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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

12/11/2015 14:10

Em reunião, Santa Casa busca definir repasses com gestores públicos

Flávia Lima
Com dívida, Santa Casa busca resolver contrato com prefeitura. (Foto:Arquivo/Campo Grande News)Com dívida, Santa Casa busca resolver contrato com prefeitura. (Foto:Arquivo/Campo Grande News)

A diretoria da Santa Casa da Capital está reunida, desde o final da manhã, com o secretário-adjunto de Saúde do Estado, Lívio Leite e com a diretora de Relações Institucionais da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Margarete Gaban, para tentar um acordo definitivo quanto a retomada do contrato entre o hospital e a prefeitura.

O impasse está na divisão de valores de repasses, já que a administração municipal exige uma divisão igualitária com o governo do Estado. Nesta quarta-feira (11), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa viabilizou uma reunião entre a direção da Santa Casa com os gestores públicos, porém não houve sucesso.

Na gestão do ex-prefeito Gilmar Olarte (PP), foi firmado acordo em que a prefeitura repassaria R$ 3 milhões ao hospital enquanto o governo do estado ficaria com o valor de R$ 500 mil. No entanto, na reunião desta quarta, o secretário de Saúde da Capital, Ivandro Fonseca, ressaltou que a gestão municipal quer que o estado também realize repasse de R$ 3 milhões.

Lívio Leite lembrou que desde maio os valores já estavam acordados e que na época o governo estadual pediu uma auditoria, que foi feita pela direção da Santa Casa e não apontou nenhuma irregularidade.

Entre os meses de julho e agosto, o secretário-adjunto ressaltou que a prefeitura havia se comprometido a buscar o hospital para detalhar o contrato, porém, com a troca de prefeitos, nada foi feito.

Em dezembro de 2014, o ultimo contrato foi assinado, com vigência de quatro meses, no valor de R$ 19.735.874,52. Nele foram estabelecidas como metas da média complexidade ambulatorial 33.371 procedimentos, 7.225 da alta complexidade e 2.114 de produção hospitalar. Foi discutido um novo contrato, mas diante das mudanças no quadro político de Campo Grande, não chegou a ser firmado.

Sem o contrato, a Santa Casa passa por uma crise financeira, também em decorrência de uma dívida de R$ 13 milhões, que a direção alega ser de responsabilidade da prefeitura. Há duas semanas o hospital não recebe alguns tipos de medicamentos e materiais devido a falta de pagamento a fornecedores.



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