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Capital

Em situação crítica, Santa Casa fica sem vaga na UTI e coloca paciente no ambu

Hoje, sete pessoas na ala vermelha aguardavam espaço para tratamento intensivo

Por Nyelder Rodrigues | 15/03/2021 19:37
Corredor da Santa Casa de Campo Grande, próximo a área onde ficam os pacientes (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)
Corredor da Santa Casa de Campo Grande, próximo a área onde ficam os pacientes (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

A alta de casos de covid-19 aliada a outros casos que necessitam de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) em Campo Grande segue mantendo a saúde pública em estado de extrema atenção, já que não há vagas disponíveis para internação e tratamentos de alta complexidade na rede pública.

Um dos hospitais nessa situação é o maior do Estado, a Santa Casa. Lá, todos os 75 leitos de terapia intensiva de adultos destinados para pacientes com enfermidades em geral - a referência para a covid é o Hospital Regional - estavam cheios no fim dessa tarde de segunda-feira (15), conforme o próprio hospital.

A Santa Casa ainda revela que haviam 17 pacientes na ala vermelha do Pronto Socorro, sendo que sete deles necessitavam de vaga em UTI, mas aguardavam abertura de vaga. Um deles, inclusive, teve que ficar no ambu - equipamento de ventilação feita de forma manual, com uma pessoa pressionando item continuamente.

Quanto aos leitos de UTI destinados para covid-19, o hospital frisa que das 20 vagas existentes, todas também estavam ocupadas. Na enfermaria, dos 42 leitos covid, entre casos positivos e suspeitos da doença, a ocupação era de 70%.

Já no Hospital Universitário de Campo Grande, os dados lançados no painel Mais Saúde, da SES (Secretaria de Estado de Saúde) nessa segunda-feira (15) apontam para um total de 29 leitos de UTI no local, sendo que 28 deles estavam ocupados.

Outro hospital ligado à rede pública é o Hospital Regional. Contudo, não há dados deste lançados no Mais Saúde nessa segunda-feira (15), até o fechamento do texto, assim como publicação do boletim diário sobre a situação dos leitos no local.

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) também não faz divulgação diária com números da fila de espera por UTIs na rede, devido a volatilidade dos mesmos durante o dia. Na sexta-feira (12), conforme apurado pelo Campo Grande News, até às 17h daquele dia haviam 208 pessoas aguardando vaga na macrorregião da Capital.

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