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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

18/12/2017 17:40

Em última audiência, assassinos de ex-vereador e esposa negam crime

A condenação dos réus deve ser deferida pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande no começo de fevereiro

Geisy Garnes
Pai e filhos foram presos no dia 18 de julho (Foto: Arquivo)Pai e filhos foram presos no dia 18 de julho (Foto: Arquivo)

Na última audiência sobre a morte do ex-vereador Cristóvão Silveira e da esposa Fátima de Jesus Silveira, terminou na tarde desta segunda-feira (18) com os três réus do caso negando participação no crime. O casal foi brutalmente assassinado a facadas no dia 18 de julho, na chácara da família.

O caseiro Rivelino Mangelo, de 45 anos, e os filhos dele Rogério Nunes Mangelo, de 19 anos, e Alberto Rivelino Nunes Mangelo, foram ouvidos pelo juiz Wilson Leite Corrêa nesta tarde, na sala da 4ª Vara Criminal de Campo Grande no forúm e negaram o crime.

“Surpreendentemente, apesar de todas as provas colhidas no processo das provas serem contundentes e concretas, de terem áudios que comprovem a participação da família Mangelo no latrocínio do casal Silveira, os três negaram todas as acusações imputadas contra eles”, explicou o advogado Fábio Trad Filho, assistente de acusação do caso.

Para o advogado, a postura só prejudica os próprios suspeitos, que não terão sequer a atenuante da confissão. Ainda segundo Filho, o depoimento do trio não afeta o andamento do processo, que foi montado com base em provas são concretas. “Um processo muito triste, mas que termina consolidado para uma condenação com penas elevadíssimas”.

Após os depoimentos, Rivelino e Rogério voltaram ao presídio. Já Alberto, que responde por receptação, é o único que aguarda o processo em liberdade. Por conta do recesso judiciário, o prazo para as alegações finais foi prolongado e a condenação dos réus deve ser deferida pelo juiz no começo de fevereiro.

Crime - Na tarde do dia 18 de julho, Rivelino pediu socorro dizendo que sete homens em um Fiat Uno haviam invadido a chácara e feito o patrão dele refém. Ele tinha lutado com os bandidos e escapado para buscar ajuda.

Com o pé machucado, o caseiro foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) à Santa Casa. A equipe policial, então, foi até a propriedade e encontrou os dois corpos no galpão - usado para guardar objetos. Marcas de sangue foram encontradas também na casa do caseiro e das vítimas.

Desconfiados da versão de Rivelino, os policiais do Batalhão de Choque foram até a unidade de saúde e apreenderam três celulares com ele. Nos aparelhos, foram encontrados vários áudios em que o caseiro e os filhos planejavam o roubo do veículo. Imediatamente, o caseiro foi preso e entregou os outros suspeitos que haviam seguido com a caminhonete para Anastácio, distante 135 quilômetros da Capital. O veículo foi recuperado na BR-262, região de Corumbá e um dos envolvidos no crime morreu em um troca de tiros com a polícia.



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