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Capital

Em duas semanas, mortes por covid-19 mais que dobram em Campo Grande

Confirmação de casos saltou de 6.490 para 11.351 no período de 15 dias

Por Tainá Jara | 05/08/2020 08:12
Pedestres no Centro de Campo Grande, cujo funcionamento do comércio foi autorizados até nos finais de semana (Foto: Kisie Ainoã)
Pedestres no Centro de Campo Grande, cujo funcionamento do comércio foi autorizados até nos finais de semana (Foto: Kisie Ainoã)

Epicentro da covid-19 em Mato Grosso do Sul, Campo Grande parece ver a pandemia chegar ao pico neste começo de segundo semestre. O número de mortes atribuídas à doença mais que dobraram e o de casos disparou no curto período de 15 dias.

Levantamento da reportagem do Campo Grande News, a partir dos dados divulgados pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), mostra que 80 pessoas não resistiram à contaminação pelo novo coronavírus e morreram na última quinzena.

Arte: Ricardo Gael
Arte: Ricardo Gael

Em confirmações, a Capital teve nos últimos 15 dias mais da metade dos casos registrados entre os meses de março, quando ocorreram os primeiros casos de covid-19, e início de julho. No período, as confirmações saltaram de 6.490 para 11.351.

Arte: Ricardo Gael
Arte: Ricardo Gael

Explosão - Se analisados os números em relação ao começo de julho até agora, o cenário é ainda mais assustador. As mortes aumentaram doze vezes, saindo de 12 para 153.

De 1º de julho até ontem, foram confirmados mais de 7,6 mil casos do novo coronavírus entre moradores da Capital, saltando de 2,4 mil para 11,3 mil.

Mais populosa, a Capital é a que mais registra casos de covid-19, em Mato Grosso do Sul. É a única com mais de 5 mil casos confirmados da doença, além de possuir uma das maiores incidências da doença.

No Estado, as confirmações ultrapassam os 27,6 mil 25 mil, sendo 432 óbitos.

Endureceu na fiscalização – Desde o último sábado, está em vigor o último decreto estabelecido pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD) para tentar manter a população em casa.

A medida autoriza o funcionamento do comércio em geral e também templos religiosos. A estratégia, segundo o prefeito, seria endurecer na fiscalização, especialmente de aglomerações, como festas.

Os efeitos da medida se refletem na taxa de isolamento registra na Capital. De acordo com monitoramento realizado pelo governo do Estado, apenas 36,2% da população permaneceu dentro de casa na última segunda-feira, deixando a cidade entre os 23 dos 79 municípios com a pior distanciamento social. A média no Estado foi de 36,7%, sendo a 7ª pior do País.

Para a Defensoria Pública e o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), as medidas estão inadequadas. A promotora recomendou fechamento mais cedo do comércio. Já a Defensoria pediu intervenção judicial para determinação de lockdown, que ainda não foi apreciada. Isso só será feito depois da manifestação da prefeitura.