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Capital

Em segunda ação contra o jogo do bicho, Gaeco cumpre 12 mandados de prisão

Organização criminosa, segundo investigação, agia de maneira violenta para estabelecer domínio no Estado

Por Viviane Oliveira e Silvia Frias | 20/12/2023 09:05
Policial do Garras com material apreendido na primeira fase da operação, desencadeada no dia 5 deste mês (Foto: Marcos Maluf / arquivo)
Policial do Garras com material apreendido na primeira fase da operação, desencadeada no dia 5 deste mês (Foto: Marcos Maluf / arquivo)

A segunda fase da Operação Successione, contra o jogo do bicho, foi deflagrada pelo Gaego (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), nesta quarta-feira (20), para cumprir 12 mandados de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão em Campo Grande.

Conforme o Gaeco, a partir do material apreendido durante a primeira fase, desencadeada no dia 5 deste mês, foi descoberto o envolvimento de outras pessoas na organização criminosa, que agia de maneira violenta para estabelecer o domínio no Estado.

Mesmo depois da ação policial ocorrida em outubro, quando máquinas caça-níqueis foram apreendidas pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), numa casa no Bairro Monte Castelo, o grupo continuou a investir na aquisição de máquinas para operar o jogo do bicho na cidade.

Segundo o Gaeco, a organização é integrada por policiais militares da reserva e ex-policial militar (excluído dos quadros da corporação), que se valiam da condição, especialmente do porte de arma de fogo, para dominar a exploração do jogo ilegal aos mandos e desmandos da organização criminosa.

Ao final desta fase da investigação, o Gaeco concluiu que 15 pessoas, todas denunciadas no fim da tarde de ontem (19), cada qual a sua maneira, integravam organização criminosa armada, estruturalmente ordenada e com divisão de tarefas, voltada à exploração ilegal do jogo do bicho, roubos triplamente majorados, corrupção, entre outros crimes graves.

O nome da operação faz alusão à atual disputa pelo controle do “jogo do bicho” em Campo Grande, com a chegada de novos grupos criminosos que migraram para a Capital após a “Operação Omertà”.

Área interna da Casa de Jogos no bairro Monte Castelo descoberta em outubro deste ano (Foto / reprodução)
Área interna da Casa de Jogos no bairro Monte Castelo descoberta em outubro deste ano (Foto / reprodução)

Investigação - As apurações que levaram à Operação Successione começaram após a polícia apreender 700 máquinas de apostas em um imóvel no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande, em outubro deste ano. Entre a "turma do baralho", estavam major Gilberto Luiz dos Santos, o Major G. Santos”, e o sargento Manoel José Ribeiro, “o Manelão”, ambos da reserva da Polícia Militar.

Depois deste flagrante, foi desencadeada a 1ª fase da operação, no dia 5 de dezembro de 2023. Além dos militares, também foi preso Diego de Souza Nunes. Os três eram assessores do deputado estadual Neno Razuk (PL) e foram exonerados.

Também foram presos na 1ª fase da operação Júlio César Ferreira dos Santos, filho do major G. Santos; Valmir Queiroz Martinelli; Matheus Aquino Júnior e Taygor Ivan Moretto Pelissari, este último preso em Ponta Porã. Investigações do Gaeco constataram que a rede "tem grave penetração nos órgãos de segurança pública e conta com policiais para o desempenho de suas atividades, revelando-se, portanto, dotada de especial periculosidade".

Recurso - As defesas de Diego Souza Nunes, Mateus Aquino Junior, Manoel José Ribeiro e Valnir Queiroz Martinelli entraram com habeas corpus do STJ (Superior Tribunal de Justiça), depois que tiveram o pedido de liberdade negado pelo TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Em decisão de ontem (19), o ministro Teodoro Silva Santos, em caráter liminar, negou liberdade a eles.

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