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Capital

Em júri, defesa diz que motoentregador matou colega após violência psicológica

Parentes e amigos de Bruno lotaram o Tribunal do Júri, na manhã desta sexta-feira

Por Viviane Oliveira e Geisy Garnes | 24/09/2021 09:09
Bruno sentando no banco dos réus. (Foto: Marcos Maluf)
Bruno sentando no banco dos réus. (Foto: Marcos Maluf)

É julgado nesta sexta-feira (24), o motoentregador Bruno Cézar de Carvalho de Oliveira, de 25 anos, acusado de matar a tiros o colega de trabalho Emerson Salles Silva, de 33 anos, no dia 13 de agosto do ano passado, em frente à lanchonete em que os dois trabalhavam, na Avenida Mato Grosso, no Centro de Campo Grande.

Segundo a defesa, Bruno agiu por legítima defesa após sofrer por vários dias violência moral, psicológica e física por parte de Emerson. O Tribunal do Júri da 2ª Vara, presidido pelo Juiz Aluízio de Azevedo, foi lotado por parentes e amigos de Bruno, além de acadêmicos de Direito. Procurados pela reportagem, os amigos e os familiares não quiseram falar sobre o julgamento.

Segundo o advogado Alex Viana de Melo, a defesa vai provar aos jurados que Bruno agiu por legítima defesa. “Se olhar só o momento do crime, choca. Mas tem uma violência pregressa por trás que envolve o caso”, disse. Todo o crime foi registrado por câmeras de segurança. Bruno está preso desde o dia 18 de agosto de 2020.

Alex Viana de Melo, advogado de defesa de Bruno. (Foto: Marcos Maluf)
Alex Viana de Melo, advogado de defesa de Bruno. (Foto: Marcos Maluf)

A defesa afirma que desde terça-feira, dois dias antes do crime, Bruno vinha sofrendo agressões tanto psicológicas quanto físicas de Emerson, durante o trabalho. Os dois eram motoentregadores numa rede de farmácia durante o dia e na lanchonete, onde ocorreu o homicídio, no período da noite. “Emerson agiu animalescamente esbofeteando o Bruno várias vezes no rosto. Ele tinha a intenção de matar e Bruno agiu para se defender. ”, contou.

Conforme Alex, Bruno é um rapaz íntegro, tem uma família unida e muitos amigos. “O que comprova isso é um abaixo-assinado feito por moradores do Bairro Moreninhas (amigos de Bruno) e 15 cartas, entregues à Justiça, pedindo a soltura dele. “Os dois não eram amigos, mas foi Bruno quem arrumou o emprego para Emerson.

À época dos fatos, a briga entre os dois começou quando Bruno não foi trabalhar na lanchonete, o que deixou Emerson muito bravo e desencadeou discussão entre os dois, via mensagens de WhatsApp.

Na ocasião, a vítima afirmava que com a falta do colega, acabou sobrecarregada na entrega de lanches. O advogado alega que esse fato não existiu. “A moto de Bruno havia estragado, ele ligou e avisou o chefe dele. Depois disso, Bruno só agiu depois de pedir por várias vezes para Emerson parar com a briga, mas ele continuou o instigando”. O motoentregador morto, conforme o advogado, tinha passagens por lesão corporal. Bruno não tinha passagens policiais.

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