 305 mil pessoas com mais de 60 anos viviam em Mato Groso do Sul no ano passado. A maioria, diferente do registrado em 2010, é formada por homens. São 165 mil contra 139 mil que compõem a população feminina.

Em comparação com o último levantamento da população feito em 2010, o crescimento de idosos foi de 27%. Naquela época eram 239 mil pessoas com mais de 60 anos no Estado, havia 123 mil mulheres contra 115 mil homens. Em 2010, os idosos representavam 9% da população total do Estado, o aumento nos últimos três anos foi de 2%.

Mas esse dia não se resume a números, histórias de gente que passou dos 60 com a saúde em dia e principalmente feliz com as décadas vividas não são poucas.

Aos 92 anos, Eurides Alves Garcia conhece como ninguém Campo Grande. Ela veio para a Capital um ano antes de o Mato Grosso do Sul se separar do Mato Grosso e deu à luz a 10 filhos. Apesar da idade avançada, Eurides continua trabalhando e se considera uma pessoa feliz.

“A receita da longevidade é sorrir, comer pouco, mastigar bem e acreditar em Deus”, diz a idosa que ainda vive no centro da cidade e ganha a vida vendendo almofadas e tapetes.

Outro que faz parte do grupo dos bem vividos é o motorista Orivaldo Gonçalves, de 62 anos. O idoso ama viajar e vê nos netos a razão de viver. “Viajar é a melhor coisa que existe, fim do ano vou visitar meus filhos fora daqui”.

Aos 62 anos, Edite Nunes precisou recorrer a um Centro de Convivência do Idoso depois que o marido a deixou com duas filhas. “Essa amizade faz toda a diferença. Dormir cedo e não exagerar na alimentação é meu segredo”, completa.



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