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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

07/05/2011 12:20

Em balada gay, jovens desconhecem homofobia, mas temem violência

Paula Vitorino
Entrada de boate, em noites de quinta-feira. (Fotos: João Garrigó)Entrada de boate, em noites de quinta-feira. (Fotos: João Garrigó)

Em Campo Grande, a violência gratuita e preconceituosa por conta da homofobia choca e coloca em foco esse tipo de problema.

Depois de um jovem ser espancado no dia 15 de abril, ao sair de uma boate na rua 15 de Novembro, a reportagem do Campo Grande News foi até algumas casas noturnas com festas voltadas para o público GLS para conversar com as pessoas que frequentam essas festas, e saber deles, se existe o preconceito muitas vezes acompanhado da violência, mas que não chega até as delegacias.

“Comigo nunca aconteceu nenhum tipo de agressão ou violência e também não conheço alguém que passou por isso. Até agora, acredito que este tenha sido um caso isolado”, disse o estudante Henrique A., de 18 anos.

A afirmação é feita pela maioria dos entrevistados, que ainda declararam acreditar que Campo Grande não seja uma Capital homofóbica, apesar de sentirem que existe, sim, o preconceito, mas de forma velada, que não chega a violência.

No entanto, apesar dos próprios homossexuais afirmarem não existir homofobia, apenas a minoria concordou em fornecer o nome completo e permitir foto para a reportagem, alegando querer evitar “escancarar a opção sexual”.

Violência - O jovem Paulo, de 27 anos, acredita que Campo Grande ainda seja uma cidade “pequena, onde o preconceito radical contra determinados grupos ainda não existe". Mas ele e os amigos se dizem preocupados com a possibilidade de agressões homofóbicas tornarem-se freqüentes na Capital.

“Até agora não é uma coisa que a gente tem sentido aqui, mas com o crescimento da cidade pode ser que aconteça. Até por sermos um Estado com a cultura do chucro, machista, a discriminação sexual não é tão grande como em outras capitais. A gente vê que cidades maiores essa radicalidade é maior”, diz.

Os homossexuais entrevistados ainda ressaltaram que a violência gratuita está crescendo na Capital, mas em todos os grupos e camadas sociais. “Essa violência está acontecendo não só com os gays, mas com todos, em todo o Estado”, declarou o turismólogo Walner Espíndola, de 40 anos.

Em seis anos, o Centhro (Centro de Referência de Homofobia) tem apenas 50 processos administrativos, abertos com base na Lei Estadual 3.157/05, sobre medidas de discriminação por conta da orientação sexual que aguardam julgamento.

Grupos - Para o projetista de móveis, de 25 anos, que não quis se identificar, “para ser gay hoje, você tem que respeitar certas normas”. Ele afirma que existem baladas e locais específicos para o público gay e outros para os heterossexuais, assim como comportamentos que culturalmente ainda não são aceitos.

Mas o projetista não acredita que essa separação seja uma forma de preconceito ou uma regra, mas sirva para atender melhor seu determinado público.

“Acho até bom que as coisas sejam separadas, porque aí você saí sabendo o que quer e o que vai encontrar lá. Não tem o problema de ir numa balada e sair descontente”, afirma.

No entanto, o jovem ressalta que nada impede de que um homossexual freqüente um bar ou uma casa noturna com a maioria hetero, mas é necessário que haja respeito mútuo entre os diferentes grupos.

“Também vou em outras baladas e nunca tive problemas. É claro que para cada ação existe uma reação, então se eu mexer com um rapaz que não tenha a mesma opção que eu de forma inconveniente corro o risco de arrumar confusão, mesmo”, diz.

Para o turismólogo Walner, algumas situações ainda não são aceitas na sociedade por uma questão cultural. “Ver dois homens se beijando ainda agridi, não é uma coisa normal. Mas dentro das próprias baladas gays existe um respeito, nós temos nossos preconceitos também”, diz.

O reconhecimento da união estável homoafetiva em todo o país, nesta quinta-feira (6), pelo STF (Supremo Tribunal Federal) também já é tida como mais uma conquista.

“Falta muito ainda, mas já foi uma conquista. Infelizmente ainda tem algumas pessoas que não aceitam, que são preconceituosas, mas isso tem em todo lugar”, disse o projetista.

A delegada que cuida do caso de agressão ao estudante de Artes Visuais, Daniella Kades, declarou na época que outros casos semelhantes até poderiam existir, mas não chegavam ao conhecimento da polícia, pois não são registrados por medo ou falta de conhecimento das vítimas.

A Polícia Civil ainda informou que outros casos de violência motivados pelo mesmo preconceito não foram registrados após o incidente.



A analisando unicamente a reportagem, fica claro e evidente a postura de alguns homossexuais em querer se postar de vítimas, quando na verdade não existe agressão, ameaça de agressão, nem hostilização. Isto conforme os relatos dos homossexuais na reportagem.
O caso ocorrido em 15 de abril, ficou claro e evidente se tratar de um caso isolado, que ao final das investigações pode-se até chegar à conclusão de se tratar de uma "injusta provocação da vítima".
 
Aderbal Nunes em 09/05/2011 09:19:58
Olha no meu ponto de vista se cada um ficar no teu canto devido, não haverá problema. eu respeito a escolha das pessoas homossexuais mais ao mesmo tempo reprovo, porque tem muitos que são cara de pau você ta passando pela rua e eles mexem com você, isso não pode é por isso que ocorre o fato de homofobia os próprios homossexuais não respeitam os heterossexuais. comigo já aconteceu de passar por algum lugar e homossexuais mexerem, então acho que se cada um ficar na sua iria dar pra viver. mas não concordo com a decisão do STF, o Brasil quer se igualar a paises desenvolvidos através das memas coisas que eles tem, gente me fala uma coisa, com que cabeça uma criança que é adotada por casais homossexuais vai crescer? acho que vai acaba com a cabeça da criança.
 
Douglas Santos em 09/05/2011 08:25:04
Concordo com a idéia do respeito mutuo,...
sou gay, frequento com parceiro e amigos diversas baladas de campo grande.. mas sempre respeitando os outros e recebo respeito em troca!
nao sinto tratamento diferenciado da parte de ninguem...
 
Willian Nogueira em 08/05/2011 10:55:09
hoje eu sai do estacionamento do comper da barao, com uma cena na cabeça um sr. de aproximdamente uns 55 anos e um rapaz de aproximadamente uns 18 , os dois de maos dadas o sr. mais velho com um jeitao de gay inclusive de bermuda amarela e camiseta laranjada, e o menino de bermuda cinza e camiseta escura, ele tinha um pouco menos jeito de gay, eu entrei no carro e fiquei olhando a cena , imaginei sera que se eu achar isso ridiculo e achar uma coisa degradante para o ser humano sera que sou homofobico, eu penso que tem muita gente defendendo os direitos dos gays, sera que nao tem ninguem que acha isso uma coisa muito feia, eu fui jantar com minha familia e comentei esse negocio dentro do carro com minha familia minha filha que tem 14 anos me disse que sou preconceituoso, eu falei que nao sabia se era preconceito ou ficar chocado com tal cena, imagina se eu visse esses dois cidadadoes se beijando na boca. eu nao sou moralista, mas penso que esse negocio ta ficando muito na cara, muito feio, eu particularmente nao gosto e nao apoio isso, so queiro deixar bem claro que nao gostar e uma coisa agredir , tirar sarro , descriminar e diferente, eu so nao to conseguindo engolir esse remedio sem pedir um pouco de agua, sera que sou eu que penso assim.?


 
luiz fernandes em 08/05/2011 05:13:32
agora inventarão essa homofobia para mascarar mais uma iniqüidade no mundo.
 
alex silva em 08/05/2011 03:01:01
Acredito que a homofobia no MS não é muito presente,apesar de vivermos na cultura do BOI.Hoje são poucas as famílias, que não têm pelos menos um membro HOMOSSEXUAL.A mentalidade das pessoas está mais evoluída...também estamos em pleno século XXI e os HOMO, estão conquistando seu espaço de maneira inteligente e impositiva com muita competência.
Os Pittboys,estão soltos e atacam qualquer um(homo,hetero,bi e tri),sem distinção de sexo,opção sexual,religião e cor.
A violência presente na sociedade,é pura falta de limite,educação,respeito pelo outro(indivíduos que foram criados por verdadeiras chocadeiras).A faixa etária mais problemática PARECE ser abaixo de 30 anos,salvo as exceções dos bem criados por seus genitores.
Vale ressaltar,que a reportagem ficou excelente.
Parabéns...Paulinha.
 
neyde de oliveira em 07/05/2011 09:39:14
O reconhecimento da união estável homoafetiva em todo o país, nesta quinta-feira (6), pelo STF (Supremo Tribunal Federal) também já tida como mais uma conquista.
 
Frhançuá Nunes em 07/05/2011 01:06:13
Sou contra a homofobia, mas sou mais contra ainda a este favoritismo a estes homossexuais. Acredito que tenhamos que respeitar estas pessoas que sou leiga do motivo do porque são homossexuais, mas não criar bandeira a favor do homosexualismo. Gostaria de saber quem em sã consciência gostaria de ter um parente, familiar ou que quer que seja homosexual, mas, se acontecer fazer o que ..RESPEITAR... e não aplaudir e acha-los os super...
 
lydiane de paula em 07/05/2011 01:05:57
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