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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

20/09/2016 15:46

Empresário tem relações com procurador, mas advogado nega crime

Ricardo Campos Jr.
André e Joseph representam empresário ouvido na condição de testemunha no Gaeco (Foto: Alcides Neto)André e Joseph representam empresário ouvido na condição de testemunha no Gaeco (Foto: Alcides Neto)

O empresário e engenheiro Ricardo Schettini Figueiredo, um dos 22 intimados nesta terça-feira (20) a depor no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) durante a Operação Midas, manteve uma relação com um dos investigados, mas os advogados dele garantem que o cliente não tem qualquer envolvimento com os crimes apurados.

A empresa de Schettini foi contratada recentemente, por R$ 191.446,37, para elaborar projeto dos corredores de ônibus das ruas Marechal Deodoro, Brilhante e Guia Lopes, segundo extrato publicado no Diário Oficial de Campo Grande. Os recursos serão oriundos do Governo Federal e a execução da obra será do Exército.

Fábio Andreazi e Joseph Sleinman, que representam o engenheiro, saíram do Gaeco nesta tarde dizendo que o nome do cliente deles foi citado por um dos envolvidos. Isso fez com que os investigadores resolvessem chamá-lo para prestar esclarecimentos.

Alegando motivos éticos, os defensores não deram detalhes sobre a relação do empresário com os suspeitos, que estava entre os questionamentos feitos pelos agentes do Gaeco durante o depoimento.

Pivô – O principal investigado é André Scaff, procurador jurídico da Câmara Municipal. A primeira fase da operação, realizada em maio, apontou a incompatibilidade dos bens que ele adquiriu com a renda mensal de servidor público.

Ele é suspeito de receber propina no valor de R$ 3 milhões, para aditar e renovar contratos de empresas prestadoras de serviços com a prefeitura, no período em que foi secretário de finanças, na gestão do então prefeito Gilmar Olarte.

Scaff e a esposa, Karina Ribeiro Mauro Scaff, foram presos durante a manhã e estão na sede do Gaeco. A defesa deles diz que o casal foi detido e levado ao local apenas para depor e nega o mandado de prisão.

A Justiça intimou 22 pessoas para depor. Na lista estão os vereadores Flavio Cesar Mendes (PSBD), cujo advogado já entrou e saiu do prédio do Gaeco duas vezes; e Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB). Além do vereador cassado no fim do ano passado, Paulo Pedra (PDT), e dos empresários João Alberto Krampe Amorim, Carlos Gustavo Cardoso Coppola, Ricardo Schettini Figueiredo e João Abib Mansur.



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