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Capital

Em distância de 80 metros, 2 conveniências dividiam clientes do jogo do bicho

Com as ações desta manhã, um responsável de cada estabelecimento foi levado para a delegacia

Por Geisy Garnes e Bruna Marques | 16/09/2021 10:53


O combate ao jogo do bicho em Campo Grande, levou policiais civis ao Bairro Coophavila II, na manhã desta quinta-feira (16), na Capital. Na Rua da Enseada, dois estabelecimentos, separados por apenas 80 metros, foram alvos da ação. Duas pessoas, uma de cada comércio, foram levadas para a delegacia, após flagrante de apostas ilegais.

Nos primeiros minutos de operação, equipes da 5° Delegacia de Polícia Civil e da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) pararam nos dois bares da rua. No primeiro deles, o bar e mercearia Moroto, os policiais encontraram maquininha para a anotação dos jogos ilegais e, por isso, o proprietário foi detido.

O segundo estabelecimento visitado, Kaká Conveniência, fica a 78 metros do outro bar. Lá, os policiais apreenderam uma televisão e um caderno. Uma mulher também saiu escoltada pelas equipes e foi levada na viatura para a delegacia, onde deve prestar depoimento.

Equipes da Polícia Civil em frente ao bar alvo da ação. (Foto: Henrique Kawaminami)
Equipes da Polícia Civil em frente ao bar alvo da ação. (Foto: Henrique Kawaminami)

Os bicheiros, como são chamados, cometem contravenção penal, que tem pena prevista de no máximo um ano de prisão. Normalmente, ela é convertida em prestação de serviços à comunidade.

Enquanto isso, equipes de outras delegacias visitam endereços em vários pontos da cidade. As regiões, ou a quantidade de alvos da ação, não foram divulgados.

Essa é a segunda ação policial contra o jogo do bicho em menos de 20 dias e a terceira nos últimos oito meses. No dia 3 de setembro, cem policiais foram às ruas para a primeira fase da operação “Deu Zebra”. Na data, 72 pontos foram visitados pelos policiais e 28 pessoas flagradas coletando apostas para a loteria ilegal.

Em 9 de dezembro, a Polícia Civil organizou ação para acabar com as apostas ilegais, durante a operação “Black Cat”, quarta fase da Omertà, que foi coordenada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros).

As bancas, que por muitos anos eram facilmente vistas pela cidade, ganharam “camuflagem”, depois ofensiva para lacrar as “casinhas” metálicas. Agora, residências, mercearias, bares e até ponto de táxi são investigados como pontos de venda do jogo ilegal.

O negócio à margem da lei, que segundo a polícia já foi comandando por Jamil Name, o principal alvo da Omertà até sua morte em 27 de junho, passou para as mãos de organização do Rio de Janeiro, como apurou o Campo Grande News. Assim, o jogo do bicho voltou à cidade com o mesmo formato, mas com nome diferente: MTS.

No segundo estabelecimento, uma televisão foi apreendida pela polícia. (Foto: Henrique Kawaminami)
No segundo estabelecimento, uma televisão foi apreendida pela polícia. (Foto: Henrique Kawaminami)


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