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Capital

Enteada diz que foi estuprada sob ameaça, antes de guarda se suicidar

Polícia também pediu perícia da arma encontrada com guarda municipal

Por Kerolyn Araújo e Viviane Oliveira | 25/04/2019 10:19
Caso está sendo investigado pela DEPCA. (Foto: Arquivo/André Bittar)
Caso está sendo investigado pela DEPCA. (Foto: Arquivo/André Bittar)

O guarda municipal de 38 anos que morreu na madrugada do último sábado (20) com um tiro na boca no bairro Alto São Francisco, em Campo Grande, teria avisado a enteada, de 12 anos, que iria cometer suicídio depois de estuprar a menina.

Conforme Boletim de Ocorrência, que o Campo Grande News teve acesso com exclusividade, a adolescente contou que na madrugada do último sábado estava dormindo no sofá da sala, quando foi acordada pelo padrasto dizendo que queria lhe mostrar uma coisa no quarto. O B.O não detalhe se seria o quarto da menina ou do casal. 

Ao entrar no cômodo com a enteada, a garota diz que o guarda apontou um revólver calibre 38 contra a cabeça dela e avisou: "Tira a roupa, senão vou te matar". Sob ameaças de morte, a vítima foi estuprada pelo padrasto.

Depois do abuso, o guarda teria mandado ela sair do quarto porque ele iria se matar. Nos relatos da vítima, ainda nua ela correu e acordou a mãe dizendo que o padrasto cometeria suicídio. Em seguida, um tiro foi disparado.

O Corpo de Bombeiros e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionados, mas quando chegaram ao local o homem já estava sem vida. A menina contou à Polícia que ainda conseguiu ver o momento em que o padrasto colocou a arma na boca, antes de atirar.

Segundo a delegada Marília de Brito, da DEPCA (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente), a vítima será ouvida por meio da equipe de atendimento psicossocial da unidade. Familiares também prestarão depoimento nos próximos dias.

A polícia aguarda os laudos de lesão corporal e sexologia forense, que poderão comprovar se houve estupro. A delegada também informou que vai solicitar a perícia na arma do guarda. Ele era casado com a mãe da vítima há seis anos.